Elogio da Cultura Tablóide

Um pequeno lembrete sobre a cultura tablóide em Portugal e o facto da não dependência económica do estado ou de grupos comerciais, ou seja, a independência em si mesma, poder facilitar certo tipo de investigações jornalísticas. O preço a pagar é o do sensacionalismo.

Apresentamos um pequeno lembrete sobre a cultura tablóide em Portugal e o facto da não dependência económica do estado ou de grupos comerciais, ou seja, a independência em si mesma, poder facilitar certo tipo de investigações jornalísticas. É o preço a pagar (o do sensacionalismo)?

Na Grã-Bretanha, nos EUA e noutros países da Europa, a cultura tablóide é mais acentuada, também provavelmente fruto das democracias mais duradouras e maduras em muitos casos.

Deixamos aqui a saudação a essa tradição desprezada pelas elites intelectuais, aquelas que muitas vezes se deitam nas mesmas camas que certos interesses económicos e culturais/sociais que os tablóides recorrentemente atacam (elites económicas, artísticas, nobiliárquicas, etc.).

https://www.historic-newspapers.co.uk/blog/tabloid-history/

https://en.m.wikipedia.org/wiki/Tabloid_journalism

Partilhar Artigo:

Mais Artigos

Observatório Estatístico e Longitudinal da Mobilidade Docente

O Observatório da Mobilidade Docente, ferramenta online desenvolvida por dois professores, analisa se os concursos estabilizam as escolas, não só o vínculo. Entre 2016/17 e 2026/27 regista 150 399 participações e 74 448 migrações. Descritivo e auditável, distingue permanência, fluxo e intenção, sem avaliar a qualidade das escolas ou dos docentes.

Restrições reais a livros no Ocidente contemporâneo

No tópico dos "livros banidos", a distinção entre proibições pedagógicas ou performativas em escolas e restrições concretas no mercado livre é essencial para um debate honesto sobre liberdade de expressão. Aqui apresentamos uma lista de cinquenta títulos realmente suprimidos no Ocidente.

Ensaio Documental — Paleografia de um Nascimento

Transcrição paleográfica, com notas, dos assentos de batismo e casamento dos pais, ambos em 1781, de Luiz Joaquim dos Santos Marrocos, de Lisboa. Corrige a data de nascimento, discute legitimação por matrimónio subsequente e metodologias de leitura setecentista.

Scripta aliena surripere: Ricoeur e Burkert sobre Mitos e Mitologia

Ricoeur e Burkert sobre mitologia: o mito é narrativa tradicional que pretende sentido e verdade, tautegórica e não alegórica. Nem logos o esgota nem a função o decifra por completo; o mito é saber por histórias, síntese a priori que orienta o real, sem se reduzir a ele.