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Crítica: Porcos Fascistas — Organismos Tecnocientíficos e a História do Fascismo, Tiago Saraiva

Assente nas preocupações de Georges Canguilhem e Michel Foucault com a biopolítica, o livro explica como organismos tecnocientíficos concebidos para sustentar a nação se tornaram importantes na institucionalização e expansão dos regimes de Mussolini, Salazar e Hitler, constituindo modernidades alternativas.

Crítica: A Escuridão Branca de David Grann

Falo de A Escuridão Branca, de David Gramm, por acreditar que a “atração das pequenas vozes” determinam a forma como conduzimos a nossa vida. Boa parte de nós nunca cometerá as loucuras a que o protagonista se votou. Esta é, também, uma história de loucura.

Crítica: Malhão de Ir ao Meio, Grupo Folclórico de Vila Verde

Sobre um tema musical tradicional, o Malhão de ir ao Meio, originário da região do Minho e muito ligado a Vila Verde, cuja letra é de autor desconhecido, sendo a versão apresentada em livro provavelmente uma das muitas variantes que a tradução oral foi mantendo viva.

Crítica: When Harry Met Sally (Rob Reiner, 1989) e as Dinâmicas do Masculino/Feminino

When Harry Met Sally apresenta o amor como um processo adversarial, com base em conflitos insanáveis, e não, como é comum na narrativa pós-romântica, uma narrativa de encontro e compatibilidade.

Crítica: A Ressaca (Todd Phillips, 2009)

Sobre o filme A Ressaca e como o que lá sucede é uma história de detectives, uma geneologia: perceber o que existiu antes – “o início” ex nihilo ou pós narcótico. É um mundo contra a tábua rasa, de um universo sem princípio: esta é a teoria ontológica que o filme sugere.

Crítica: Smile (Beach Boys, 1966-2004), ou como as obras incompletas são completas

Não é esclarecedor chamar à produção do álbum inacabado Smile, dos Beach Boys, de labiríntica ou inconcebível de ser finalizada. Muitos alinhamentos hipotéticos serviriam como conclusão; não devemos confundir falhanço contingente com a noção de obra impossível, que Smile não é.

É Possível um Novo Caminho para o Cinema Português. “A Febre de Maria João” Mostra Como

A curta-metragem de duração generosa – quase 30 minutos – “A Febre de Maria João” (2023; produção da responsabilidade de Maria & Mayer, Lda.) aponta um caminho curioso para o cinema português: simultaneamente estranho e conhecido, desconfortável e cómodo.

Crítica: Flor de Buriti de João Salaviza e Renée Messora já estreou nos cinemas nacionais

Sobre Flor de Buriti, documentário-ficção que mostra a luta de uma tribo indígena para conservar o seu território e cultura perante ameaças externas e a negligência do governo do Brasil.

Crítica: Estudos Comparados em “Viagem à Petrópolis”, C. Lispector e “O homem mais magro de Luanda”, Ondjaki

Sobre particularidades internas aos contos “Viagem à Petrópolis”, de Clarice Lispector, e “O homem mais magro de Luanda”, de Ondjaki: a composição dos textos e como eles podem se relacionar, aspectos semelhantes e discrepantes nas histórias, e como se constrói a narrativa em cada uma delas.

Crítica: «Ato de Criação», Gilles Deleuze, 1987

Sobre a conferência de Gilles Deleuze em 1987 na Fundação Europeia de Imagem e Som, identificando o conceito de corte, que convoca Pasolini, Rivette e Herrigel para complementar a reflexão sobre o que pode ser afinal um ato de criação.

Peace to mutants #6 — Naomi Lewis, Adam and the Ants, Les Filles de Illighadad

Another foray into obscure musical pop-rock-world-folk itens: this time with an exquisite and dreamy folk singer from the 70s, a new wave band from the 80s and some hypnotic Tuareg rock.

Crítica: The Love Witch (2016, Anna Biller) e os Filmes Giallo Italianos

Uma breve descrição e leitura de um filme contemporâneo de terror, The Love Witch, de 2016, com heranças do género Giallo.

O Equilíbrio do Artista e os Limites da Arte em Nina Sayers e Gustav Von Aschenbach

O que têm em comum uma dançarina de ballet, Nina Sayers, personagem principal do filme Black Swan (Darren Aronofsky, 2010) e um compositor clássico, Gustav von Aschenbach, protagonista do filme Death in Venice (Luchino Visconti, 1971)?

Peace to mutants #4 — Leona Anderson, Shuggie Otis, Sceptre

Another chapter in a series dedicated to bizarre and hidden musical gems, this time devoted to a awkward singer from the 20s, a 70's psychedelia legend and a classic reggae act from the early 80s.

Charlton Heston e a sua Trilogia Conservadora

Sobre algumas escolhas de carreira do actor Charlton Heston e como podem reflectir a sua tendência politicamente conservadora, em particular na trilogia Soylent Green, Planet of the Apes e Omega man.