Agrilhoado nas malhas da lógica e do discurso, Johannes de Silentio fixa a monstruosidade do paradoxo e aí permanece em espanto, desespero e impotência. Johannes de Dreyer habita o paradoxo, o lugar da não linguagem, da alegria e da restituição. Entre ambos uma ponte invisível, o salto qualitativo é presença e aguarda-nos, e cada um de nós subsiste na escolha e na possibilidade.
Para Nietzsche, a realidade da situação humana é terrível: os valores epistémicos são permeáveis à ilusão e a descoberta de valores morais no mundo é uma falácia, sendo a realidade um fluxo e o humano um ser mergulhado na impermanência. Mas será a ilusão sempre má?