



Primeiro, Michael Devitt, Reference and Beyond: Essays in Philosophy of Language (Oxford University Press, 2025), reúne ensaios que desenvolvem uma teoria causal unificada da referência para nomes próprios, descrições definidas e demonstrativos, argumentando que o significado reside no modo causal de referência e rejeitando a visão da referência directa, tudo sob uma perspectiva naturalista. Siobhan Chapman (ed.), Susan Stebbing: Philosophical Papers (Oxford University Press, 2025), oferece a primeira selecção publicada dos escritos filosóficos de Susan Stebbing, cobrindo a sua lógica, análise, senso comum e filosofia pública, com uma introdução que destaca o seu papel fundacional na tradição analítica. Adam Cureton, Respecting Disability: Attitudes, Ideals, and Relationships (Oxford University Press, 2025), explora as atitudes e relações face às pessoas com deficiência, defendendo a importância moral do respeito em várias formas como complemento necessário ao cuidado, à apreciação e à justiça, e enfatizando o auto-respeito. Iakovos Vasiliou, Varieties of Happiness: Eudaimonism and Greek Ethical Theory (Oxford University Press, 2025), examina criticamente a atribuição de um quadro eudaimonista comum às teorias éticas gregas, argumentando que o mero tratamento da eudaimonia não as torna um tipo distintivo de teoria e propondo novas interpretações de Sócrates, Platão, Aristóteles, Epicuro e os primeiros estoicos.




Depois, Thom Brooks, Political Philosophy: The Fundamentals (Wiley-Blackwell, 2025), introduz os temas centrais da filosofia política — liberdade, igualdade, punição, direitos humanos, justiça global e alterações climáticas — ligando obras seminais da história do pensamento político aos debates contemporâneos de forma acessível. Philip Kitcher, The Rich and the Poor (Polity Press, 2025), analisa o abandono da ética na política pública contemporânea, defendendo a reintrodução de uma inquirição ética inclusiva e informada para combater a pobreza, a desigualdade e a crise climática. Alan M.S.J. Coffee, Wollstonecraft: Independent Woman (Polity Press, 2025), apresenta o pensamento de Mary Wollstonecraft como um sistema filosófico coerente centrado na liberdade como independência, mostrando como este ideal republicano une as suas críticas às hierarquias sociais, às reformas educativas e à dominação masculina. Robert Northcott, Science for a Fragile World (Oxford University Press, 2025), desenvolve uma teoria da fragilidade nas relações científicas, argumentando que muitas das que mais nos importam são imprevisíveis entre casos e exigem uma metodologia de “trabalhador de casos” em vez de teórico da estabilidade, com implicações para disciplinas como a economia e a epidemiologia.
