Romance de formação artística, inacabado e vagamente autobiográfico, Sinais de Fogo não é um grande romance nem retrata a formação de um grande artista.
Assente nas preocupações de Georges Canguilhem e Michel Foucault com a biopolítica, o livro explica como organismos tecnocientíficos concebidos para sustentar a nação se tornaram importantes na institucionalização e expansão dos regimes de Mussolini, Salazar e Hitler, constituindo modernidades alternativas.
Trago-vos este livro por acreditar que a “atração das pequenas vozes” de que nos fala Shackleton, citado por David Grann, determinam a forma como conduzimos a nossa vida. Henry Worsley talvez fosse assombrado por vozes não tão pequenas assim, pois uma boa parte de nós nunca cometerá as loucuras a que este explorador se votou. Esta é, também, uma história de loucura.
Um tema tradicional cuja a letra é de autor desconhecido, sendo a versão apresentada em livro provavelmente uma das muitas variantes que a tradução oral foi mantendo viva.
A grande força desta película vem de apresentar uma história de amor primariamente como um processo adversarial, construído com base em conflitos insanáveis, e não, como é mais comum na narrativa pós-romântica e contemporânea, em descrições de encontros e compatibilidades.
O que sucede em qualquer ressaca é uma história de detectives, semelhante a uma geneologia: perceber o que existiu antes – “o início” ex nihilo ou, neste caso, pós narcótico. É um mundo anti tabula rasa, a favor de um universo sem princípio. Esta é a teoria ontológica que o filme sugere.