Edição: Maio 2026

Porque os outros se mascaram mas tu não: biomimética, nacionalismo de Yeats, humanidades digitais e literatura feminina, ressonâncias do piano no cinema, metafiction in video games, montar à amazona, o mais antigo tratado económico, D. Dinis e o maior peixe, novidades na filosofia, a cidade costeira: Mediterrâneo e China, emigração de jovens em Portugal, poemas e perfumes, uma editora que só publica negros, a era da publicidade, causas do atraso português de Nuno Palma, thirteen empty streets of Pompeii.

Porque os outros se mascaram mas tu não: biomimética, nacionalismo de Yeats, humanidades digitais e literatura feminina, ressonâncias do piano no cinema, metafiction in video games, montar à amazona, o mais antigo tratado económico, D. Dinis e o maior peixe, novidades na filosofia, a cidade costeira: Mediterrâneo e China, emigração de jovens em Portugal, poemas e perfumes, uma editora que só publica negros, a era da publicidade, causas do atraso português de Nuno Palma, thirteen empty streets of Pompeii.

ENSAIO

Produzir melhor, desperdiçar menos: o que a natureza nos ensina

Num mundo marcado pelo excesso de consumo, pelo desperdício e pela crescente pressão sobre os recursos, a biomimética convida-nos a olhar para a natureza não apenas como fonte de matérias-primas, mas como fonte de inteligência para repensar a forma como produzimos.

Na torre de Yeats: A meditar um nacionalismo

Nacionalismo é um tema que pervade a obra – não só poética – de William Butler Yeats. É de complicada definição, que não se restringe à política, com a qual o poeta, aliás, expressa em várias ocasiões a sua desilusão – exprimindo até aversão à palavra “política” – algo que é particularmente sentido no volume The Tower (1928), que será neste ensaio o principal foco.

As ressonâncias do piano no cinema contemporâneo

Explicações para a recorrência da figura do piano na história do cinema, trazendo alguns exemplos emblemáticos e suscitando algumas análises sobre eles.

As Humanidades Digitais na Divulgação da Literatura Feminina

As Humanidades Digitais têm sido fundamentais no resgate e divulgação de autoras portuguesas esquecidas. Através de digitalizações, bases de dados e projetos online, devolvem visibilidade a vozes femininas do passado, facilitando o acesso a biografias e obras, e contribuindo para a inclusão no cânone literário português.

Metafiction in Video Games: Breaking the Fourth Wall from the Inside Out

Metafiction in video games evolved from playful fourth-wall breaks in 1980s titles like Zork and StarTropics to profound self-referential loops in Space Quest III/IV and ontological twists in Monkey Island 2. We explore how interactivity amplifies self-awareness across decades, turning players into co-authors of the deconstruction in classics and modern experiments alike.

CRÍTICA

Acerca de As Causas do Atraso Português, de Nuno Palma

O recente sucesso de As Causas do Atraso Português, de Nuno Palma, ultrapassa o da história económica. Com múltiplas edições, o livro inscreve-se numa tradição de reflexão sobre o “atraso português”, e parece responder a uma inquietação contemporânea mais difusa: a persistência de uma perceção de falha histórica, não apenas entre elites intelectuais, mas no próprio senso comum nacional.

Richard Sargent, Je Shen.

CRÓNICA

Algumas Diferenças entre a Cidade Mediterrânea e a Cidade do Sul da China

A distinção, numa cidade litoral mediterrânea, entre zonas baixas de ruelas e praças e zonas altas de palácios (equivalentes ao ágora e à acrópole gregas) é também observável nas cidades litorais do sul da China? Aqui analisamos as semelhanças e as diferenças.

Sobre a Emigração de Jovens em Portugal

Será que estamos perante uma vaga inédita de emigração de jovens em Portugal, em particular dos mais qualificados? Na verdade, não. Estamos como sempre estivemos. Temos é muito menos jovens.

Sobre Perfumes e Poemas


A arte nasce no instante em que o olhar humano contempla a criação divina. A perfumaria e a poesia, unidas na “poesia olfativa”, surgem nos rituais egípcios como vias de elevação ao divino. Ambas partilham estrutura (notas de topo, corpo e fundo / versos) e o poder de evocar memórias e emoções profundas, transformando o efémero em eterno e construindo uma ponte entre o sensível e o sagrado.

Pode uma editora em Portugal decidir que só publica autores negros ou mulheres?

Pode uma editora em Portugal decidir que só publica autores negros ou mulheres? Em que medida é que isto não configura discriminação à luz da lei?

A Era da Publicidade

A era presente é reflexiva, prudente e desprovida de paixão: delibera em vez de agir, cria ilusões de atividade através da publicidade e da abstração. Contrasta com a era revolucionária pela inércia e nivelamento, onde o “público” fantasma domina. O indivíduo perde-se na reflexão; só a paixão e a decisão religiosa o libertam. Excertos de Kierkegaard, 1986.

Psicologia masculina.

ARTES VISUAIS

Gallery: Thirteen emp ty streets of Pompeii

Photo gallery with thirteen empty streets of Pompeii. An unique, overwhelming, and unsettling experience when the site is about to close.

Portugal antigamente.

