Durante milhares de anos, o homem aproximava-se de uma árvore para sacar dela madeira, sombra, fruto, abrigo ou, em caso de extrema necessidade, um sítio onde enforcar alguém. O lisboeta contemporâneo aproxima-se para lhe transmitir afetos. É progresso, dizem. Não é. Eu diria antes que é o estágio terminal do conforto.
Num estudo comparativo de história das migrações europeias do século XX e XXI, apresentamos um dos contrastes mais reveladores entre movimentos de população aparentemente semelhantes na superfície e profundamente distintos na substância: a emigração portuguesa do Estado Novo para França e as vagas migratórias de África para a Europa contemporânea
O socialismo e o milagre da multiplicação dos peixes, um livro de investigadores do ISCTE, leis laborais mais rígidas que reduzem a precariedade jovem. Com estes ingredientes todos, já se sabe o que aí vem, não é?
Será que estamos perante uma vaga inédita de emigração de jovens em Portugal, em particular dos mais qualificados? Na verdade, não. Estamos como sempre estivemos. Temos é muito menos jovens.
O embargo dos EUA a Cuba não é um bloqueio naval nem uma proibição mundial de comércio. É apenas e só a proibição de empresas americanas negociarem livremente com Cuba; um conjunto de restrições financeiras ligadas ao sistema bancário dos Estados Unidos; e limitações a exportações específicas dos Estados unidos para Cuba.
800 mil portugueses meteram baixa em 2024. Isto, por si só, explica muitos problemas de produtividade sem necessidade de grandes teorias económicas. Mas a divisão por género torna tudo ainda mais claro: as mulheres são 58,72% das baixas, contra 41,28% dos homens. Analisemos o que isto pode querer dizer.
Há uma teoria muito famosa que nos diz que o líder de um popular partido de direita em Portugal é um produto dos media. Que o "monstro" foi criado pela televisão, vendido ao povo a cada minuto de audiência. O problema é que não é bem verdade.
Era fim de tarde, a hora melancólica em que o sol se despede dos telhados. O Tavares, dono do café ExStasi, já tinha fechado a caixa. Foi então que dois agentes da PSP, em patrulha, detetaram três figuras imóveis, envoltas em negro, postadas ali, mesmo à porta do café.
Sentados na comodidade da democracia burguesa que fingem desprezar, gritam que a ascensão da extrema-direita é culpa do algoritmo. Esquecem-se, como sempre, que a história não começou em 2024, nem em 1974, e muito menos com a primeira selfie dos políticos.
Anualmente, uma procissão da burguesia intelectual de esquerda, advinda de toda a área metropolitana de Lisboa, já sem apoio relevante das antigas classes operárias, e à qual a maioria da população local de Lisboa é alheia, celebra um golpe de estado com cinquenta anos que já diz pouco à maioria dos portugueses.
Sobre propostas políticas populistas de limite do valor das rendas de habitação e de comparações desadequadas entre realidades completamente distintas como Portugal e Holanda.
Na guerra da Ucrânia, iniciada em 2022, Trump não é o Chamberlain de 1938: está a tentar dividir a Ucrânia com Putin, como Estaline fez com Hitler em 1939. Quem está a fazer o papel de Chamberlain, tanto o de 1938, como o de 1939, é a Europa.
Sobre como a distinção estanque entre meteorologia e climatologia é usada como esperteza saloia pela religião do catastrofismo climático. Uma previsão meteorológica errada é como uma previsão de climatologia errada: ambas pertencem ao mesmo campo, a ciência do estudo dos fenómenos atmosféricos.
Na continuação da série de putativos candidatos à presidência da república portuguesa de 2025, temos Cristina Ferreira, a mulher que conquistou o entretenimento, a moda e até a literatura de auto-ajuda com títulos como "Pra Cima de P@ta".
Onde se propõe uma razão para alguma burguesia intelectual progressista ficar indignada com rusgas policiais só quando as pessoas são de certa cor: é porque vêem as minorias étnicas como seus animais de estimação.