Porque os outros se mascaram mas tu não: biomimética, nacionalismo de Yeats, humanidades digitais e literatura feminina, ressonâncias do piano no cinema, metafiction in video games, montar à amazona, o mais antigo tratado económico, D. Dinis e o maior peixe, novidades na filosofia, a cidade costeira: Mediterrâneo e China, emigração de jovens em Portugal, poemas e perfumes, uma editora que só publica negros, a era da publicidade, causas do atraso português de Nuno Palma, thirteen empty streets of Pompeii.
Porque os outros se mascaram mas tu não: biomimética, nacionalismo de Yeats, humanidades digitais e literatura feminina, ressonâncias do piano no cinema, metafiction in video games, montar à amazona, o mais antigo tratado económico, D. Dinis e o maior peixe, novidades na filosofia, a cidade costeira: Mediterrâneo e China, emigração de jovens em Portugal, poemas e perfumes, uma editora que só publica negros, a era da publicidade, causas do atraso português de Nuno Palma, thirteen empty streets of Pompeii.
Num mundo marcado pelo excesso de consumo, pelo desperdício e pela crescente pressão sobre os recursos, a biomimética convida-nos a olhar para a natureza não apenas como fonte de matérias-primas, mas como fonte de inteligência para repensar a forma como produzimos.
Nacionalismo é um tema que pervade a obra – não só poética – de William Butler Yeats. É de complicada definição, que não se restringe à política, com a qual o poeta, aliás, expressa em várias ocasiões a sua desilusão – exprimindo até aversão à palavra “política” – algo que é particularmente sentido no volume The Tower (1928), que será neste ensaio o principal foco.
Explicações para a recorrência da figura do piano na história do cinema, trazendo alguns exemplos emblemáticos e suscitando algumas análises sobre eles.
As Humanidades Digitais têm sido fundamentais no resgate e divulgação de autoras portuguesas esquecidas. Através de digitalizações, bases de dados e projetos online, devolvem visibilidade a vozes femininas do passado, facilitando o acesso a biografias e obras, e contribuindo para a inclusão no cânone literário português.
Metafiction in video games evolved from playful fourth-wall breaks in 1980s titles like Zork and StarTropics to profound self-referential loops in Space Quest III/IV and ontological twists in Monkey Island 2. We explore how interactivity amplifies self-awareness across decades, turning players into co-authors of the deconstruction in classics and modern experiments alike.
O recente sucesso de As Causas do Atraso Português, de Nuno Palma, ultrapassa o da história económica. Com múltiplas edições, o livro inscreve-se numa tradição de reflexão sobre o “atraso português”, e parece responder a uma inquietação contemporânea mais difusa: a persistência de uma perceção de falha histórica, não apenas entre elites intelectuais, mas no próprio senso comum nacional.
A distinção, numa cidade litoral mediterrânea, entre zonas baixas de ruelas e praças e zonas altas de palácios (equivalentes ao ágora e à acrópole gregas) é também observável nas cidades litorais do sul da China? Aqui analisamos as semelhanças e as diferenças.
Será que estamos perante uma vaga inédita de emigração de jovens em Portugal, em particular dos mais qualificados? Na verdade, não. Estamos como sempre estivemos. Temos é muito menos jovens.
A arte nasce no instante em que o olhar humano contempla a criação divina. A perfumaria e a poesia, unidas na “poesia olfativa”, surgem nos rituais egípcios como vias de elevação ao divino. Ambas partilham estrutura (notas de topo, corpo e fundo / versos) e o poder de evocar memórias e emoções profundas, transformando o efémero em eterno e construindo uma ponte entre o sensível e o sagrado.
A era presente é reflexiva, prudente e desprovida de paixão: delibera em vez de agir, cria ilusões de atividade através da publicidade e da abstração. Contrasta com a era revolucionária pela inércia e nivelamento, onde o “público” fantasma domina. O indivíduo perde-se na reflexão; só a paixão e a decisão religiosa o libertam. Excertos de Kierkegaard, 1986.
O mais antigo tratado económico celebrado entre o Reino de Portugal e o Reino de Inglaterra, outorgado a 20 de Outubro de 1353, por Afonso Martim Alho, mercador do Porto, a mando do Augusto Senhor D. Afonso IV, traduzido do Inglês Medievo.
Há coisas que podem abalar uma Nação inteira: crimes hediondos, um grande terramoto, a corrupção, etc. Em 1321, D. Dinis viu-se obrigado a fazer um atestado público ao Reino por razão de uma destas hecatombes: ele encontrou o maior peixe que já havia visto. Ora vejam a carta.
