Recordando António Nobre, poeta decadentista longe das lamúrias Bernardinianas ou do coração arrítmico de Pessanha, o mais lusitano de verbo, caso singular de entre os demais que partilharam com ele o sentimento da tristeza e o seu estado condescendente, a melancolia.
A ciência e o cinema: como se realizavam os primeiros filmes, que instrumentos eram utilizados e que evolução tiveram, e o efeito que o cinema produz na nossa percepção e nas nossas mentes, desde o uso dos efeitos sonoros até às especificidades das cores.
O que podemos dizer dos judeus portugueses, que no início do século XVI já se viam como espetros do passado? Onde estão? Onde estão os habitantes das judiarias das cidades de Portugal? E os sobreviventes do genocídio? Estão entre nós. Somos nós, de alguma forma longínqua.
Breves reflexões sobre a aparente divisão de método, de objecto e de definição substancial entre a escola analítica e a escola continental na tradição da filosofia do ocidente.
Com base em Stuart Hall, descreve-se o cinema como espaço crítico (activo, de recepção negociada/contrária) ao mesmo tempo que escapista (passivo). Historicamente é refúgio (Grande Depressão, actualidade com blockbusters), mas o pensamento crítico é essencial.
O abstracionismo, no modernismo, rejeita o realismo académico em favor de cores, formas, linhas e intuição subjetiva (expressivo ou geométrico). Na teoria de Clive Bell, é a “forma significante” que provoca emoção estética, validando-as como arte.
Os filmes Citizen Kane, Network e Bombshell exploram diferentes formas de jornalismo: idealista, sensacionalista e activista feminista, demonstrando ética, manipulação e poder no media.
Em 2020 celebraram-se os 250 anos de Beethoven e Hegel. Este, filósofo da liberdade e do Idealismo alemão, influenciou profundamente as democracias ocidentais. A sua biografia e pensamento mantêm atualidade em debates sobre Estado, liberdade, redes sociais, IA e direitos humanos.
Na encíclica Fratelli Tutti, de 2020, o Papa Francisco apresenta a fraternidade universal como modo de vida concreto, inspirado em São Francisco e em Paul Ricœur. Pela parábola do bom Samaritano, opõe o «próximo» (caridade pessoal) ao «socius» (relações abstratas), defendendo a integração de ambas as vias para transformar a história.