O Legado Japonês em Macau.
(Conferência da Primavera 14 de março de 2026 no CCCM)
Manuel Fernandes Rodrigues
Ex-professor na York University, Toronto Canada
Uma resenha histórica
Quando se fala de Macau, dos costumes e tradições macaenses o legado japonês não é geralmente mencionado. Pouco ou nada se tem falado nesses últimos 500 anos da influência japonesa que deixou traços marcantes na história, práticas religiosas, gastronomia, usos e costumes dos Macaenses.
A narrativa histórica indica que nos primeiros contactos comerciais dos portugueses no Oriente ocorridos na feira de Cantão em 1517, Fernão Peres de Andrade ouviu falar de uma terra rica em prata que ficava mais a Oriente. Esta narrativa espicaçou a curiosidade dos aventureiros portugueses que conheciam algumas rotas marítimas descritas no Tratado Náutico chinês de 1430 intitulado “Bons ventos, boa escolta” (順風相送 séon fong woo sôn)[1] do Almirante Zhen He (鄭和).
Foi numa tentativa em 1542 e após um violento tufão que a embarcação de António Mota, Francisco Zeimoto e António Peixoto encalhou na costa de Tanegashima. Notaram que os habitantes que os acolheram e ajudaram a reparar o barco não eram chineses, mas Niponji ou sejam habitantes do Nipon ou Japão, segundo Diogo de Couto cronista da Índia. A data da chegada dos portugueses segundo o “Teppo-ki” o documento japonês da “História da Introdução das Armas de Fogo no Japão” reporta a 23 de setembro de 1543.
Depois de reparada a embarcação os portugueses zarparam para Malaca.
No ano de 1543 já os portugueses tinham-se instalado em Liampó (Luís Fróis 1976:2). O comércio com o Japão começa nesse ano baseado essencialmente na seda e armas de fogo pagos em prata que era a moeda corrente na China e no Sudeste Asiático na época. Os lucros desse comércio eram tão altos[2] que a expressão “Negócio da China” se instalou na língua portuguesa para descrever o fenómeno de lucros exagerados.
Liampó tornou-se tão abastada com o comércio do Japão que Fernão Mendes Pinto descreveu a como sendo:
“a mais bonita, a mais rica e a melhor abastecida colónia que os portugueses tinham na Ásia: Aí tinham de tudo menos pelourinho e forca” (Jesus, 1990:30).
Ao ponto de Luís de Camões mencionar nos Os Lusíadas (Canto X verso131): “É Japão, onde nasce a prata fina”.
Com a destruição de Liampó pela armada chinesa em 1545, os sobreviventes portugueses e japoneses mudaram-se para Lampacau e depois em 1553 para Macau continuando com o comércio do Japão.
Em dezembro de 1547 São Francisco Xavier encontrou-se em Malaca com Jorge Álvares que lhe apresentou um cristão japonês Yajiro falante do português de Liampó, provavelmente um filho da terra. Nesse contacto Jorge Álvares e Yajiro informaram o Santo sobre o Japão como sendo um “país rico e populoso com uma sociedade altamente culta” (Boxer 1993:36)[3].
No mesmo ano São Francisco Xavier acompanhado de outros dois jesuítas e Yajiro partiram para o japão começando a evangelização em Agosto de 1549. Entretanto o aumento do volume do comércio japonês requeria maiores embarcações.
Em 1555 inicia-se a carreira Macau-Nagasáqui com naus de maior tonelagem que chegavam a transportar até 1000 toneladas de carga[4]. A Grande Nau de Macau tinha o casco pintado de preto. Os japoneses denominaram essa nau de Kuró-funé (黒船) ou seja nau preta.

