João N.S. Almeida

Crítica: Sinais de Fogo, Jorge de Sena, 1979

Romance de formação artística, inacabado e vagamente autobiográfico, Sinais de Fogo não é um grande romance nem retrata a formação de um grande artista.

Uma Visão Optimista da Razão em Maquiavel

Sobre a filosofia de Maquiavel: como só em circunstâncias esdrúxulas é que o poder pode ser considerado um fim por si só, a dependência que o autor tem de uma determinação exacta do princípio e do fim dos efeitos, e sobre como o sua pensamento é de um optimismo salutar quanto à capacidade humana de avaliá-los.

De Bond a Bondage

Um excurso sobre o conceito de obrigação financeira e toda a constelação de significados associados ao étimo "bond", desde aos primeiros títulos de dívida, aliás anteriores à própria cunhagem de moeda, até ao casamento, à escravatura e terminando nas práticas estéticas do sado-masoquismo.

A Arma de Fogo como Democratizadora de Conflitos entre Civis

Sobre uma perspectiva pouco familiar para o europeu comum: a arma de fogo como elemento equilibrador que força uma igualdade no mundo dos confrontos físicos activos ou latentes.

Retórica e Dialéctica: a Má Reputação

Sobre a retórica e a dialética e como estas duas artes fundamentais na antiguidade para a robustez do pensamento e do discurso são hoje encaradas com desconfiança como meros artifícios de forma e não como substancialmente importantes.

Charlton Heston e a sua Trilogia Conservadora

Sobre algumas escolhas de carreira do actor Charlton Heston e como podem reflectir a sua tendência politicamente conservadora, em particular na trilogia Soylent Green, Planet of the Apes e Omega man.

Romance e Assédio na Academia

A filósofa Agnes Callard, sendo ainda casada, iniciou um romance, a princípio do tipo “platónico“ mas depois concretizado em casamento com um estudante de doutoramento de uma faixa etária mais jovem. Isto não levantou nenhum tipo de problema por duas razões (1) o superior hierárquico é uma mulher e não um homem e (2) tratam-se de pessoas adultas.