Conversa com a cavaleira Carolina Conde, a primeira mulher em Portugal a competir numa prova de Equitação de Trabalho à amazona, que trouxe uma perspetiva atual sobre a continuidade e relevância da prática.
Sempre com a ajuda das preciosíssimas Notre Dame Philosophical Reviews, trazemos as últimas novidades no mercado editorial da filosofia. Eis aqui oito sugestões ligadas ao mês de Abril de 2026.
Trago-vos este livro por acreditar que a “atração das pequenas vozes” de que nos fala Shackleton, citado por David Grann, determinam a forma como conduzimos a nossa vida. Henry Worsley talvez fosse assombrado por vozes não tão pequenas assim, pois uma boa parte de nós nunca cometerá as loucuras a que este explorador se votou. Esta é, também, uma história de loucura.
Funnies!
Amália Rodrigues, nascida a 23 de julho de 1920 em Lisboa e falecida a 6 de outubro de 1999, é universalmente reconhecida como a Rainha do Fado e uma das maiores vozes do século XX. Mas além de ser uma intérprete genial, Amália destacou-se como uma verdadeira patrona das artes portuguesas. Ao longo da carreira, elevou o fado a um patamar superior ao aproximá-lo da grande poesia, transformando-o num veículo de difusão cultural que transcendia as tradições populares.
Um dos seus maiores legados reside no patronato ativo das artes e na promoção de escritores, poetas e artistas. Amália escolheu e musicou versos de grandes nomes da literatura portuguesa, como Luís de Camões, Bocage e D. Dinis, mas sobretudo de poetas seus contemporâneos como David Mourão-Ferreira, Pedro Homem de Mello, Alexandre O’Neill, Ary dos Santos e Manuel Alegre. Ao dar voz a estes autores, muitas vezes ainda pouco conhecidos do grande público, Amália não só os popularizou como os imortalizou, criando um “novo fado” sofisticado e literário que atraiu audiências internacionais e valorizou a criação poética nacional.
Além de intérprete, Amália foi ela própria poeta, publicando o livro *Versos* em 1997, e manteve relações próximas com compositores, músicos e intelectuais, apoiando-os publicamente. Por vontade sua, foi criada a **Fundação Amália Rodrigues**, que perpetua este mecenato através de galas anuais e prémios dedicados a poetas de fado, compositores, intérpretes e ensaístas, garantindo que o seu compromisso com a promoção da cultura portuguesa continue vivo. Amália foi, assim, não apenas a voz de Portugal, mas uma das maiores mecenas modernas de certa poesia.
Imagens que passais pela retina: o “ódio” é o novo “sexo”, a música na aprendizagem, o debuxo nos lanifícios, ressonâncias do piano no cinema, a prevalência global da homossexualidade, o uso das cores na vila medieval, contos quinhentistas engraçados, quem decide do que gostamos, novidades na filosofia, as três Marias, a política continua cristã, a desordem como conhecimento, sobre trabalho e ciganos, a psicologia das multidões, when Harry met Sally, malhão de ir ao meio, obras de Carla dos Santos.
Sôbolos rios: reabilitar o neo-realismo, mulheres na literatura, psicologia racional em Kant, women in the new deal and reaganomics, homofilia, substituição populacional, o guia para linguagem inclusiva, o embargo a Cuba, o tambor africano nas Américas, a sabedoria da vida, obras de Artur Durão, investigação ao milagre de Sta. Isabel, o assassinato do conde Andeiro, a teimosia em relojoaria, novidades na filosofia, Gilles Deleuze e Smile de Beach Boys.
Arte e Engenho: Idealismo Alemão e Nietzsche, Batalha de Ourique, António Sérgio e o Integralismo, Youth Slang: Internet vs Street, Inovação vs Progresso, Barrigas de Aluguer, Ideologia de Género, O que é o Fascismo?, Os Primórdios do Reino Suevo, Violência Sanguinária no Clero, Os Relógios de Stranger Things, Handmaid's Tale e Splinterlands, Oppenheimer, Caricaturas de Rui Cavaleiro.
Novus Ordo Seclorum: coberto vegetal e incêndios rurais, Michel Lacroix: o mal, guerra económica: caju de Moçambique, superficial fascism vs state capture, o pogrom de Bagdade, a africanização da guerra colonial, androginia em David Bowie, a trégua de 1914, D. Pedro e a defesa dos pobres, descrição do povoado medieval, tipologia do coleccionador, o modelo de Pickman, dial of destiny.