Quadro japonês do século XVII. Colecção privada. Fotografia do autor
As cargas das naus seguiam o método de consignação comercial sendo o navio capitaneado por um capitão-mor cujo contrato era leiloado especialmente para a viagem.
Perante os lucros excepcionais destas viagens o Vice-rei em Goa tentou por várias vezes monopolizar o trato e encaminhar os lucros para Goa. Estas tentativas falharam devido à forte oposição dos negociantes em Macau incluindo os agentes comerciais japoneses. (Boxer 1988).
O relacionamento dos portugueses e japoneses já tinha começado em Liampó e tendo em conta que os portugueses tomavam para esposas as cristãs de Malaca e de Nagasáqui, com a destruição de Liampó os sobreviventes tanto japoneses como portugueses estabeleceram-se em Lampacau e depois Macau. Desde então os japoneses faziam parte da população macaense como comprova a reação do governante chinês Tchéong Meng-Kóng (長鳴岡) com o despacho de 1564 ordenando:
…às autoridades de Macau para expulsar os japoneses para o mar, e por ter informado superiormente, pedindo o exame do caso da existência dos bárbaros em Macau, bem como da existência dos piratas japoneses, na mesma localidade, (Hou -Mun Kei-Leok) 1950:108).
O Senado de Macau não deu seguimento à ordem do governante chinês. Anos depois a ordem de expulsão é reiterada pela Chapa[5] Imperial nº 10 de 1579 do imperador Man Lêk (萬曆 – 1572-1620) dirigida ao Senado de Macau decretando:
“…para que os moradores desta Cidade não criem japoens[6].
Na década de 1620, segundo Montalto de Jesus no Macao Historic, não havia chineses a morar na cidade cristã. Esta situação só mudou em 1820-25 (Pe. B. Pires) com o levantamento da proibição do Mandarim de Heong Sán que residia na Casa Branca para lá do Forte de Passaleão.
Neste período os filhos da terra eram os descendentes de Portugueses casados com as cristãs de Malaca e de Nagasáqui. Foram estas mães que transmitiram a língua, os usos, costumes e a instrução.
Comparando o impacto socio cultural dos Filhos da Terra de Malaca com os de Nagasáqui notamos grandes diferenças. Em Malaca a cultura portuguesa impôs-se à cultura local pelo facto de os portugueses serem os conquistadores. Os Filhos da Terra adoptaram os usos e costumes dos conquistadores. Em Nagasáqui os portugueses chegaram como negociantes e evangelizadores (as figuras dos 3 jesuítas no lado direito do biombo e a conferenciar com o Daimyo).

Chegada dos portugueses ao Japão. Biombo do século XVII. Colecção privada. Foto do autor
A cultura portuguesa não se sobrepôs à cultura japonesa nem a cultura japonesa se sentiu inferiorizada face à cultura portuguesa.
Austin Coates afirma quanto aos costumes, que em Macau as macaenses de origem japonesa voltavam a vestir o tradicional quimono[7] e faziam-se transportar em norimons (padiola japonesa).

Gravura Chinesa do norimon no Ou-Mun Kei-Leok de 1751.
Esta narrativa é confirmada por Peter Mundy que chegou a Macau no dia 5 de julho de 1637 e descreveu o que viu:
“As mulheres são transportadas em cadeiras levadas à mão chamadas norimono[8], semelhantes às liteiras de Londres, todas cobertas, que são muito caras e luxuosas, trazidas do Japão. Quando estão dentro de casa, as mulheres usam umas vestes de mangas largas chamada kimono, porque é o traje ordinariamente usada pelos japoneses.” (Boxer, 1993:67-68).
Mais adiante escreveu:
“Em casa de um dos quatros Vereadores da Cidade, o capitão António Oliveira Aranha, havia três ou quatro crianças filhas do dito senhor, sendo os principais trajes kimonos ou casacos japoneses.” (Boxer, 1993:64).
Costumes e tradições
Muitos dos costumes e tradições japoneses tornaram-se em costumes macaenses.
Tentarei apresentar alguns costumes, tradições e símbolos desta inspiração esquecida.
Nos vários jogos de crianças temos o jogo da chiquia ou do volante que ainda me lembro de jogar quando era criança. A chiquia era feita com um cilindro de rodelas de papel sobre postos, colados e atados a um tufo de penas.

