A palavra “inovação” não substitui inocentemente “progresso”. Enquanto o progresso aponta para um futuro desejado, a inovação nasce da urgência de conservar um presente em crise. A troca revela o cansaço da nossa relação com o futuro.
Há umas décadas, a produção cultural ainda tinha equilíbrio com as capacidades de atenção que um indivíduo podia dar. Mas com o desenvolvimento da internet e a revolução numérica, um abismo nasceu entre o acesso quase infinito aos produtos e a atenção que podemos dar.