800 mil portugueses meteram baixa em 2024. Isto, por si só, explica muitos problemas de produtividade sem necessidade de grandes teorias económicas. Mas a divisão por género torna tudo ainda mais claro: as mulheres são 58,72% das baixas, contra 41,28% dos homens. Isto não é uma sensação, não é perceção social, é objetivo.
Há uma teoria muito famosa que nos diz que o líder de um popular partido de direita em Portugal é um produto dos media. Que o "monstro" foi criado pela televisão, vendido ao povo a cada minuto de audiência. O problema é que não é bem verdade.
Era fim de tarde, a hora melancólica em que o sol se despede dos telhados. O Tavares, dono do café ExStasi, já tinha fechado a caixa. Foi então que dois agentes da PSP, em patrulha, detetaram três figuras imóveis, envoltas em negro, postadas ali, mesmo à porta do café.
Sentados na comodidade da democracia burguesa que fingem desprezar, gritam que a ascensão da extrema-direita é culpa do algoritmo. Esquecem-se, como sempre, que a história não começou em 2024, nem em 1974, e muito menos com a primeira selfie dos políticos.
Anualmente, uma procissão da burguesia intelectual de esquerda, advinda de toda a área metropolitana de Lisboa, já sem apoio relevante das antigas classes operárias, e à qual a maioria da população local de Lisboa é alheia, celebra um golpe de estado com cinquenta anos que já diz pouco à maioria dos portugueses.
Sobre propostas políticas populistas de limite do valor das rendas de habitação e de comparações desadequadas entre realidades completamente distintas como Portugal e Holanda.
Trump não é o Chamberlain de 1938: está a tentar dividir a Ucrânia com Putin, como Estaline fez com Hitler em 1939. Quem está a fazer o papel de Chamberlain, tanto o de 1938, como o de 1939, é a Europa.