Chiquia dos anos sessenta do século XX
Este jogo[9] está mencionada na Carta da Tia Pascoela de 1870.[10] O objectivo do jogo é manter a chiquia no ar entre os jogadores o mais tempo possível. É um jogo de destreza, agilidade e de equipa.
Este jogo foi inspirado no jogo do Kemari Japonês praticado no século XVI pelos samurais e depois pela restante população. Foi trazido para Macau pelos nobres samurais exilados pelo Xogun Takugawa em 1649.


Jogo do Kemari (蹴鞠)Japão século XVI e jogo da chiquia defronte ao Liceu, anos 1960
Nas práticas religiosa e recuando um pouco no tempo, temos a grande Procissão dos Navegantes em honra de São Francisco Xavier padroeiro de Macau a 10 de Dezembro[11] e para celebrar o regresso dos barcos da frota macaense e das suas tripulações sãs e salvas. O símbolo dos navegantes representado por uma nau de três mastros está esculpido na fachada das Ruínas de São Paulo que veremos em detalhe mais adiante. (Teixeira, 1981). Esta procissão marcava o começo das celebrações natalícias. O Te Deum e a Procissão dos Navegantes com estandarte e charola de São Francisco Xavier e dos Santos Mártires do Japão (Teixeira 1981:12), Congregações, Irmandades e Confrarias inspirados na Procissão dos Mártires em Omura que percorria as ruas adjacentes da Igreja de São Paulo. Tal como em Omura era também servida uma refeição após a procissão (Fróis 1981:387), que contribuiu para a origem do Chá Gordo macaense.
Havia também o tradicional Corrê igreja. Em Nagasáqui como em Macau o corrê igreja consiste em percorrer dez igrejas nos últimos dias do fim do ano para agradecer as benesses ou bênçãos recebidas. Neste correr trocavam-se as últimas novidades e desejos de Festas Felizes com os conhecidos doutros bairros. Ainda me lembro do correr igreja nos anos sessenta do século XX.
Traços gastronómicos
Na gastronomia temos receitas tão antigas que deram origem a receitas de outros países. Por exemplo o bolo supião é uma receita em destaque. O bolo supião mais parece uma bolacha doce arredondada, esbranquiçada[12] de textura seca e estaladiça. Foi inspirada nas bolachas senbei japonesas (煎餅). A palavra supião é uma transliteração do japonês sembei.

Bolo Supião. Receita do século XVIII do autor
uma tradição socio cultural macaense de presentear o bolo supião a familiares e amigos por ocasião de celebrações do nascimento de crianças, baptizados, casamentos e avós em sinal de respeito e amizade. A carta da tia Paschoela[13] de1869 reflete esta tradição:
“Logo mandá tamen quanto bolo supião que vosso tio já mandá fazê pra tí pra tudo china-china, apô-apô sua conhecido”.
(trad: Também já mandei bolo supião que o vosso tio mandou fazer para ti, para todos os chineses e avós suas conhecidas).
Lembro-me de ver no fim dos anos cinquenta as amahs (阿媽) levarem os bolos nas cestas conhecidas como “cestas de casamento” lindamente decoradas aos familiares e amigos.


O rolo de pintura japonêsa de 1520-1524 “Shuharon emaki”. Bibliothèque nacionale de France
Esta tradição macaense inspirou-se no costume japonês do século XVI que consiste em oferecer bolos sembei[14] como sinal de respeito e amizade. O rolo de pintura japonêsa de 1520-1524 entitulado “Shuharon emaki” (シュハロン絵巻) mostra no canto inferior direito bolos supião na mesa da cozinha e do lado esquerdo uma oferta como sinal de respeito e amizade.
No fim do ano é costume japonês preparar a pasta do mochi envolvendo a família e amigos num esforço comum de transformar os grãos de arroz glutinoso em pasta de arroz. A tradição macaense reflete-se na preparação do Sentá Mesa que envolve toda a família nas vésperas do Natal ou abertura do Novo Ano.

