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Crítica

Crítica: Hillbilly Elegy; [Lamento de uma América em Ruínas] (Netflix, 2020)

Nesta adaptação de uma biografia rural norte-americana, vemos Ron Howard, insuspeito autor da tradição hollywoodiana dos melodramas para a família, na sua vocação e costume de privilegiar, em primeiro plano, a lírica cinematográfica, e tendencialmente secundarizar algum comentário social que possa estar presente na narrativa.

Review: Normal People (2020, adapted from Sally Rooney) — Disclosing so Much With Few Words

Adapted from Sally Rooney’s 2018 book, Normal People is a 2020 TV miniseries that tells the story of Connell and Marianne’s relationship through the years. Connell is the popular high school jock with a bookish side, while Marianne is the bullied intelligent rich girl at the bottom of the social hierarchy.

Crítica: Os Últimos Escritos (trad. António Pescada), Lev Tolstoi, 2018

A compilação de textos curtos Os Últimos Escritos, de Lev Tolstoi, pode justificar-se por serem vestígios da segunda vida do autor: são, de um ponto de vista unívoco, textos de renúncia.

Family Romance LLC (Werner Herzog, 2019) – O Papel da Ficção no Novo Real

Onde se analisa Family Romance, LLC de Werner Herzog à luz da sua “verdade extática”, explorando a confusão entre ficção e realidade numa sociedade atomizada, o culto da autenticidade e a erosão do espaço público através de serviços de aluguer de papéis familiares.

A Literatura Como Meio De Luta Aos Totalitarismos. O Combate Ao Extremismo Islamista Através De 2084, De Boualem Sansal

Analise da crise identitária europeia e dos atentados islamistas em França (Charlie Hebdo, Bataclan) como ataques à democracia; compara-se 1984 de Orwell com 2084 de Boualem Sansal, onde uma distopia teocrática alerta para o radicalismo religioso e a perda de liberdades; a reflexão literária resiste ao totalitarismo.

Crítica: Tenet (2020), espionagem e Nolan em piloto automático

A melhor obra do realizador mediano Christopher Nolan até agora é aquela em que o género do filme de espiões o ultrapassa e deixa o autor em piloto automático: é a vitória do género sobre o autor, e em particular de um bom género sobre um mau autor.

Metafiction in Harvey (Mary Chase and Henry Koster, 1950)

An investigation into the metafictional properties of Harvey, a 1950's movie with James Stewart about a best friend who is an imaginary giant rabbit.

Crítica: Horse Girl (2020) e a representação da equizofrenia

Sobre a obra cinematográfica de Jeff Baena e Allison Brie, Horse Girl, 2020, um dos melhores retratos da história do cinema e possivelmente da ficção sobre a experiência esquizofrénica na primeira pessoa.

Crítica: Groundhog Day (Harold Ramis e Danny Rubin, 1993)

Descrição da famosa comédia Groundhog Day, de Harold Ramis e Bill Murray, como uma alegoria de habituação à vida.

Crítica: Joker (2019) e o super-herói no universo Joaquin Phoenix

Segundo o realizador, o projecto Joker não introduz Joaquin Phoenix, o protagonista, no universo dos super-heróis, mas sim introduz este universo no mundo de Joaquin Phoenix.

Crítica: Once Upon a Time in Hollywood (Quentin Tarantino, 2019)

Uma análise não muito apreciativa aos aspectos de conteúdo e de forma já muito gastos da linguagem cinematográfica de Tarantino na sua obra de 2019, Once Upon a Time in Hollywood.

20 Anos de Metal Gear Solid – Algumas Notas Sobre Imersão

Uma análise a alguns aspectos imersivos, que quebram a quarta parede que separa a ficção do mundo real, no videojogo Metal Gear Solid.

Crítica: Jazz Em Agosto: John Zorn Special Edition, Fundação Calouste Gulbenkian

Sobre o ciclo comemorativo dedicado ao compositor novaiorquino de música experimental e de vanguarda John Zorn, que ocorreu no Jazz em Agosto na Fundação Calouste Gulbenkian, em 2019.

Crítica: Twin Peaks: The Return (2017), David Lynch e Mark Frost

Uma breve análise à terceira temporada da famosa e revolucionária série televisiva Twin Peaks, de David Lynch, escrita in media res.

Crítica: The Art of the Deal, Donald Trump, 1987

Written in 1987, at the inaugural peak of its popularity as a real estate tycoon, The Art of the Deal was initially thought of as an autobiography. But early on, ghostwriter Tony Schwartz realized that Donald Trump's mental way is not given to reflections on the past, tending only to the absolutization of the present.