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Edição: Junho 2025

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Com toda a confiança: Fluxus, enfermeiras paraquedistas, estátuas de Lenine na Transnístria, slavery as a stepping stone, obras de Ana Vidigal, lidando com a Lídia, em louvor dos calvos, democracia e redes sociais, o lado errrado da história, mudança da hora, Manifestus Probatum, os besteiros do reino, uma vila medieval portuguesa, uma cantiga de escárnio, a direita radical e o ciborgue de Donna Haraway.

ENSAIO

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Fluxus: Uma Antítese

Sobre um movimento tão dispersivo quanto idiossincrático, o Fluxus, um dos mais complexos fenómenos artísticos surgidos na década de sessenta do século passado, que apresenta-se-nos hoje capaz ainda de resistir às mais (e menos) exigentes tentativas de interpretação e categorização.

Image 3Albatrozes — As Enfermeiras Pára-Quedistas na Guerra Colonial

Breve descrição com alguns depoimentos da vida e acções das enfermeiras pára-quedistas na guerra colonial portuguesa.

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Transnístria: um Lenine, um edifício e coisas de um estado de faz-de-conta

Sobre a estatuária de Lenine na região da Transnístria, com referências a processos simbólicos geopolíticos numa leitura comparativa com outros fenómenos semelhantes.

Image 5From Aristotle to Fitzhugh: Slavery as a Step Between Savagery and Civilization

Historical thinkers like Aristotle, Ibn Khaldun, Sepúlveda, Montesquieu, Locke, Hegel, Kant, Mill, Carlyle, Fitzhugh, and Rousseau viewed slavery as a tool to civilize savage peoples. Through enforced labor, cultural mimicry, and imposed order, they believed it transformed chaotic societies into disciplined, productive ones, integrating them into higher systems of faith, reason, and industry.

Europa e Ásia.

CRÓNICA

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Lidando com a Lídia

Alguns comentários sobre um discurso muito parcial e pouco unificador nas celebrações do dia de Portugal de 10 de junho de 2025 pela escritora Lidia Jorge.

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Em Louvor dos Calvos ou uma proposta de aproximação De Laude Calvorum de Hucbaldo ao Português

A História jamais se repete, embora as histórias que a compõe por várias vezes rimem. No século VIII, tal como no corrente, a figura calva foi vítima de variadas chacotas, o que levou o monge Hucbaldo, cuja reputação corria por toda a Europa, a compor um texto aliterativo, em latim, em defesa dos seus calvos congéneres. Aqui, propomos uma tradução em português da nossa autoria.

Image 12Sobre Democracia e Redes Sociais

Sentados na comodidade da democracia burguesa que fingem desprezar, gritam que a ascensão da extrema-direita é culpa do algoritmo. Esquecem-se, como sempre, que a história não começou em 2024, nem em 1974, e muito menos com a primeira selfie dos políticos.

Image 13A Falácia de “O Lado Errado da História“

Uma breve crónica sobre o uso suspeito, discutível, e muitas vezes absolutamente erróneo da expressão “o lado errado da história”, que pressupõe várias falácias.


Nas humanidades.

ARTES VISUAIS

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Obras de Ana Vidigal

Trabalhos da artista Ana Vidigal: técnica mistas sobre tela e papel, instalações site specific e colagens sobre cortiça.

Umas coisas são mais simples que outras.

RUBRICA

Sobre o ciclo anual de atividades rurais e comunitárias em uma vila medieval portuguesa

Excerto de José Mattoso sobre o ciclo anual de atividades rurais e comunitárias em uma vila medieval portuguesa, alinhado ao calendário litúrgico e às estações, com tarefas como matança de porcos, troca de ofícios, reparos no castelo, celebrações e gestão de recursos agrícolas e judiciais.

Sobre como a Bula Manifestis Probatum não criou Reino algum, porque ele já existia

Na primeira História de Portugal conhecida, de Fernando Oliveira (séc. XVI), encontramos um ensaio muito interessante sobre a Bula Manifestis Probatum, que procura demonstrar o facto da Bula não criar Reino algum, porque ele já existia.

Uma Cantiga de Escárnio a um Nobre de Guimarães e à sua família, no tempo de D. Afonso III

Uma Cantiga de Escárnio a um Nobre de Guimarães [D. Rui Gomes de Briteiros] e à sua família, no tempo de D. Afonso III, por estes não armarem bem os seus homens para a Guerra (para o Português corrente).

A milícia dos Besteiros do Reino, a história dos mesmos

Excerto de A Arte da Guerra em Portugal, de Miguel Gomes Martins, sobre a história da milícia dos besteiros do reino de Portugal.


Em mês de gay pride, duas estatísticas: a orientação política dos governos que descriminalizaram a homossexualidade; e estatísticas sobre casamentos combinados por todo o mundo.

Image 33A História e o Funcionamento Técnico das Horas Temporais

Vivemos num mundo onde o tempo é uniformemente medido, com cada hora a representar o mesmo intervalo. Nem sempre foi assim: Durante um período significativo da história, o tempo era ajustado às variações naturais do dia e da noite. Este sistema das horas temporais dividia o dia em 12 partes de luz e 12 partes de escuridão, cuja duração variava ao longo do ano, refletindo o ciclo das estações e respeitando os ritmos da natureza.

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Em pré-campanha presidencial, num clima de insatisfação com os candidatos, a Revista Minerva Universitária lança um nome para candidatura. Como Trump, é um empresário que se aproveitou da lei e ligações ao poder, gozou na cara de políticos e hoje está proscrito pelo sistema: Joe Berardo!

CRÍTICA

Image 37Crítica: Os perigos da direita radical: Bolsonaro, Ventura e não só!, de Carlos Martins

Publicado em 2023 pelas Edições Saída de Emergência, a obra de Carlos Martins propõe uma análise comparada da direita radical no período pós‑2ª Guerra Mundial. Destinado sobretudo a um público geral, mas com implicações relevantes para o debate académico, o livro apresenta os fundamentos históricos e ideológicos das correntes da direita radical.

Image 38Crítica: O ciborgue de Donna Haraway e a Poesia

Como a figura do ciborgue de Donna Haraway, em O Manifesto Ciborgue (1985), tem paralelos com certas ideias de teoria literária acerca de poemas.

Os funnnies deste mês, com gravidade.

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Fotografia de Lucrécia Bórgia (1480–1519), filha do Papa Alexandre VI. Foi uma figura destacada do Renascimento, reconhecida pela sua influência política e mecenato cultural. Enquanto Duquesa de Ferrara, após o casamento com Afonso I d’Este, transformou a sua corte num centro vibrante de arte e humanismo. Lucrécia apoiou artistas como Ticiano e promoveu poetas e eruditos, como Pietro Bembo, incentivando a criação de obras que enriqueceram o Renascimento. A sua corte tornou-se um ponto de encontro para intelectuais e artistas, evidenciando o seu papel como uma mecenas sofisticada numa era dominada por homens.