Sobre as diferenças na prática jornalística entre o regime do Estado Novo e a democracia actual: a censura, a liberdade, a internet, e como seriam notícias hoje se visadas pelo lápis azul.
Foi noticiado no jornal Público um estudo de Ana Rita Alves, do CES, que permitiu aos jornalistas ou à autora concluir que “ciganos têm 43 vezes mais” e “negros 21 vezes mais” probabilidade de serem mortos pela polícia. Isto é totalmente falacioso.
Contribuindo com cerca de um terço de toda a produção no mundo, a exportação portuguesa de cortiça faz-se na forma de rolhas, em sinergia com a vinicultura. Apesar de factualmente correta, esta afirmação não é representativa da realidade complexa desta indústria histórica.
Sobre quatro muito distintos coleccionadores de arte do século XX. O impulso que leva ao coleccionismo pode advir de origens variadas mas, na maior parte dos casos, requer significativos recursos pré-existentes.
Sobre senhoras e cavalaria noutros tempos: uma descrição, em forma de exploração fantasiada, a partir de uma ilustração que remete ao século XVII e que envolve o papel feminino, a cavalaria, os ferreiros e as classes sociais.
O problema da autoria em Fedro nasce na sua assinatura e dramatiza-se. Platão escreve o diálogo de Sócrates e Fedro, porém só pelo texto é impossível saber como Platão ouve o diálogo, ou se sequer o ouve, ou se houve alguma vez algum diálogo entre Sócrates e Fedro.
Mais uma visita ao mundo dos relógios: sobre Roger Dubuis, companhia que, sob a visão estética e empresarial de Carlos Dias, se expandiu de uma modesta equipa de três para uma empresa robusta de 350 colaboradores.
Sobre cultura, representações sociais e estereótipos: uma reflexão sobre comunicação intercultural, a improbabilidade da comunicação, com referência a Niklas Luhmann, e medidas que podem melhorar o contato intercultural.
Uma longa conversa com Ana Paula Santos, bibliófila, sobre as várias mulheres portuguesas que, ao longo do século XIX, deram o seu contributo ao mundo das letras.
A brincadeira algum dia teria de acabar mal. Por brincadeira referimo-nos à recente moda, absolutamente primitiva, animalesca e enamorada da ignorância, de danificar obras de arte, em protesto contra fenómenos à arte completamente alheios como o clima ou as desigualdades económicas.
Sobre particularidades internas aos contos “Viagem à Petrópolis”, de Clarice Lispector, e “O homem mais magro de Luanda”, de Ondjaki: a composição dos textos e como eles podem se relacionar, aspectos semelhantes e discrepantes nas histórias, e como se constrói a narrativa em cada uma delas.
Sobre dimensões pouco conhecidas para o leitor comum presentes em peças dramáticas da antiguidade: o uso de tropos boçais, uma alegoria com proto-comunismo e esboços de feminismo anti-patriarcal.
Sobre a implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 em Casal de Cambra, um microcosmo dos desafios e oportunidades globais enfrentados por comunidades locais num mundo mais globalizado e competitivo.
Onde se reflecte, de forma exploratória, sobre o conceito de Orientalismo de Edward W. Said, um discurso hegemónico e integrado no nexo entre discurso e poder, que convoca várias ideias e conceitos com as quais se irá tentar estabelecer um diálogo.
Sobre plágio que grandes autores de cinema fizeram à obra de autoras menos conhecidas, e sobre a superioridade técnica do filme histórico europeu em relação ao americano nas décadas de 50 e 60 do séc. XX.
Uma análise ao famoso poema Autopsicografia, de Fernando Pessoa, na perspectiva de fornecer uma espécie de cartografia da sua actividade mental já amadurecida.
Reiteração da nossa chamada para artigos permanente, dedicada a todos os tópicos de relevo universitário: Artes e Letras, Ciências, Engenharia, Direito, Arquitectura, Psicologia, Medicinas, Ciências Sociais, e tudo o resto.
Sobre um vídeo de propaganda de inícios de 2024, feito com fundos públicos, e as suas características racistas, divisivas, um conteúdo que é distante da realidade comum de pessoas de todas as raças, resultando numa peça que fomenta incitamento ao ódio e desconfiança.
A conquista de Ksar Sghir, em 1458, é uma das peças chave para compreender os inícios da expansão portuguesa em África. Atualmente, as ruínas desse sítio arqueológico são testemunhas de um passado antigo, islâmico e português, que têm fornecido aos pesquisadores um amplo campo de estudo.
Em pleno: mulheres e tecnologia, activismo e crime, namorados, armas e democracia, sobredotados e transtorno, caricaturas, marinhagem e camionagem, Deleuze, guerra, castelos, Aljubarrota e muito mais.
Sobre a conferência de Gilles Deleuze em 1987 na Fundação Europeia de Imagem e Som, identificando o conceito de corte, que convoca Pasolini, Rivette e Herrigel para complementar a reflexão sobre o que pode ser afinal um ato de criação.