Boa-Hora
Os relógios que chegaram à Ásia pelas rotas portuguesas
Em Abril de 1551, Francisco Xavier entregou um relógio mecânico ao senhor de Suō, no Japão. Cinquenta anos depois, em Janeiro de 1601, dois relógios entravam na Cidade Proibida. Entre uma data e outra, a rede de Goa, Macau e Nagasáqui, sustentada pelo comércio e pelas missões do padroado português, fez do relógio uma chave para chegar a quem mandava. O que começou como presente acabou em oficinas japonesas e chinesas, com uma relojoaria própria.
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O restauro clandestino do relógio do Panteão de Paris
Há histórias que parecem retiradas de um romance. Esta é uma delas. Durante cerca de um ano, um pequeno grupo entrou regularmente no Panteão de Paris, com ferramentas, peças e materiais, até conseguir restaurar um relógio monumental imóvel há décadas. Fizeram-no sem autorização, sem financiamento e sem procurar reconhecimento público.
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Marcas Portuguesas de Relógios: Entre a Técnica e a Identidade
O conceito de “marca portuguesa” está longe de ser linear. Quando observamos um relógio com um nome português no mostrador, o que estamos verdadeiramente a ver? Um produto concebido em Portugal? Um objecto fabricado cá? Uma marca registada em território nacional? Ou apenas uma ideia portuguesa produzida no estrangeiro?
Boa-Hora
Quem decide do que gostamos?
Formam-se filas durante a noite para comprar um relógio de plástico. Listas de espera prolongam-se durante anos para adquirir um desportivo em aço. Milhares de pessoas, em cidades diferentes e culturas distintas, acabam por desejar exactamente o mesmo objecto. Quem decide isto?
Boa-Hora
O elogio da teimosia em relojoaria
A teimosia em relojoaria não é uma característica discreta. Vamos conhecer a mecânica desta teimosia, como contribui e conhecer as funções dos seus expoentes: o pessimismo e o optimismo. Longe de ser mero capricho, constitui muitas vezes o motor silencioso do progresso relojoeiro.
Boa-Hora
Os relógios de Stranger Things
Embora Stranger Things não seja uma obra sobre relojoaria ou ciência do tempo no sentido técnico, o tempo ocupa um papel estrutural na narrativa. Aqui revemos algumas das peças que despontam na série.
Boa-Hora
O ano é novo. E nós, quem somos?
Uma caixa de relógios vazia está cheia de possibilidades. Uma caixa de relógios cheia é o sinal claro de que precisamos de uma vazia. De caixa em caixa avançamos, empurrados pelo desejo e puxados pelo acaso. Tornamo-nos coleccionadores e, nesse processo, construímos um estilo pessoal. Num exercício assumidamente teórico, procurámos isolar alguns dos perfis mais recorrentes, como quem escolhe os instrumentos de uma composição musical.
