Revistas Avant-Garde em 1920-30

Recordamos o mundo fantástico e espampanante das revistas de literatura e arte de vanguarda do início do século XX: o dealbar de novas formas de modernidade, já pós industrial, que existiam numa atmosfera de vigor intelectual único e até agora pouco ou nada reeditado.

Recordamos o mundo fantástico e espampanante das revistas de literatura e arte de vanguarda do início do século XX: o dealbar de novas formas de modernidade, já pós industrial e prévia às grandes experiências de socialismo da primeira metade do século (União Soviética e Alemanha Nazi), que existiam numa atmosfera de vigor intelectual único e até agora pouco ou nada reeditado: manifestos surrealistas, futuristas e outros “istas” sucederam-se, vagas inaugurais daquilo que se entendiam serem novas eras para a arte eram propostas, e tudo era apresentado com uma inocência violenta, despreocupada e descomprometida com as avaliações presentes ou posteriores, e ao mesmo tempo um enorme sentido de sabedoria e de responsabilidade face às culturas anteriores, dado que qualquer um desses movimentos reconhecia bem as suas heranças. Deixamos aqui várias capas de revistas da década de vinte, de onde destacamos, por exemplo, uma incidência desse entusiasmo demolidor, quando num número da revolução surrrealista, o seu editor, Antonin Artaud, declara sem grandes dúvidas que está-se a entrar no ano que marca o “fim da era cristã”. Temos muito a aprender com estas manifestações. Desfrutem!

Partilhar Artigo:

Mais Artigos

Consequences of Acceleration: Generational Schisms

Modernity accelerates time, progress and crises. Catastrophism and relativism both miss this shift in speed. Distinct generations now coexist amid digital disruption; pre-internet elites fail to govern the internet. We need intergenerational dialogue and modular institutions that adapt without stagnation.

Ainda a caricatura com IA: plausibilidade, decoro e o abuso da palavra «sexual»

A reacção à montagem gerada por inteligência artificial envolvendo as autoras do podcast Lei da Paridade não alterou o essencial do que escrevemos. A peça pertence à tradição da caricatura. Não induz o espectador em erro. E as normas pensadas para deepfakes íntimos não se aplicam a um conteúdo tão inócuo.

Galeria: A Cidade como uma Instalação de Arte, Fotografias de Fred Flade

Galeria de fotografia urbana em Lisboa que vê a cidade como um palco acidental onde figuram composições artísticas inesperadas resultantes da união de elementos díspares.

Ceuta: o erro estratégico da direita ibérica

Em Julho de 2026, cerca de 72 mil pessoas entraram irregularmente em Ceuta. Partidos de direita chamaram-lhe “invasão” patrocinada por Marrocos. Aqui sustenta-se que o episódio é mais complexo — redes sociais, decisão judicial espanhola e política de Sánchez — e que Marrocos coopera no controlo migratório. Defender fronteiras não exige transformar um vizinho estratégico em inimigo.