Crónicas sobre o tempo, relojoaria, e curiosidades relacionadas, do nosso colaborador Nuno Lopes Margalha, psicólogo e fundador do Instituto Português de Relojoaria (www.institutoportuguesderelojoaria.pt).
A teimosia em relojoaria não é uma característica discreta. Vamos conhecer a mecânica desta teimosia, como contribui e conhecer as funções dos seus expoentes: o pessimismo e o optimismo. Longe de ser mero capricho, constitui muitas vezes o motor silencioso do progresso relojoeiro.
Embora Stranger Things não seja uma obra sobre relojoaria ou ciência do tempo no sentido técnico, o tempo ocupa um papel estrutural na narrativa. Aqui revemos algumas das peças que despontam na série.
Uma caixa de relógios vazia está cheia de possibilidades. Uma caixa de relógios cheia é o sinal claro de que precisamos de uma vazia. De caixa em caixa avançamos, empurrados pelo desejo e puxados pelo acaso. Tornamo-nos coleccionadores e, nesse processo, construímos um estilo pessoal. Num exercício assumidamente teórico, procurámos isolar alguns dos perfis mais recorrentes, como quem escolhe os instrumentos de uma composição musical.
Damos a conhecer três relógios oferecidos em circunstâncias extraordinárias, que se tornaram parte da história pelos melhores motivos. São histórias da relojoaria e dos seus protagonistas que nos fazem admirar as peças não pela utilidade, mas pelo significado e memória que encerram.
Alguns tesouros descobertos nas edições da feira de relojoaria vintage Tempo Passado: peças que o tempo filtrou com rigor, relógios que conquistaram a admiração de todos, exemplos que continuam a brilhar na memória dos coleccionadores.
Os relógios atómicos são as máquinas mais precisas já criadas. Do protótipo de amónia ao estrôncio aprisionado em redes ópticas, marcaram a transição da observação dos astros para a física quântica. Hoje regulam o GPS, sincronizam a banca e testam a relatividade. Com histórias curiosas: um protótipo com um relógio de parede em cima, satélites “falhados” que confirmaram teorias, e cientistas que redefiniram o próprio segundo.
A história do encontro entre o Ocidente e o Japão no século XVI está cheia de episódios fascinantes. Um desses momentos ocorreu em 1551, quando o missionário jesuíta São Francisco Xavier ofereceu ao poderoso daimiô Ōtomo Sōrin um relógio mecânico europeu — acto carregado de simbolismo, estratégia e inovação tecnológica.