Uma Cantiga de Escárnio a um Nobre de Guimarães [D. Rui Gomes de Briteiros] e à sua família, no tempo de D. Afonso III, por estes não armarem bem os seus homens para a Guerra (para o Português corrente).
Excerto de José Mattoso sobre o ciclo anual de atividades rurais e comunitárias em uma vila medieval portuguesa, alinhado ao calendário litúrgico e às estações, com tarefas como matança de porcos, troca de ofícios, reparos no castelo, celebrações e gestão de recursos agrícolas e judiciais.
O mito de uma terra onde o vinho jorra das fontes, onde comida e bens estão à disposição de todos, onde o trabalho é desnecessário, o conforto e o bem-estar estão garantidos, assim como a eterna felicidade assente no prazer sem fim; … essa terra é Cocanha. Estamos no eterno caminho dessa terra mitológica que políticos e governantes invocam inconscientemente, brandindo-a em sua ideia como um engodo para obter suporte à sua governança.
Algumas alcunhas obscuras e cómicas [tornadas apelidos] na Idade Média Portuguesa (adaptado de "O ser humano, fonte de humor na sua identificação", de Iria Gonçalves).
Vivemos num mundo onde o tempo é uniformemente medido, com cada hora a representar o mesmo intervalo. Nem sempre foi assim: Durante um período significativo da história, o tempo era ajustado às variações naturais do dia e da noite. Este sistema das horas temporais dividia o dia em 12 partes de luz e 12 partes de escuridão, cuja duração variava ao longo do ano, refletindo o ciclo das estações e respeitando os ritmos da natureza.