Edição: Abril 2024

Litoral e interior, celulose, e-sports, japão, 25 Abril (correcções, desenhos, jornalismo, analogias), o eros de Bataille, coméstica, psicomúsica, relojoaria, mutantes, neologismos irritantes e mais.

A Dualidade Litoral-Interior – Desafios e Oportunidades da Efetiva Coesão Territorial

Beatriz Salafranca escreve sobre a dualidade litoral-interior no contexto do continente português, como se trata de um processo social e político de relevância e como podemos colaborar com a governança para promover uma maior e mais eficaz coesão territorial.

Nanoestruturas de Celulose: Aplicações Tecnológicas Emergentes

Ana Catarina Trindade escreve como a celulose, o composto orgânico renovável mais abundante na Terra, é um polímero natural sustentável fascinante e quase inesgotável. As suas vantagens — disponibilidade, baixo custo, baixa densidade, não toxicidade, biocompatibilidade e biodegradabilidade — tornam-no uma boa escolha numa gama de setores.

E-Sports: Evolução, Estatuto e Benefícios

Flávio Justino traz-nos uma breve mas relevante peça sobre a recente popularidade dos jogos electrónicos a nível competitivo e profissional: o seu desenvolvimento, o seu estatuto enquanto desporto e os benefícios da prática.

Os grupos étnicos do Japão

Crónica de Ana Rosado sobre como os japoneses aparentam, para o observador externo, ser um povo homogéneo, mas as estatísticas antropológicas e sociológicas indicam o contrário: incluem o povo mais comum (a etnia Yamato) mas também os seus povos indígenas, pessoas de raça mista, e imigrantes residentes no Japão.

Helena Roseta, a pessoa que menos percebe de habitação em Portugal

Vem esta consideração a propósito da sua participação num podcast recente, onde, no decurso da conversa, se percebe a miríade de vícios, mal- entendidos, falácias, e, principalmente, o buraco negro gigante de informações parcelares, erros de facto e de juízo, e redondas mentiras, a que as pessoas fundamentalmente ideológicas se entregam.

Sobre como a Associação #NãoPartilhes é um Mau Exemplo, uma Falácia e Talvez um Logro

A associação #naopartilhes, à primeira vista, pretende prevenir a partilha de conteúdos íntimos na internet sem consentimento; no entanto, várias falácias, contradições e aversão à crítica levam a suspeitar que seja apenas um veículo de auto-promoção dos seus dirigentes.

50 anos de Democracia Liberal

Nota Editorial sobre Cinquenta Anos de Democracia Liberal

Celebração que inclui correcções históricas, a constatação de que quase ninguém celebra abril, a comunicação social, homenagem a todos os regimes que nos antecedem, que democracia não significa socialismo, música de intervenção, liberdade académica, monumentos, entre outras coisas.

25 Desenhos para o 25 de Abril

Vinte e cinco belíssimos desenhos do artista plástico Rui Cavaleiro para celebrar os cinquenta anos da revolução de Abril de 1974, que instaurou a democracia liberal em Portugal.

Jornalismo, democracia, censura: história e atualidade

Cinco alunos de Ciências da Comunicação da UTMAD escrevem sobre as diferenças na prática jornalística entre o regime do Estado Novo e a democracia actual: a censura, a liberdade, a internet, e como seriam notícias hoje se visadas pelo lápis azul.

De 1383 a 1974: uma analogia revolucionária

Recuperamos uma peça do jornalista e empresário António de Sousa Duarte que questiona se terão sido a Revolução Social de 1383-85 e o 25 de Abril de 1974 processos históricos comparáveis em face de um conjunto de factores semelhantes e susceptíveis de analogia formal e de substância.

As Angústias de Luísa

Novo trabalho caricaturístico de Pedro Brito, desta vez visando o recém- empossado governo e respectivo primeiro-ministro.

Caça ao Eros (uma travessia com George Bataille)

Rafael Rodrigues traz-nos outro ensaio, desta vez com uma viagem pelos contornos do conceito do erótico, pegando em textos da antiguidade clássica, com o auxílio de George Bataille e da sua obra fundamental O Erotismo.

