Crítica: Flor de Buriti de João Salaviza e Renée Messora já estreou nos cinemas nacionais

Sobre Flor de Buriti, documentário-ficção que mostra a luta de uma tribo indígena para conservar o seu território e cultura perante ameaças externas e a negligência do governo do Brasil.

Este documentário-ficção mostra a luta de uma tribo indígena para conservar o seu território e cultura perante as ameaças dos cupe (homem branco) e da negligência do governo do Brasil em relação à agressão dos gananciosos fazendeiros que queriam a todo o custo aumentar a extensão das suas propriedades e número de gado.

Os realizadores retratam duas gerações de uma tribo pacífica, quase “gandhista” no sentido romântico do adjetivo. O sangue derramado na terra Krahô durante o massacre de 1940 e a angústia e preocupação recente das mulheres da aldeia quando os jovens adultos se juntam a uma espécie de guarda florestal. Acima de tudo, a beleza da sua forma de viver: natural, tranquila, em harmonia com a fauna e flora circundante, respeitosa e baseada na interajuda e união dos membros da tribo. Essa é a grande lição e exemplo a partir do qual podemos aprender de maneira comparatista e anti-etnocêntrica com este segundo filme antropológico da dupla brasileira João Salaviza e Renée Messora. 

Depois de A Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos (2018), agora em 2024 a real Flor de Buriti brotou em Portugal no mês da Primavera, dia 21 de Março.

Sem qualquer complexo de carrasco e/ou falso sentimento de dívida histórica, convido-vos a visualizá-lo nem que seja só pela direção de fotografia, sensibilidade e laivos de sentido de humor nos diálogos. Um verdadeiro prato visual de humanidade e humildade sem nunca deixar de ser um grito de chamada de atenção para a injustiça suportada pelos Krahô, infelizmente, não sendo este um caso isolado no mundo. 

A FLOR DO BURITI foi exibido mundialmente, pela primeira vez, na Seleção oficial do Festival de Cannes – Un Certain Regard, onde venceu o prémio Elenco e seguidamente ganhou inúmeros prémios nos festivais internacionais

Sessões Especiais: 

 LISBOA 

21 MARÇO | 21H15

CINEMA IDEAL

Conversa com os realizadores João Salaviza e Renée Nader Messora e Susana Viegas (antropóloga e investigadora da Universidade de Lisboa)𝗔𝗳𝘁𝗲𝗿 𝗣𝗮𝗿𝘁𝘆 𝗻𝗮 𝗖𝗮𝘀𝗮 𝗱𝗼 𝗖𝗼𝗺𝘂𝗺 a partir das 𝟮𝟯𝗵 𝗰𝗼𝗺 𝗗𝗝 𝗦𝗲𝘁 𝗱𝗲 𝗟𝗜𝗔𝗡:𝗘 (entrada livre)22 MARÇO | 21H00CINEMA MEDEIA NIMAS 

Conversa com os realizadores João Salaviza e Renée Nader Messora e Liliana Coutinho, programadora de Conferências e Debates na Culturgest 

24 MARÇO 

CINEMA FERNANDO LOPES | 16H00 

Conversa com os realizadores João Salaviza e Renée Nader Messora e os Cinéfilos que Ninguém Pediu 

CINEMA MEDEIA NIMAS | 21H00 

Conversa com os realizadores João Salaviza e Renée Nader Messora e Leonor Rosas

COIMBRA 

CASA DO CINEMA I 21h30 

Conversa com os realizadores João Salaviza e Renée Nader Messora e  Patrícia Vieira

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