Sôbolos rios: reabilitar o neo-realismo, mulheres na literatura, psicologia racional em Kant, women in the new deal and reaganomics, homofilia, substituição populacional, o guia para linguagem inclusiva, o embargo a Cuba, o tambor africano nas Américas, a sabedoria da vida, obras de Artur Durão, investigação ao milagre de Sta. Isabel, o assassinato do conde Andeiro, a teimosia em relojoaria, novidades na filosofia, Gilles Deleuze e Smile de Beach Boys.
Crítica feroz ao mito da “Ditadura Neo-Realista”, onde Alçada Baptista e outros exageram o poder do neo-realismo para o demonizar e exaltar Almada e Agustina. Não houve monopólio cultural; o mito serve vinganças ideológicas e distorce a história literária portuguesa.
Analisar o Cânone Ocidental sem a literatura produzida por mulheres é inconcebível num tempo onde a igualdade de género é um dos temas mais na ordem do dia, sob várias dimensões. Mas permanecem obstáculos à consagração das obras escritas por mulheres, uma inexplicável resistência em particular no que diz respeito à produção redigida no passado.
What should the role of the state be in the economy? Should it create wealth or just distribute it? And how does this decision impact society and more specifically a group, that has been oppressed for years, like women?
Kant, nos Paralogismos da Razão Pura, critica a psicologia racional: do “eu penso” deduz a alma como substância simples, imaterial e imortal. É um paralogismo transcendental: confunde a unidade lógica da consciência (função subjetiva vazia) com substância objetiva. Sem intuição sensível, não há juízos sintéticos a priori sobre a alma. A psicologia racional é ilusória como ciência, mas surge inevitavelmente da razão.
As pessoas naturalmente gravitam em direção àquelas que compartilham suas origens, valores e experiências: isto não é apenas uma observação casual, mas um princípio fundamental da sociologia conhecido como homofilia. Sobre o artigo seminal Birds of a Feather: Homophily in Social Networks, publicado em 2001 na Annual Review of Sociology.
A estética dos shoppings dos anos setenta/oitenta..
A suposta substituição populacional do Ocidente, em especial da Europa, não é de modo algum uma conversa nova. Os seus defensores tendem a resumir a sua argumentação a um simples, rápido e eficaz “é estatística”. O problema é que se baseia numa interpretação errada dos dados. Aliás, ainda que lhes fossem mais favoráveis, esta estatística impossibilita a extrapolação que é a “extinção por substituição”.
Análise detalhada a um documento de 2024 que é um autêntico pesadelo proto-totalitário: o “Guia para a Utilização de Linguagem Inclusiva” da Universidade NOVA de Lisboa e da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.
O embargo dos EUA a Cuba não é um bloqueio naval nem uma proibição mundial de comércio. É apenas e só a proibição de empresas americanas negociarem livremente com Cuba; um conjunto de restrições financeiras ligadas ao sistema bancário dos Estados Unidos; e limitações a exportações específicas dos Estados unidos para Cuba.
Los pueblos africanos dejaron un registro incontestable e imborrable de su fuerza cultural: el tambor. viajó a las Américas, el Caribe, conquistó Europa y sigue encantando cuando sus atabaques lloran, expresando nuestra alegría y forma de vivir mestiza.
A sabedoria da vida como a arte de ordenar a nossa existência de modo a obter o maior grau possível de prazer e de êxito, uma existência que fosse decididamente preferível à não- existência; o que implica que nos apegaríamos a ela por si mesma, e não apenas por medo da morte, e que, além disso, nunca desejaríamos que chegasse ao fim. Texto de Arthur Schopenhauer, de 1861.
O melhor da filosofia.
Salão Lisboa, anos cinquenta, Mouraria, Lisboa. Vamos ao cinema!
Galeria com obras de Artur Durão, licenciado em Artes Plásticas – Pintura – pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, com actividade plena na área e galardoado com vários prémios.
O documento que aqui apresento não é do conhecimento geral, por isso achei por bem passá-lo na íntegra. Trata-se de uma investigação, mandada fazer pelos Bispos de Lamego e Coimbra, aos milagres de Santa Isabel, isto no ano de 1336, passavam onze anos da sua morte.
Sobre o assassinato do Conde Andeiro: mais do que uma mera exposição, uma análise das características por detrás deste acontecimento que passam despercebidas aos olhos de muita gente. Fernão Lopes é, nesse aspeto, muito minucioso a descrevê-lo.
A teimosia em relojoaria não é uma característica discreta. Vamos conhecer a mecânica desta teimosia, como contribui e conhecer as funções dos seus expoentes: o pessimismo e o optimismo. Longe de ser mero capricho, constitui muitas vezes o motor silencioso do progresso relojoeiro.
Trazemos aqui algumas novidades no mercado editorial de filosofia, por volta de Março de 2026, sempre com a ajuda preciosa das Notre Dame Philosophical Reviews.
Sobre a conferência de Deleuze em 1987 na Fundação Europeia de Imagem e Som, identificando o conceito de corte, que convoca Pasolini, Rivette e Herrigel para complementar a reflexão sobre o que pode ser afinal um ato de criação.
Não é esclarecedor chamar a Smile ou à sua produção de labiríntica, como se fosse impossível de ser concluída. Muitos alinhamentos possíveis serviriam como conclusão, por isso convém não confundir a sobrecarga mental e o falhanço com a noção de obra impossível, que Smile não é.
Funnies!
Dona Maria de Portugal, Infanta e 6.ª Duquesa de Viseu, nasceu em Lisboa a 18 de junho de 1521, filha de D. Manuel I e da sua terceira esposa, Leonor da Áustria. Órfã de pai ainda bebé, recebeu uma educação humanista refinada e viveu na corte portuguesa, onde se destacou pela cultura e seriedade. João de Barros elogiou-a como mulher culta e digna, semelhante à mãe, grande amante das artes. Nunca casou e tornou-se uma das mulheres mais ricas de Portugal após receber o ducado de Viseu do irmão D. João III.
O seu patronato das artes foi vasto e influente no Renascimento português. Encomendou obras de pintura e desenho, reuniu uma notável coleção de escultura e artes sumptuárias no seu “museolo” principesco, e apoiou a literatura, acolhendo poetas e intelectuais na sua corte. Protegeu figuras como Paula Vicente e possivelmente inspirou autores da época. O seu mecenato literário e artístico fez da sua residência um verdadeiro centro cultural.
Devota e caridosa, Dona Maria financiou ainda projetos arquitetónicos, como a construção da Igreja de Nossa Senhora da Luz, em Carnide, onde foi sepultada. Morreu em Lisboa a 10 de outubro de 1577, deixando um legado de generosidade artística que a historiografia recente tem vindo a destacar como um dos grandes mecenatos femininos do século XVI em Portugal.
Oito inéditos, revistas para adultos, Bildungsroman, Weil, Wilde, Oxford English Dictionary, o senhor “Hilter”, eat ze bugz, e uma entrevista ao director.
Rumo ao verão: azulejaria, sociedades do controlo, o poema a falar, anti-imigração, a liberdade da caricatura, história de Portugal, as civilizações, A Ressaca, o jet lag e a Clean Feed.
Em força para o novo ano! Com Maquiavel, domésticas, gays na moda, You’ve Got Mail, canais marítimos, IA, o lado errado da história, macacos e bananas, poesia bucólica, revistas porno, Simone Weil, filmes longos, sci-fi, dinheiro e dívida, filosofia.