A Odisseia abre com o epíteto polytropos, termo ambíguo que define Ulisses pela sua versatilidade, astúcia e múltiplos desvios. Analisamos as traduções em inglês, alemão, francês e português, mostrando como cada língua e época reinterpretam o herói — da eloquência moral ao “complicated man” de Emily Wilson. O polytropos revela-se espelho da própria tradução e da condição humana.
Pode uma editora em Portugal decidir que só publica autores negros ou mulheres? Em que medida é que isto não configura discriminação à luz da lei? Em princípio, pode, porque o direito de liberdade de criação editorial sobrepõe-se às prevenções de discriminação previstas na lei.
Para colocar em cheque percepções erradas que tenhamos sobre condições minoritárias e ponderar sobre porque é que determinadas forças sociais as podem colocar em inflação — e, nalguns casos, em deflação — em relação ao seu valor numérico e eventual importância real, deixamos aqui uma lista de várias, com respectivo comentário.
Análise detalhada a um documento de 2024 que é um autêntico pesadelo proto-totalitário: o "Guia para a Utilização de Linguagem Inclusiva" da Universidade NOVA de Lisboa e da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.
A inteligência artificial, esse prodígio da modernidade que hoje é universalmente acessível, veio finalmente pôr termo a uma das mais insuportáveis tragédias da nossa era: a existência da classe profissional das tradutoras.
No seguimento da distinção entre música popular e erudita no mundo da música tradicional, falamos da música erudita das cortes da Ásia, onde o desenvolvimento civilizacional proporcionou condições para o surgimento de tradições musicais de alta cultura.
É conhecido, no linguajar popular, que aquando da primeira menstruação “deixou de se ser menina e já se é mulher“. A isto acresce a concepção moderna de "adolescência", baseada em critérios adicionais de maturidade psicológica, autonomia sexual e maioridade cívica. Aqui debatemos estes pontos.