RUBRICA

O Assento das Ensinanças

O mais antigo tratado económico entre o Reino de Portugal e o de Inglaterra, de 1353

O mais antigo tratado económico celebrado entre o Reino de Portugal e o Reino de Inglaterra, outorgado a 20 de Outubro de 1353, por Afonso Martim Alho, mercador do Porto, a mando do Augusto Senhor D. Afonso IV, traduzido do Inglês Medievo.

Quando D. Dinis encontrou o maior peixe que já havia visto

Há coisas que podem abalar uma Nação inteira: crimes hediondos, um grande terramoto, a corrupção, etc. Em 1321, D. Dinis viu-se obrigado a fazer um atestado público ao Reino por razão de uma destas hecatombes: ele encontrou o maior peixe que já havia visto. Ora vejam a carta.

O futuro?

Conversas com Ana Vieira Vicente

Conversa: Equitação à Amazona com Carolina Conde


Conversa com a cavaleira Carolina Conde, a primeira mulher em Portugal a competir numa prova de Equitação de Trabalho à amazona, que trouxe uma perspetiva atual sobre a continuidade e relevância da prática.

Sugestões

Sugestões de Leitura: Novidades na Filosofia, Abril 2026


Sempre com a ajuda das preciosíssimas Notre Dame Philosophical Reviews, trazemos as últimas novidades no mercado editorial da filosofia. Eis aqui oito sugestões ligadas ao mês de Abril de 2026.

Either/Or.

+ CRÍTICA

Crítica: A Escuridão Branca de David Grann


Trago-vos este livro por acreditar que a “atração das pequenas vozes” de que nos fala Shackleton, citado por David Grann, determinam a forma como conduzimos a nossa vida. Henry Worsley talvez fosse assombrado por vozes não tão pequenas assim, pois uma boa parte de nós nunca cometerá as loucuras a que este explorador se votou. Esta é, também, uma história de loucura.

Funnies!

Amália Rodrigues, nascida a 23 de julho de 1920 em Lisboa e falecida a 6 de outubro de 1999, é universalmente reconhecida como a Rainha do Fado e uma das maiores vozes do século XX. Mas além de ser uma intérprete genial, Amália destacou-se como uma verdadeira patrona das artes portuguesas. Ao longo da carreira, elevou o fado a um patamar superior ao aproximá-lo da grande poesia, transformando-o num veículo de difusão cultural que transcendia as tradições populares.

Um dos seus maiores legados reside no patronato ativo das artes e na promoção de escritores, poetas e artistas. Amália escolheu e musicou versos de grandes nomes da literatura portuguesa, como Luís de Camões, Bocage e D. Dinis, mas sobretudo de poetas seus contemporâneos como David Mourão-Ferreira, Pedro Homem de Mello, Alexandre O’Neill, Ary dos Santos e Manuel Alegre. Ao dar voz a estes autores, muitas vezes ainda pouco conhecidos do grande público, Amália não só os popularizou como os imortalizou, criando um “novo fado” sofisticado e literário que atraiu audiências internacionais e valorizou a criação poética nacional.


Além de intérprete, Amália foi ela própria poeta, publicando o livro *Versos* em 1997, e manteve relações próximas com compositores, músicos e intelectuais, apoiando-os publicamente. Por vontade sua, foi criada a **Fundação Amália Rodrigues**, que perpetua este mecenato através de galas anuais e prémios dedicados a poetas de fado, compositores, intérpretes e ensaístas, garantindo que o seu compromisso com a promoção da cultura portuguesa continue vivo. Amália foi, assim, não apenas a voz de Portugal, mas uma das maiores mecenas modernas de certa poesia.

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Mais Artigos

Edição: Abril 2026

Imagens que passais pela retina: o “ódio” é o novo “sexo”, a música na aprendizagem, o debuxo nos lanifícios, ressonâncias do piano no cinema, a prevalência global da homossexualidade, o uso das cores na vila medieval, contos quinhentistas engraçados, quem decide do que gostamos, novidades na filosofia, as três Marias, a política continua cristã, a desordem como conhecimento, sobre trabalho e ciganos, a psicologia das multidões, when Harry met Sally, malhão de ir ao meio, obras de Carla dos Santos.

Edição: Março 2026

Sôbolos rios: reabilitar o neo-realismo, mulheres na literatura, psicologia racional em Kant, women in the new deal and reaganomics, homofilia, substituição populacional, o guia para linguagem inclusiva, o embargo a Cuba, o tambor africano nas Américas, a sabedoria da vida, obras de Artur Durão, investigação ao milagre de Sta. Isabel, o assassinato do conde Andeiro, a teimosia em relojoaria, novidades na filosofia, Gilles Deleuze e Smile de Beach Boys.

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Edição: Janeiro 2026

Novus Ordo Seclorum: coberto vegetal e incêndios rurais, Michel Lacroix: o mal, guerra económica: caju de Moçambique, superficial fascism vs state capture, o pogrom de Bagdade, a africanização da guerra colonial, androginia em David Bowie, a trégua de 1914, D. Pedro e a defesa dos pobres, descrição do povoado medieval, tipologia do coleccionador, o modelo de Pickman, dial of destiny.