O mito de uma terra onde o vinho jorra das fontes, comida e bens estão à disposição de todos, o trabalho é desnecessário, o conforto e o bem-estar estão garantidos, assim como a eterna felicidade assente no prazer sem fim: essa terra é Cocanha. Estamos no eterno caminho dessa mitologia que políticos e governantes invocam inconscientemente, brandindo-a em sua ideia como um engodo para obter suporte à sua governança.
Algumas alcunhas obscuras e cómicas, até mesmo tornadas apelidos, na Idade Média Portuguesa. Descrição adaptada da obra O ser humano, fonte de humor na sua identificação, de Iria Gonçalves.
Vivemos num mundo onde o tempo é uniformemente medido, com cada hora a representar o mesmo intervalo. Nem sempre foi assim: Durante um período significativo da história, o tempo era ajustado às variações naturais do dia e da noite. Este sistema das horas temporais dividia o dia em 12 partes de luz e 12 partes de escuridão, cuja duração variava ao longo do ano, refletindo o ciclo das estações e respeitando os ritmos da natureza.
Sobre o costumeiro pão de cada dia do Português Medieval, um estudo de caso. Excerto da obra À mesa nas terras de Alcobaça em Finais da Idade Média, de Iria Gonçalves.
Anualmente, uma procissão da burguesia intelectual de esquerda, advinda de toda a área metropolitana de Lisboa, já sem apoio relevante das antigas classes operárias, e à qual a maioria da população local de Lisboa é alheia, celebra um golpe de estado com cinquenta anos que já diz pouco à maioria dos portugueses.
Sobre propostas políticas populistas de limite do valor das rendas de habitação e de comparações desadequadas entre realidades completamente distintas como Portugal e Holanda.