Sobre o papel fundacional da literatura, a par da pintura, na obra do cineasta americano David Lynch e como o uso profundamente simbólico e poético da palavra se emparelha com as imagens.
Uma abordagem filosófica a uma famosa obra de ficção científica para a família, Back to the Future, onde se analisa uma complexa questão ontológica: como se podem manipular as pré-condições para a própria existência do sujeito?
Na película Mother, de Darren Aronofsky, a associação da figura do Artista ao Deus hebraico — o grande criador por excelência — não é uma ideia nova: mas talvez essa comparação nunca tenha sido explorada de forma tão pungente e destemida, em que Deus e Artista são uma só entidade.
Não há hoje argumentista norte-americano mais conhecido do que Charlie Kaufman. A sua influência é tão notória que alguns filmes cujos argumentos escreveu e não realizou são referidos como se tivessem sido realizados por ele.
“They’re not mine”, diz Isabelle, a protagonista do filme Innocents (2003), num misto de entusiasmo e incredulidade por ter encontrado em sua casa um par de luvas femininas extraordinariamente compridas.