Uma falácia frequente que observamos no discurso público é afirmar-se que, no contexto português, certos pontos de vista eventualmente aberrantes — p.ex., racismo, homofobia, fascismo, etc. — não são opinião, são crime. Ora tal é, à luz do direito português, absolutamente falso.
Recordamos o mundo fantástico e espampanante das revistas de literatura e arte de vanguarda do início do século XX: o dealbar de novas formas de modernidade, já pós industrial, que existiam numa atmosfera de vigor intelectual único e até agora pouco ou nada reeditado.
Sobre exposições sensacionalistas de comportamentos como assédio ou abuso moral ou sexual, recomendamos precaução e cepticismo quanto à denúncia colectiva e à histeria jornalística: as acusações devem ser analisadas ao pormenor e com objectividade, longe do clamor das multidões.