Edição: Dezembro 2025

Boas Festas: Romantismo como falsa contra-revolução, danos severos ao Irão, manifesto para uma outra cidade, Post-2010 rise of woke culture, Cortes de 1331, três relógios como presentes, porque não estudar humanidades, quem financia o transativismo, baixas médicas em Portugal, Novembro em Abril, Paula Rego, Marta Chaves, Códice Baltazar Behem.

ENSAIO

O Romantismo é uma falsa Contra-Revolução: Reflexos na literatura

Sobre Iluminismo e o Romantismo como forças estruturantes da modernidade, destacando a rutura entre razão e sentimento, os seus efeitos políticos, religiosos e literários, e o impacto do Romantismo na arte, na nação e na literatura portuguesa.

Danos severos ao Irão: recordando uma necessidade

Como a ideologia do regime iraniano torna inevitável a sua ambição nuclear, legitima as ações militares de Israel e dos EUA como auto‑defesa e sustenta que esses ataques foram decisivos para travar a proliferação nuclear e conter uma ameaça regional.

The Rise of Post-2010 Hardcore Woke Culture

On how hardcore woke culture is best understood not as a novel ideological development, but as a contemporary manifestation of a recurring historical pattern: radical egalitarianism pursued as a total moral project.

Manifesto para uma Outra Cidade

Sobre intervenção psicossocial e intervenção sociopolítica, reflexões presentes na obra Atores do pó na idade da pedra – uma etnografia urbana das drogas, do mesmo autor, publicada em 2023.

Natal e ano novo.

CRÓNICA

Porque não se Deve Estudar Humanidades: Carta do Pai de Ted Turner

Carta enviada pelo pai do magnata da comunicação social Ted Turner ao filho em 1957, quando descobriu que este pretendia seguir estudos clássicos. “Estas matérias poderão dar-te uma comunidade de interesses com uns poucos sonhadores impraticáveis e com um grupo selecto de professores universitários. Deus nos livre!”.

Quem financia o transativismo?

Uma descrição muito detalhada sobre o rasto do dinheiro e as instituições (fundações, as corporações, as ONGs, os departamentos governamentais e indústrias) que transformaram o transativismo num dos lobbies mais bem financiados do mundo ocidental.

Sobre as Baixas Médicas no Mercado Laboral Português

800 mil portugueses meteram baixa em 2024. Isto, por si só, explica muitos problemas de produtividade sem necessidade de grandes teorias económicas. Mas a divisão por género torna tudo ainda mais claro: as mulheres são 58,72% das baixas, contra 41,28% dos homens. Isto não é uma sensação, não é perceção social, é objetivo.

Novembro em Abril

Uma crítica a visões simplificadas sobre o 25 de Novembro de 1975, destacando o contexto do “Verão Quente”, a tensão social, o papel das estruturas sindicais e militares e a complexa atuação do PCP, defendendo uma interpretação histórica mais rigorosa e nuançada.

Do exótico: tradições angolanas e o pogrom de 1941 em Bagdade.

ARTES VISUAIS

Galeria: Ilustrações de Ofícios Medievais num Códice Polaco de 1505

Galeria de gravuras com variados ofícios medievais, presente num códice polaco, o Kodek Baltazar Behem, datado de 1505.

Curiosidades para todos os gostos.

RUBRICA

Capítulos das Cortes da Era de 1331

Alguns capítulos gerais das cortes da era de 1331, convocadas por D. Afonso IV, na vila de Santarém.

O Tempo como Presente: Três Relógios Oferecidos que se Tornaram Lendas

Damos a conhecer três relógios oferecidos em circunstâncias extraordinárias, peças que se tornaram parte da história pelos melhores motivos. Estas histórias revelam momentos empolgantes da relojoaria e dos seus protagonistas e sabemos que são histórias como estas que nos fazem admirar os relógios: não pela utilidade, mas sim pelo significado e pela memória que encerram.

Alguns começos de livros.

CRÍTICA

Crítica: Paula Rego, Secrets & Stories, de Nick Willing, 2017

O conto de fadas em Paula Rego tem o tom de revolta de uma mulher-cão: contradictio in terminis assumida pela pintora, que surge retratada como um ser estranho — anjo perverso e vingativo — com algo de belo, mas

intocável e intangível.

Avalanche de Marta Chaves: breve nota sobre a sua poesia

Do amor aos monósticos e dísticos, os versos demasiado trabalhados sem que os precedentes e posteriores sejam de igual finura, as metáforas vazias e as hipérboles impróprias.

Os funnies da quadra, sem nada a ver com a quadra.

Beth Rudin DeWoody é uma influente coleccionadora e mecenas norte- americana das artes contemporâneas, reconhecida sobretudo pelo seu papel activo no apoio a artistas emergentes e a práticas experimentais. Filha do promotor imobiliário Lewis Rudin, DeWoody tem-se destacado por um modelo

de patronato próximo e interventivo, financiando directamente a produção artística, exposições e residências, em vez de se limitar à aquisição de obras consagradas. Fundadora da organização sem fins lucrativos The Bunker Artspace e de plataformas como a Outpost Artspace, tem criado espaços alternativos para a apresentação de arte contemporânea fora dos circuitos institucionais tradicionais. O seu mecenato caracteriza-se por uma aposta contínua no risco, na inovação e na sustentabilidade da prática artística, fazendo de Beth Rudin DeWoody uma figura central no ecossistema artístico contemporâneo dos Estados Unidos.

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Revista Minerva Universitaria

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