Plena estampa: transporte marítimo nas Ilhas Fiji, educação jurídica e direitos humanos, retorno ao belo, relational quantum mechanics, Balsemão, desprezo dos inocentes, contra os abraços, ódio jornalístico e partidos, fotografias de Francisco Norton de Matos, relojoaria vintage, o poder régio português (séculos XIV-XV), a malvadez de Lenine, The Chair (2021) e Noites Brancas de Dostoiévski.
Sobre um projecto das ilhas Fiji pela USP e em colaboração com a UCL: um plano de mitigação para o transporte marítimo doméstico, abrangendo vários tipos de embarcação e definindo uma estratégia de transição energética para um setor ambiental, social e economicamente sustentável.
Revisitar o conceito de Belo, com Platão e Aristóteles, Idade Média e Tomás de Aquino: não restabelecer os valores estéticos deixados pela Antiguidade e pela Idade Média, mas retornar aos marcos deixados por eles.
Sobre como a educação jurídica pode consolidar os direitos humanos numa sociedade global, defendendo uma formação ética e emancipatória que supere o formalismo e promova a justiça social, tornando o ensino do Direito um instrumento de efetivação e sensibilidade às desigualdades.
On the work of Carlo Rovelli, Relational Quantum Mechanics as all properties, not just velocity, relative to interacting systems. Things are bundles of relations; no absolute state of the universe exists. Reality is events-between, not objects-in- themselves.
Lauren Bacall aos 19 anos e Lemmy Kilmister no seu apartamento.
Balsemão não precisava de sujar as mãos. Conhecia bem os homens. Sabia que pagando-lhes bem, dando- lhes amplitude de ação dentro de parâmetros implicitamente bem claros de poder, conferindo-lhes status, a maioria, sobretudo os provindos da área “plebeia”, com predomínio de provenientes da chamada extrema-esquerda, todos eles fariam o que era suposto fazerem sem grandes sobressaltos.
A propósito de uma crónica da escritora Isabela Figueiredo com uma perspectiva muito negativa e elitista sobre o programa de entretenimento popular da RTP, O Preço Certo.
Os abraços criam um escape às emoções, dão uma resposta pronta e inibem que essas seja correctamente processadas, interrompendo-as. Isso faz com que não sejam autosuperadas, trivializadas e apreendidas. Criam pessoas mimadas e emocionalmente dependentes, sempre prontas para se encostarem a alguém para lhes dar suporte, validação, aconchego e justificação para um sentimento ou emoção.
Há uma teoria muito famosa que nos diz que o líder de um popular partido de direita em Portugal é um produto dos media. Que o “monstro” foi criado pela televisão, vendido ao povo a cada minuto de audiência. O problema é que não é bem verdade.
Galeria com fotografias de Francisco Norton de Matos. Na descrição do autor: fragmentos de sombras e reflexos do meu olhar, porque nas sombras encontro versões de mim que já fui, e nos reflexos o que talvez ainda serei. Tudo se mistura: o real, o sonho, o instante.
Lenine era tacanho, maquiavélico, violento mas cobardolas, um indivíduo horrível. Aqui apresentamos um exemplo prático desta malvadez, de Richard Pipes, “The Russian Revolution”, com uma descrição do financiamento do partido bolchevique. Leiam e desfrutem deste autêntico terrorismo.
Recordamos alguns tesouros descobertos nas edições anteriores da feira de relojoaria vintage Tempo Passado. São peças que o tempo filtrou com rigor, relógios que conquistaram a admiração de todos. Estes são apenas alguns exemplos entre muitos que continuam a brilhar na memória dos coleccionadores.
The Chair retrata uma recém-eleita diretora do departamento de Inglês na Universidade Pembroke. É a primeira mulher e asiática no cargo: a sua eleição pretende sinalizar uma mudança revigorante dos tempos. Todavia, o que se vai suceder ao longo da série irá se assemelhar mais a um pequeno solavanco do que a uma profunda revolução.
Reflexão sobre Noites Brancas e o conceito de sonhador em Dostoievski, um tema importante e recorrente para o autor: o “sonhador” é o indivíduo que se revolta com o seu destino.
Grandes funnies para finalizar.
Lucy Russell, Condessa de Bedford (c. 1581–1627), foi uma das figuras mais influentes da corte jacobina inglesa e uma destacada patrona das artes no início do século XVII. Educada num ambiente aristocrático altamente culto, tornou-se uma presença central nos círculos literários e artísticos da época. Manteve relações próximas com poetas como Ben Jonson e John Donne, que lhe dedicaram diversas obras, e apoiou também músicos, dramaturgos e artistas visuais. O seu patronato distinguiu-se pela promoção activa de novos talentos e pela capacidade de usar a sua posição social para legitimar e difundir obras inovadoras, contribuindo para o florescimento cultural do reinado de Jaime I. Além disso, participou em masques da corte — espectáculos que combinavam música, poesia e coreografia — reforçando a sua imagem como mecenas e protagonista da vida artística londrina.
Às portas do inverno: o sintetizador na música, sociedades modernas, revolução sexual, a palavra epidémica, petições falaciosas, ordens policiais e manifestações, paleografia prática, Patek Philippe, e muito mais.
Em força para o novo ano! Com Maquiavel, domésticas, gays na moda, You’ve Got Mail, canais marítimos, IA, o lado errado da história, macacos e bananas, poesia bucólica, revistas porno, Simone Weil, filmes longos, sci-fi, dinheiro e dívida, filosofia.
Entre estações: arquitectura pós-vaticano ii, #metoo e jazz, optimismo em Maquiavel, intervenção social, progressividade no irs, conde Andeiro, castelos, 11 setembro, malhão de ir ao meio e Tolstói.