EnsaioInsert Coin

Nunca pedi isto

Onde se usa o videojogo Deus Ex para comparar quatro respostas à tecnologia (aceleração, regulação, catástrofe e silêncio) com o presente. Em 2026, não há escolhas claras nem finais definidos: o futuro emerge de acções dispersas, num processo incerto que ninguém controla plenamente.
Ensaio

Na torre de Yeats: A meditar um nacionalismo

Nacionalismo é um tema que pervade a obra – não só poética – de William Butler Yeats. É um nacionalismo de complicada definição, que não se restringe à política, com a qual o poeta, aliás, expressa em várias ocasiões a sua desilusão – exprimindo até aversão à palavra “política” – algo que é particularmente sentido no volume The Tower (1928), que será no presente estudo o principal foco.
Crítica

Acerca de As Causas do Atraso Português, de Nuno Palma

O recente sucesso de As Causas do Atraso Português, de Nuno Palma, ultrapassa o da história económica. Com múltiplas edições, o livro inscreve-se numa tradição de reflexão sobre o “atraso português”, e parece responder a uma inquietação contemporânea mais difusa: a persistência de uma perceção de falha histórica, não apenas entre elites intelectuais, mas no próprio senso comum nacional.
Ensaio

Souvenirs de Axiologia e Ética

A ética é a filosofia prática que estuda a moralidade dos atos humanos (voluntários, racionais e livres), orientados para o Bem. Fundamenta-se na Metafísica (Ser e Bem) e relaciona-se com a Psicologia. Divide-se em geral (essência da ordem moral) e especial. Analisa atos morais, responsabilidade, fim último do homem (diversas conceções, como Kant) e a norma moral (lei e consciência).
Crónica

Desordem. Sem Instruções.

Cresci na escola a resolver equações e imaginários, mas o mundo real é bruto, sem enunciado, cheio de emoções que nenhum livro ensina. A vida não tem capítulos fechados nem maturidade final — só suspensão permanente e "aperfeiçoamento contínuo". A educação forma máquinas produtivas, mas falha no essencial: lidar com perda, frustração e vazio. Talvez resgatar a ingenuidade infantil nos salve desta formatação sem fim.
EnsaioEscrita(s) no Feminino

Mulheres na Literatura ou Literatura das Mulheres? A Universalidade da Literatura no Feminino

Analisar o Cânone Ocidental sem a literatura produzida por mulheres é inconcebível num tempo onde a igualdade de género é um dos temas mais na ordem do dia sob várias dimensões. Mas permanecem obstáculos à consagração das obras escritas por mulheres, uma inexplicável resistência, em particular no que diz respeito à produção redigida no passado.
Ensaio

A substituição demográfica: facto ou mito?

A suposta substituição populacional do Ocidente, em especial da Europa, não é de modo algum uma conversa nova. Os seus defensores tendem a resumir a sua argumentação a um simples, rápido e eficaz “é estatística”. O problema é que se baseia numa interpretação errada dos dados. Aliás, ainda que lhes fossem mais favoráveis, esta estatística impossibilita a extrapolação que é a “extinção por substituição”.
Ensaio

The Genealogy of Modern Hate Speech Laws: A Twentieth-Century Development and Its Tension with Western Traditions

Hate speech laws, a major post-WWII legal innovation, criminalize incitement to hatred against protected groups. Unlike traditional bans on sedition or blasphemy, they were driven by leftist forces (communists, socialists, progressives, anti-colonialists) rather than natural Western greco-roman, judeo-christian and democratic liberal traditions.
Ensaio

Os Prolegómenos de Kant: Da “Desconstrução” da Psicologia Racional

Kant, nos Paralogismos da Razão Pura, critica a psicologia racional: do "eu penso" deduz a alma como substância simples, imaterial e imortal. É um paralogismo transcendental: confunde a unidade lógica da consciência (função subjetiva vazia) com substância objetiva. Sem intuição sensível, não há juízos sintéticos a priori sobre a alma. A psicologia racional é ilusória como ciência, mas surge inevitavelmente da razão.
Ensaio

A Sabedoria da Vida

A sabedoria da vida como a arte de ordenar a nossa existência de modo a obter o maior grau possível de prazer e de êxito, uma existência que fosse decididamente preferível à não-existência; o que implica que nos apegaríamos a ela por si mesma, e não apenas por medo da morte, e que, além disso, nunca desejaríamos que chegasse ao fim. Texto de Arthur Schopenhauer, de 1861.

Artigos

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Revista Minerva Universitária