A pílula contraceptiva e a emancipação sexual feminina: um mergulho na revolução que representou o este artifício médico em prol da autonomia sexual, da mitigação da gravidez indesejada e da obsolescência da vasectomia.
A propósito de escassez de imobiliário habitacional, reflecte-se sobre como a concepção de bens materiais em Portugal associa-os não a processos concretos que os trazem à existência, mas a uma materialização de constituintes metafísicos, alicerçada na pior versão da moral judaico-cristã — a do comiseramento erótico na pobreza e na escassez.
Uma breve descrição sobre as impressões do escritor americano John dos Passos acerca do famoso arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer e da cidade de Brasília.
Uma galeria deprimente de monumentos à revolução de 25 de Abril de 1974 em espaços públicos dos municípios portugueses, parte da grande tradição de péssimas obras públicas comemorativas trazida pela democracia posterior a esse período.
Sobre o relógio Ghibli, um monumento nacional no Japão que é na verdade um castelo de autómatos, reconhecível também na obra cinematográfica do estúdio: um bom exemplo de quando a arte ofusca a utilidade nos relógios.
Sobre comunicação institucional na internet do século XXI: como as instituições lidam, e como podem lidar melhor, com a selvajaria cognitiva e comunicacional das redes sociais na contemporaneidade.
Um pequeno lembrete sobre a cultura tablóide em Portugal e o facto da não dependência económica do estado ou de grupos comerciais, ou seja, a independência em si mesma, poder facilitar certo tipo de investigações jornalísticas. O preço a pagar é o do sensacionalismo.
Um divertido sortido de capas geralmente berrantes de um género de menor representação em Portugal mas de monumental sucesso no mundo anglófono: os “romances do coração”.
Sobre a histeria bovina das redes sociais e como afirmações comuns — não propriamente inteiramente certas nem inteiramente erradas — acerca de medicina, saúde e bem-estar podem estalar o clamor acéfalo das multidões.
Temos um enorme gosto em apresentar os três artigos mais lidos de 2022, cujos autores presenteamos com um vale de 15€ da wook para cada um, a que se seguem também cinco menções honrosas.
Sobre um manifesto de mulheres francesas de 2018 que se solidariza com acusações de abuso sexual mas que censura de forma veemente e eloquente a condenação da sedução erótica, da livre comunicação entre pessoas adultas, e argumenta a favor do “direito a importunar como fundamental à liberdade sexual”.
Sobre a falta de critério, preguiça mental ou impulso censório proto-totalitário que existe quando se abarcam todas as posições cépticas acerca das campanhas de vacinação de 2020 como "negacionistas".
Sobre uma birra de quinze manifestantes na Faculdade de Letras de Lisboa, em 2022, interpretada como uma "manifestação" e amplificada pela comunicação social e pelas redes sociais, na defesa de posições não correspondentes à opinião da maioria dos estudantes.