Dois Apontamentos Históricos

João Manuel Almeida, exímio caçador de relevâncias e curiosidades da idade média portuguesa, traz-nos, na sua rubrica O Assento das Ensinanças, Citações de Dos Privilégios E Prerrogativas que o Feminino tem por Direito Comum E Ordenações do Reino mais que o Masculino, obra entregue a Sua Majestade D. Catarina de Áustria, dez alíneas das cento e seis da obra de Rui Gonçalves, professor de direito e jurisprudência romana em Coimbra, no sec. XVI, sobre os direitos da mulher no quadro legal português dessa época, e Um Desconhecido Livro Português de Receitas de Doces e Confeitos, do séc. XVIII., passagens de “Arte Nova e Curiosa para Conserveiros, Confeiteiros e Copeiros, e mais pessoas que se ocupam em fazer doces, e conservas com frutas de várias qualidades, e muitas receitas particulares que pertencem à mesma Arte”, de 1788.

Psicomúsica — Uma abordagem ao Psicodrama

Flávio Justino escreve-nos sobre o uso da música e a sua importância no contexto da psicoterapia. Esta abordagem, denominada por psicomúsica, foi utilizada por Jacob Levy Moreno, criador do psicodrama.

Entre o Caseiro e o Comercial: A Jornada da Cosmética Natural

Sara Garcia Diogo Gonçalves traz-nos uma breve crónica sobre como numa sociedade imersa em produtos de beleza embalados e promessas reluzentes, a procura pela verdadeira essência da beleza encontra-se no cruzamento entre cosmética natural caseira e a comercial.

Quanto custa ser relojoeiro?

Nuno Margalha escreve-nos na sua rubrica Boa Hora, e também como parte da nossa série sobre quanto custam várias coisas pouco conhecidas, e em parceria com o Instituto Português de Relojoaria, sobre quanto custa ser um relojoeiro.

Peace to Mutants 11 — Twin Cosmos, William Parker, Kazuhiko Kato

Cláudia Zafre brings us another Peace to Mutants with three obscure and interesting musical itens: ethereal and mysterious sounds from a Japanese duo, a jazz power-trio and delicate and transgressive synth-pop also from Japan.

Conversa: Autoras Portuguesas do Século XIX com Ana Paula Santos

Um registo vídeo da longa conversa da nossa Ana Vieira Vicente com Ana Paula Santos, livreira, sobre as várias mulheres portuguesas que, no século XIX, deram o seu contributo ao mundo das letras.

Crítica: Flor de Buriti de João Salaviza e Renée Messora já estreou nos cinemas nacionais

Crítica de Magda Veiga da Costa sobre este documentário-ficção, que mostra a luta de uma tribo indígena para conservar o seu território e cultura perante as ameaças dos cupe (homem branco) e da negligência do governo do Brasil em relação à agressão dos gananciosos fazendeiros que queriam a todo o custo aumentar a extensão das suas propriedades e número de gado.

Inquéritos sobre Neologismos Irritantes

Desde o advento não só das redes sociais mas também de pessoas que não sabem distinguir entre falar telegraficamente e escrever português decente — e cujas consequências naturalmente se arrastam até ao mundo conceptual — animámos, na plataforma Twitter, uma série de inquéritos informais sobre este tema. Eis os resultados.

A Estatuária do (e pós) 25 de Abril

Por último, três oldies. O primeiro já foi citado na nossa nota editorial sobre os cinquenta anos da democracia liberal, e é um episódio triste: a lamentável estatuária dedicada ao tema.

A Ciência no Cinema

Vitoria Stilman escreve sobre como se realizavam os primeiros filmes, que instrumentos eram utilizados e a evolução dos mesmos, desde o século XIV até os dias de hoje, assim como o efeito que o cinema produz em nós, na nossa percepção e nas nossas mentes, desde o uso dos efeitos sonoros até mesmo às especificidades das cores.

Literatura e Liberdade na Pop de Lana Del Rey, PJ Harvey e Lorde

E, por último, Ana Sérgio apresenta-nos um texto delicioso sobre o contraste entre o lirismo especificamente feminino de três intérpretes e a figura mais comum do pop da segunda década do sec. XXI (Taylor Swift, Katy Perry, etc.).

Al-Mayassa bint Hamad bin Khalifa Al Thani, responsável pelos museus do Qatar, presidente do Doha Film Institute, e impulsionadora do Fashion Trust Arabia, uma das patronas mais importantes da arte no mundo árabe.

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