Muchi-muchi (mochi). Receita do autor do século XIX
Tanto no costume japonês como no macaense, este esforço representa: a certeza da recompensa pelo esforço árduo e solidário na renovação da esperança de fartura à mesa durante todo o ano que se iniciava. É tradição macaense de servir o mochi enfeitado de folhas da camélia japónica[15] (日本ツバキNihon Tsubaki), símbolo da sua origem japonesa e de fios de ovos de origem portuguesa. Simbolizam: continuidade do legado hereditário.
O Chá Gordo é a refeição abanquetada incontornável em qualquer festejo na comunidade macaense. A sua origem é descrita por Luís Fróis S.J. inicialmente como uma “refeição corporal” partilhada na igreja de Hirado, perfeitura de Nagasáqui, no dia 25 de Dezembro de 1563 às “horas das Ave Marias” (Fróis, 1976:357) cerca das 18 horas.
A refeição servida aos membros das confrarias, congregações e irmandades após o Te Deum e Procissão dos Navegantes segue a descrição feita pelo padre Luís Fróis de banquetes “conforme seos costumes” após a procissão de mártir em 1573 (Fróis, 1981:387).

Chá Gordo. Casa de Macau 2023.
A refeição descrita pelos padres Jesuítas Luís Fróis e João Rodrigues, era muito semelhante ao 茶懐石, Cha kaiseki associado ao 茶の湯 Chanoyu, a cerimónia do chá.
Os étimos Cha Kaiseki e/ou Chanoyu foram transliterados para o patoá e para o português como Chá Gordo, não por ser gorduroso mas por ser abundante e por ter por base a cultura social e histórica dos eventos descritos pelos dois padres. Daí o costume macaense de se servir o Chá Gordo como uma refeição rica ao fim da tarde em memória destes eventos.
Arquitectura e simbolismo
Na defesa contra os invasores holandeses, foram “as galeotas tripulados pelos cristãos locais cuja capacidade de combate foi muitas vezes comprovada, principalmente na captura do navio holandês jaeger, juntamente com toda a sua tripulação em 1630” descrito pelo cronista contemporâneo António Bocarro. (Boxer 1990:186)
Na educação, é fundada o Seminário Japonês em 1623 financiados pelo padre japonês Paulo dos Santos para o ensino e preparação dos missionários para o Japão. É um seminário de nível universitário.

