O Fim de uma Música que Nunca Tocou
Uma celebração do discurso epidíctico na literatura portuguesa: paronomásias, jogos vocálicos e retórica exuberante como essência literária, contra a preferência nacional por prosa seca minimalista e anti-retórica desde o século XVIII.
As Traduções de “Polytropos” na Odisseia de Homero: Ambiguidades, Escolhas e Interpretações Culturais
A Odisseia abre com o epíteto polytropos, termo ambíguo que define Ulisses pela sua versatilidade, astúcia e múltiplos desvios. Analisamos as traduções em inglês, alemão, francês e português, mostrando como cada língua e época reinterpretam o herói — da eloquência moral ao “complicated man” de Emily Wilson. O polytropos revela-se espelho da própria tradução e da condição humana.
A crítica de Raul Proença ao integralismo lusitano
Onde se debate a historiografia e a filosofia política portuguesa, analisando as críticas de Raul Proença ao integralismo lusitano e a contraposição de António José de Brito. Evidenciam-se os argumentos de Proença, que prevaleceram na análise académica, desenvolvidos na Revista Seara Nova, enquanto a crítica de Brito surge num contexto não académico inicial da sua carreira.
Na torre de Yeats: A meditar um nacionalismo
Nacionalismo é um tema que pervade a obra – não só poética – de William Butler Yeats. É de complicada definição, que não se restringe à política, com a qual o poeta, aliás, expressa em várias ocasiões a sua desilusão – exprimindo até aversão à palavra “política” – algo que é particularmente sentido no volume The Tower (1928), que será neste ensaio o principal foco.