Elogio da Cultura Tablóide

Um pequeno lembrete sobre a cultura tablóide em Portugal e o facto da não dependência económica do estado ou de grupos comerciais, ou seja, a independência em si mesma, poder facilitar certo tipo de investigações jornalísticas. O preço a pagar é o do sensacionalismo.

Apresentamos um pequeno lembrete sobre a cultura tablóide em Portugal e o facto da não dependência económica do estado ou de grupos comerciais, ou seja, a independência em si mesma, poder facilitar certo tipo de investigações jornalísticas. É o preço a pagar (o do sensacionalismo)?

Na Grã-Bretanha, nos EUA e noutros países da Europa, a cultura tablóide é mais acentuada, também provavelmente fruto das democracias mais duradouras e maduras em muitos casos.

Deixamos aqui a saudação a essa tradição desprezada pelas elites intelectuais, aquelas que muitas vezes se deitam nas mesmas camas que certos interesses económicos e culturais/sociais que os tablóides recorrentemente atacam (elites económicas, artísticas, nobiliárquicas, etc.).

https://www.historic-newspapers.co.uk/blog/tabloid-history/

https://en.m.wikipedia.org/wiki/Tabloid_journalism

Partilhar Artigo:

Mais Artigos

Consequences of Acceleration: Generational Schisms

Modernity accelerates time, progress and crises. Catastrophism and relativism both miss this shift in speed. Distinct generations now coexist amid digital disruption; pre-internet elites fail to govern the internet. We need intergenerational dialogue and modular institutions that adapt without stagnation.

Ainda a caricatura com IA: plausibilidade, decoro e o abuso da palavra «sexual»

A reacção à montagem gerada por inteligência artificial envolvendo as autoras do podcast Lei da Paridade não alterou o essencial do que escrevemos. A peça pertence à tradição da caricatura. Não induz o espectador em erro. E as normas pensadas para deepfakes íntimos não se aplicam a um conteúdo tão inócuo.

Ceuta: o erro estratégico da direita ibérica

Em Julho de 2026, cerca de 72 mil pessoas entraram irregularmente em Ceuta. Partidos de direita chamaram-lhe “invasão” patrocinada por Marrocos. Aqui sustenta-se que o episódio é mais complexo — redes sociais, decisão judicial espanhola e política de Sánchez — e que Marrocos coopera no controlo migratório. Defender fronteiras não exige transformar um vizinho estratégico em inimigo.

11 de Setembro, 25 anos depois

Visto em direto, o 11 de Setembro chocou pela escala e simultaneidade. Depois, o terrorismo tornou-se banal e, na Europa, falta de integração e obsessão identitária enfraqueceram a coesão. O Ocidente perdeu centralidade. A foto das Torres metaforiza certezas frágeis: a História não caminha sozinha.