Ruínas de São Paulo. Fotografia da Célia Ferreira. 2025
Na arquitectura é de salientar a igreja de São Paulo construída por artesãos e artífices macaenses de origem japonesa e financiada com os lucros do comércio entre Macau e o Japão em 1602. Os motivos esculpidos na fachada são autênticos sermões de pedra de traços japoneses.
No seu conjunto simbolizam identidade, protecção divina e conselhos morais. Uma descrição mais minuciosa dos símbolos esculpidos temos símbolos cristãos com interpretações japonesas.
Em primeiro lugar no topo a representação do menino Jesus apontando com o indicador direito o céu e encimado pelo Espírito Santo em forma de pomba. É a indicação do caminho a seguir.
É ladeado por dois obeliscos franqueados por leões japoneses Shishi (獅子) sorridentes. São os guardiãos e protetores de lugares sagrados e símbolos do poder.
No friso mais abaixo está o nicho do triunfo da Imaculada Conceição ao centro ladeada por painéis de anjos, com uma bordadura de flores de camélias japónicas que simbolizam na tradição japonesa amor e felicidade.
Nesse friso, da esquerda para a direita, está o Sacrário encimado pela pomba do Espírito Santo, símbolo da identidade cristã dos Filhos da Terra.
A enorme Nau preta de Amacon da carreira Macau Nagasáqui de três mastros conhecida como KuróFuné símbolo dos navegantes macaenses e da prosperidade de Macau. (Uma pintura idêntica de meados do século XVII encontra-se no Palácio da Ajuda em Lisboa).
A árvore da vida representando a harmonia entre o Céu e a Terra, símbolo da vitalidade e prosperidade com a qual Macau se desenvolveu.
Logo a seguir, o painel da Virgem Maria esmagando a cabeça do dragão infernal de sete cabeças encimada com a frase sínica “Virgem Maria esmagando a cabeça do dragão” representa: protecção Divina da cidade e dos seus habitantes pela Virgem Maria. No século XX foi posta num altar na Sé Catedral de Macau a estátua da Mãe de Deus a protetora de Macau.
Segue-se a escultura do esqueleto atravessado por setas com a inscrição sínica “lembra-te da morte e nunca pecarás”. E mais à direita, a pequena porta do Céu encimada por uma enorme coroa atravessada por duas setas indicando como é pequena a porta do céu mas a vaidade, o poder e arrogância humana são enormes.
No friso mais abaixo estão os protectores jesuítas. O Beato Francisco Borja, Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier o patrono de Macau e Beato Luís Gonzaga
No portão da entrada o Cristo Grama dos Jesuítas.
Este é um pequeno resumo do enorme legado japonês em Macau.
Tratado náutico chinês “Sông Fông Vu Sôn” (Bons ventos, boa escolta) de 1430 descreve as rotas náuticas da insulíndia incluindo o Japão. ↑
C. R. Boxer. (1988:part II). The Great Ship From Amacon. Macau: Instituto Cultural de Macau. Centro de Estudos Marítimos de Macau. ↑
C. R. Boxer. (1993).The Christian Century in Japan 1549-1650. U.K.: Carcanet Press ↑
A Grande Nau de Macau era o maior navio do mundo (Boxer1990:41). Fidalgos No Extremo Oriente. Macau: Fundação Oriente. Museu e Centro de Estudos marítimos de Macau. ↑
Chapa foi o nome dado pelos portugueses aos documentos chineses com o selo oficial em carmin. ↑
Instrução para o Bispo de Pequim. (1988:115). Macau: Instituto Cultural. ↑
Sarong and cabaia, the distinctive woman’s tunic which originated in Portuguese Malaca, was the commonest women’s attire. Even the Japanese wives wore sarong and cabaia when going out, though on returning home they changed into kimono (Coates, 1978:34-35). ↑
O norimon (ou norimono, 乗り物) é uma liteira tradicional japonesa ou cadeira de sedan, utilizada principalmente durante o período feudal (Edo) para o transporte de pessoas de elevado estatuto, nobres e samurais durante o período feudal. Consiste numa caixa fechada transportada por homens, servindo como meio de transporte. A palavra tem origem em nori (montar) e mono (coisa). ↑
É conhecido em Macau também pelo nome chinês de tá yin mou (打圓毛). ↑
Resc.I, nº3 p.243 de 1870 Citado por Batalha no GDM p.133. ↑
A procissão foi mudada de 3 de dezembro dia da morte de São Francisco Xavier visto que no dia 3 desse mês celebrava-se na Igreja de Na. Sra. Dos Anjos do convento de S. Francisco a novena da Imaculada Conceição, padroeira de Portugal (Teixeira 1981:12) ↑
A Substituição do açúcar mascavado pelo branco e maior volume de leite torna o bolo mais esbranquiçado. ↑
Carta da tia Paschoela (1869), em Renac.I, nº3. Também mencionado no Glossário do Dialecto Macaense de G.Batalha (1988:82-83). ↑
As bolachas senbei (煎餅) foram desenvolvidas no período Asuka (538-710) e que se popularizaram a partir do período Edo (1603-1868). ↑
Não confundir com as camélias do chá ou camélia sinensis, L. ↑
