Excerto de José Mattoso sobre o ciclo anual de atividades rurais e comunitárias em uma vila medieval portuguesa, alinhado ao calendário litúrgico e às estações, com tarefas como matança de porcos, troca de ofícios, reparos no castelo, celebrações e gestão de recursos agrícolas e judiciais.
O mito de uma terra onde o vinho jorra das fontes, comida e bens estão à disposição de todos, o trabalho é desnecessário, o conforto e o bem-estar estão garantidos, assim como a eterna felicidade assente no prazer sem fim: essa terra é Cocanha. Estamos no eterno caminho dessa mitologia que políticos e governantes invocam inconscientemente, brandindo-a em sua ideia como um engodo para obter suporte à sua governança.
Algumas alcunhas obscuras e cómicas, até mesmo tornadas apelidos, na Idade Média Portuguesa. Descrição adaptada da obra O ser humano, fonte de humor na sua identificação, de Iria Gonçalves.
Vivemos num mundo onde o tempo é uniformemente medido, com cada hora a representar o mesmo intervalo. Nem sempre foi assim: Durante um período significativo da história, o tempo era ajustado às variações naturais do dia e da noite. Este sistema das horas temporais dividia o dia em 12 partes de luz e 12 partes de escuridão, cuja duração variava ao longo do ano, refletindo o ciclo das estações e respeitando os ritmos da natureza.
Sobre o costumeiro pão de cada dia do Português Medieval, um estudo de caso. Excerto da obra À mesa nas terras de Alcobaça em Finais da Idade Média, de Iria Gonçalves.
Anualmente, uma procissão da burguesia intelectual de esquerda, advinda de toda a área metropolitana de Lisboa, já sem apoio relevante das antigas classes operárias, e à qual a maioria da população local de Lisboa é alheia, celebra um golpe de estado com cinquenta anos que já diz pouco à maioria dos portugueses.
Sobre propostas políticas populistas de limite do valor das rendas de habitação e de comparações desadequadas entre realidades completamente distintas como Portugal e Holanda.
Serão as características que os outros percepcionam de nós um reflexo de uma dimensão que não percebemos, ou representam apenas um papel que desempenhamos, moldado pelo contexto e pelas expectativas sociais, uma máscara?
Sobre como a racionalidade é um mecanismo básico de sobrevivência que os humanos aplicam a uma vastíssima gama de situações, muitas das quais não têm a ver com a sobrevivência, mas resultam de fatores culturais.
A UNESCO declarou o ano de 2025 como Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica. Foi uma ideia feliz: a Física Quântica mudou definitiva e radicalmente as nossas vidas, e faz todo o sentido assinalar este 100º aniversário.
Excerto da obra Crónica de D. Fernando, cap. LXXIX, de Fernão Lopes, relatando um dramático episódio em que um pai português foi desmembrado por se recusar a ordenar ao filho que entregasse o castelo ao castelhano, em 1383.
Rubrica dedicada a palavras mal usadas a que pontualmente acrescentamos exemplos contemporâneos — e às vezes esse critério pode ser tão estrito como a recorrência do uso de determinada palavra ao longo de um período curto de poucos meses.
Uma reunião breve mas abrangente de registos audiovisuais dos melhores números de comédia de sempre, destacando também como muitas vezes se tratam de re-encenações de tropos antigos: Who's On First, Dead Parrot, Modern Times, Safety Last, Duck Soup.