Sobre exposições sensacionalistas de comportamentos como assédio ou abuso moral ou sexual, recomendamos precaução e cepticismo quanto à denúncia colectiva e à histeria jornalística: as acusações devem ser analisadas ao pormenor e com objectividade, longe do clamor das multidões.
Sobre Rebecca, um ensaio fotográfico de Joana Fontinha, projecto que cultiva a alma espectadora com a lição do amor – do amor não correspondido, por exemplo, ou dos amores em que num par um se sobressai do outro nos afetos, nas carícias, nos desejos.
Parte ode, parte biografia, sobre o herói improvável Eddie the Eagle, esquiador olímpico em 1988, uma autêntica ave rara das ilhas britânicas, que passou, na qualificação e durante a própria competição olímpica, por uma série de inúmeras peripécias que vale a pena revermos.
Nota editorial sobre como as universidades só se podem colocar ao lado do tipo de sociedade onde as liberdades de pensamento e de expressão de facto existem, e não das sociedades onde essas liberdades tendencialmente ou em absoluto não existem.
Recordando António Nobre, poeta decadentista longe das lamúrias Bernardinianas ou do coração arrítmico de Pessanha, o mais lusitano de verbo, caso singular de entre os demais que partilharam com ele o sentimento da tristeza e o seu estado condescendente, a melancolia.
A ciência e o cinema: como se realizavam os primeiros filmes, que instrumentos eram utilizados e que evolução tiveram, e o efeito que o cinema produz na nossa percepção e nas nossas mentes, desde o uso dos efeitos sonoros até às especificidades das cores.
O que podemos dizer dos judeus portugueses, que no início do século XVI já se viam como espetros do passado? Onde estão? Onde estão os habitantes das judiarias das cidades de Portugal? E os sobreviventes do genocídio? Estão entre nós. Somos nós, de alguma forma longínqua.
Breves reflexões sobre a aparente divisão de método, de objecto e de definição substancial entre a escola analítica e a escola continental na tradição da filosofia do ocidente.