Sobre o último trabalho da série cinematográfica Indiana Jones, um filme de aventuras construído sobre uma estrutura quase irrepreensível que lida com todos os problemas da série e com as expectativas dos espectadores.
Sobre o papel fundacional da literatura, a par da pintura, na obra do cineasta americano David Lynch e como nela o uso profundamente simbólico e poético da palavra se emparelha exemplarmente com as imagens.
Em “mother!”, de Aronofsky, o escritor (Bardem) cria um poema que transforma o mundo e atrai multidões fanáticas à casa onde vive com a companheira (Lawrence). Alegoria violenta sobre criação literária e física, civilização vs. selvajaria, com simbolismo bíblico e referências a fanatismo e caos.
Nesta adaptação de uma biografia rural norte-americana, vemos Ron Howard, insuspeito autor da tradição hollywoodiana dos melodramas para a família, na sua vocação e costume de privilegiar, em primeiro plano, a lírica cinematográfica, e tendencialmente secundarizar algum comentário social que possa estar presente na narrativa.
A melhor obra do realizador mediano Christopher Nolan até agora é aquela em que o género do filme de espiões o ultrapassa e deixa o autor em piloto automático: é a vitória do género sobre o autor, e em particular de um bom género sobre um mau autor.
Sobre a obra cinematográfica de Jeff Baena e Allison Brie, Horse Girl, 2020, um dos melhores retratos da história do cinema e possivelmente da ficção sobre a experiência esquizofrénica na primeira pessoa.
Segundo o realizador, o projecto Joker não introduz Joaquin Phoenix, o protagonista, no universo dos super-heróis, mas sim introduz este universo no mundo de Joaquin Phoenix.