Romance de formação artística, inacabado e vagamente autobiográfico, Sinais de Fogo não é um grande romance nem retrata a formação de um grande artista.
Sobre a filosofia de Maquiavel: como só em circunstâncias esdrúxulas é que o poder pode ser considerado um fim por si só, a dependência que o autor tem de uma determinação exacta do princípio e do fim dos efeitos, e sobre como o sua pensamento é de um optimismo salutar quanto à capacidade humana de avaliá-los.
Um excurso sobre o conceito de obrigação financeira e toda a constelação de significados associados ao étimo "bond", desde aos primeiros títulos de dívida, aliás anteriores à própria cunhagem de moeda, até ao casamento, à escravatura e terminando nas práticas estéticas do sado-masoquismo.
Sobre uma perspectiva pouco familiar para o europeu comum: a arma de fogo como elemento equilibrador que força uma igualdade no mundo dos confrontos físicos activos ou latentes.
Sobre a retórica e a dialética e como estas duas artes fundamentais na antiguidade para a robustez do pensamento e do discurso são hoje encaradas com desconfiança como meros artifícios de forma e não como substancialmente importantes.
Sobre algumas escolhas de carreira do actor Charlton Heston e como podem reflectir a sua tendência politicamente conservadora, em particular na trilogia Soylent Green, Planet of the Apes e Omega man.
Uma abordagem filosófica a uma famosa obra cinematográfica de ficção científica e de entretenimento familiar, Back to the Future, de 1985, onde se analisa uma complexa questão ontológica: como pode um sujeito manipular as pré-condições materiais de que depende a sua própria existência?