Romance de formação artística, inacabado e vagamente autobiográfico, Sinais de Fogo não é um grande romance nem retrata a formação de um grande artista.
Sobre como só em circunstâncias esdrúxulas é que o poder pode ser considerado um fim por si só, a dependência que Maquiavel tem de uma determinação exacta do princípio e do fim dos efeitos, e sobre como o seu pensamento é de um optimismo salutar quanto à capacidade humana de avaliá-los.
Sobre a diferença na prevalência do albinismo entre a Europa e a África, explicando também em que consiste a condição e as dificuldades para quem vive com ela.
Um excurso sobre o conceito de obrigação financeira e toda a constelação de significados associados ao étimo "bond", desde aos primeiros títulos de dívida, aliás anteriores à moeda, até ao casamento, à escravatura e às práticas estéticas do sado-masoquismo.
Sobre uma perspectiva pouco familiar para o europeu comum: a arma de fogo como elemento equilibrado que força uma igualdade no mundo dos confrontos físicos activos activos ou latentes.
Sobre a retórica e a dialética e como estas duas artes fundamentais na antiguidade para a robustez do pensamento e do discurso são hoje encaradas com desconfiança como meros artifícios de forma e não como substancialmente importantes.
Sobre as escolhas de carreira do actor Charlton Heston e como estas podem reflectir a sua tendência politicamente conservadora, em particular na trilogia Soylent Green, Planet of the Apes e Omega man.