Edição: Março 2024

Às portas da primavera: orientalismo, cortiça, iluminuras, sensacionalismo, coleccionadores, Ksar Sghir, Fedro, Aristófanes, senhoras e cavalaria, autopsicografia, Lispector, Ondjaki, rasgar quadros, activismo racista, Antero, galerias de arte e estado-tutor.

Às portas da primavera: orientalismo, cortiça, iluminuras, sensacionalismo, coleccionadores, Ksar Sghir, Fedro, Aristófanes, senhoras e cavalaria, autopsicografia, Lispector, Ondjaki, rasgar quadros, activismo racista, Antero, galerias de arte e estado-tutor.

Deambulações pelo Orientalismo, Discursos de Poder e Outros Cruzamentos

Texto de Raquel Roxo tendo como ponto de partida o Orientalismo de Edward W. Said, reflectindo-se sobre o discurso hegemónico e integrado num nexo entre linguagem e poder, que convoca várias ideias e conceitos.

A Cortiça: Arte milenar e muito portuguesa

Marco Serote Roos fala-nos de Portugal como maior exportador mundial de cortiça. Contribuindo com cerca de um terço de toda a produção de cortiça no mundo, a exportação portuguesa de cortiça faz- se na forma de rolhas, pois é uma indústria sinergética com a vinicultura. Apesar de factualmente corretas, estas afirmações não são representativas da realidade complexa desta indústria histórica.

Algumas Iluminuras do Livro de Horas de D. Manuel [c.1517]

Algumas iluminuras do Livro de Horas do Augusto Senhor D. Manuel [c.1517] com os arredores do Portugal antigo, e outras questões.

De quando o sensacionalismo jornalístico se junta ao academismo activista

Sobre as falácias graves de um estudo que permitiu chegar à conclusão de que “ciganos e negros têm respectivamente 43 e 21 vezes “mais probabilidade de serem mortos pela polícia”.

Quatro Muito Diferentes Coleccionadores do Séc. XX

Breve crónica que na tradição de agruparmos pessoas muito distantes mas com algo em comum. Quatro coleccionadores: José Berardo, Hermann Goering e William Randolph Hearts.

Escavando as origens de Ksar Sghir e a conquista portuguesa do Norte de África

Cláudia Barros escreve sobre como em 1415 dá-se a tomada de Ceuta, e a Coroa lusa estabelece-se em Marrocos até 1769. A conquista de Ksar Sghir (1458) será uma das peças chave para compreender os inícios da expansão portuguesa em África. Atualmente, as ruínas do sítio arqueológico de Ksar são testemunhas de um passado antigo, islâmico e português, que têm fornecido aos pesquisadores um amplo campo de estudo.

A autoria de Fedro: a reescrita de Derrida, a escrita de Platão, e as falas de Sócrates

João Pedro Carvalho escreve sobre o problema da autoria em Fedro, que nasce na sua assinatura e desenvolve-se, dramatiza-se, pegando em ideias de Derrida sobre se houve alguma vez algum diálogo entre as personagens Sócrates e Fedro e o papel do autor Platão.

O Vulgar, o Alegórico e as Mulheres em Três Peças de Aristófanes

Uma breve crónica de Ana Sérgio sobre dimensões pouco conhecidas para o leitor comum presentes em peças dramáticas da antiguidade: o uso de tropos boçais, uma alegoria com proto-comunismo e esboços de feminismo anti-patriarcal.

Do dia da mulher.

Senhoras e Cavalaria no séc. XVIII: um Exercício de Imaginação Histórica

Uma breve crónica de Ana Vieira Vicente, a exploração fantasiada de uma ilustração que remete ao século XVII e que envolve o papel feminino, a cavalaria, os ferreiros e as classes sociais.

Autopsicografia – um mapa da atividade mental de Fernando Pessoa

Armando Mendes Reis traz-nos uma análise ao famoso poema de Fernando Pessoa na perspectiva de fornecer uma espécie de cartografia da sua actividade mental já amadurecida.

Na ciência, dois dilemas e funções da vaca e dos lacticínios.

