Desde o advento do comediante Ricardo A. Pereira no entretenimento nacional que corre a ideia de que, além da comédia, é uma figura de gabarito intelectual superior, conhecedor da alta cultura, e dono de uma inteligência fora do alcance do português comum. É bem provável que isto esteja muito longe da verdade.
Leia este texto e divirta-se muito a lê-lo. Leia cada uma das letras como quem observa a mais linda das paramécias ao microscópio. Reflita sobre a nossa intenção na escolha de cada uma das palavras. Encare o conjunto de frases como quem encara um estereograma.
Three obscure and interesting musical itens: ethereal and mysterious sounds from a Japanese duo, a jazz power-trio and delicate and transgressive synth-pop also from Japan.
Nota editorial de celebração dos cinquenta anos da Revolução de 1974, com correcções históricas, a constatação de que ninguém celebra Abril, a comunicação social, homenagem aos regimes antecedentes, como democracia não significa socialismo, música de intervenção, liberdade académica, monumentos, entre outras coisas.
A pensar não só nas redes sociais, mas também em pessoas que não sabem distinguir entre falar telegraficamente e escrever bem português, realizámos uma série de inquéritos informais sobre neologismos irritantes. Eis os resultados.
Um desconhecido livro português de receitas e doces: "Arte Nova e Curiosa para Conserveiros, Confeiteiros e Copeiros, e mais pessoas que se ocupam em fazer doces, e conservas com frutas de várias qualidades, e muitas receitas particulares que pertencem à mesma Arte", de 1788.
Terão sido a Revolução Social de 1383-85 e o 25 de Abril de 1974 processos históricos comparáveis? Sim, em face de um conjunto de factores semelhantes e susceptíveis de analogia formal e de substância.
Dez alíneas das cento e seis presentes na obra de Rui Gonçalves, professor de direito e jurisprudência romana em Coimbra, no sec. XVI, sobre os direitos da mulher no quadro legal português dessa época.
Sobre uma entrevista de Helena Roseta sobre habitação onde se percebe a enormidade de vícios, mal-entendidos, falácias, informações parcelares, erros de facto e de juízo, e redondas mentiras, a que as pessoas fundamentalmente ideológicas se entregam.
No turbilhão de opções na indústria de beleza, a dualidade entre a cosmética natural caseira e a comercial surge como um conto fascinante: a procura pela verdadeira essência da beleza encontra-se no cruzamento entre estas duas abordagens distintas.
A associação #naopartilhes pretende prevenir a partilha online de conteúdos íntimos sem consentimento; mas as falácias, contradições e aversão à crítica no seu discurso levam a suspeitar que possa ser um mero veículo de auto-promoção, lavagem de imagem e de caminho para a fama dos seus dirigentes.
Numa troca irracional de impressões na sociosfera virtual, o deputado Mário Amorim Lopes e a cineasta Raquel Freire travam-se de razões sobre as causas da diferença salarial entre sexos: um não sabe comunicar, e a outra não sabe nada.
Reviews that dive into the musically obscure, with some psychedelic pop with exotic tinges and two soundtracks, one with dueling bluegrass banjos and another for a campy horror movie.
Foi noticiado no jornal Público um estudo de Ana Rita Alves, do CES, que permitiu aos jornalistas ou à autora concluir que “ciganos têm 43 vezes mais” e “negros 21 vezes mais” probabilidade de serem mortos pela polícia. Isto é totalmente falacioso.