Crítica: Estudos Comparados em “Viagem à Petrópolis”, C. Lispector e “O homem mais magro de Luanda”, Ondjaki

Estéfany Lima e Pablo Anchieta discutem particularidades dos contos “Viagem à Petrópolis” e “O homem mais magro de Luanda”, expondo as ideias acerca da composição dos textos literários e como eles podem se relacionar, trazendo aspectos semelhantes e discrepantes nas histórias, assim como se constrói a narrativa em cada uma delas.

Trabalho Digno em Casal de Cambra até 2030: Um Pilar Estratégico ou um Pilar Esquecido?

Alexandre Sanches Florindo escreve sobre a implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 em Casal de Cambra, um microcosmo dos desafios e oportunidades globais enfrentados por comunidades locais num mundo mais globalizado e competitivo, numa abordagem mista que combina análise de literatura, inquéritos e entrevistas qualitativas com entidades locais.

Da boa fotografia: Pierluigi Praturlon, Steve Given, Jean Cocteau.

Da normalização do “activismo” vândalo sobre obras de arte

A brincadeira algum dia teria de acabar mal. Por brincadeira referimo-nos à recente moda, absolutamente primitiva, animalesca e cultista da ignorância, de danificar obras de arte em protesto.

Grace Jones e pessoas da mesma época.

Roger Dubuis: A Ascensão de um Império Relojoeiro pela Visão de Carlos Dias

Nuno Lopes Margalha, em parceria com o IPR, leva-nos noutra visita ao mundo dos relógios.

Peace to Mutants #9 — Carm Mascarenhas, Betty Davis, Goblin


Cláudia Zafre digs into strange and ancient sounds, this time featuring some psychedelic pop with exotic tinges and two soundtracks, one with dueling bluegrass banjos and another for a campy horror movie.

Sugestões de Cinema: Plágio de Realizadoras e Filmes Europeus Históricos de 1950-1965

Mafalda Simão Leal, colaboradora cessante, traz-nos observações astutas sobre plágio de autoras menos conhecidas e sobre a superioridade técnica do filme histórico europeu em relação ao americano nas décadas de 50 e 60 do séc. XX.

Do Racismo Extremo dos “Antirracistas”

Nota editorial sobre um vídeo de propaganda, com fundos públicos, racista, divisivo, distante da realidade comum de pessoas de todas as raças, de incitamento ao ódio e desconfiança.

Exílio interior como jogo de reflexos em Antero de Quental: as cartas e as «Poesias lúgubres»

Três oldies: de Sofia A. Carvalho, sobre a consciência, a reconstrução biográfica e a noção do eu em parte da obra do poeta português Antero de Quental.

Millennials e a Arte Contemporânea: uma Análise Sociológica

Laura Carvalho Torres com uma análise ao mundo da arte contemporânea de um ponto de vista teórico e sociológico, de modo a compreender a ligação dos millennials ao mundo da arte, analisando as técnicas de marketing dos museus e galerias.

A Imprensa e o Engodo do Estado Tutor

E Débora Ferreira Duarte sobre o caminho perigoso pelo qual nos guia a imprensa do século XXI na política portuguesa, que necessita de um suporte credível para os interesses da democracia e não um dúbio quarto poder que nos embarace num engodo do estado tutor.

Submissões Abertas

A Revista Minerva Universitária é uma revista de âmbito académico dirigida ao público em geral e tem uma chamada para artigos, aberta permanentemente, sobre todos os temas universitários: Artes e Letras, Ciências, Engenharia, Direito, Arquitectura, Psicologia, Medicinas, Ciências Sociais, e tudo o resto. Escrevam-nos sobre temas das vossas áreas de estudo e investigação ou sobre os tópicos que preferirem. Aproveitem conteúdos desperdiçados — trabalhos para cadeiras e seminários, apontamentos, estudos parciais, trabalhos de campo, relatórios, registos de conversas e debates, etc. — e teremos todo o prazer de ajudar a convertê-los em formato legíveis pelo público em geral. Contactem-nos em geral@revistaminerva.pt e revistaminerva.pt.

Retrato de Gertrude Vanderbilt Whitney (New York, 1875-1942), por Robert Henri, 1916; herdeira abastada e patrona das artes no início do séc. XX,

fundadora do Whitney Museum of American Art.

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