25 desenhos do artista plástico Rui Cavaleiro para celebrar os cinquenta anos da revolução de Abril de 1974 que instaurou a democracia liberal em Portugal.
Ceifeira.Carga policial. Um disco de José Afonso, ou melhor, a capa de um disco. Uma memória.Uma história, ou melhor, o começo da história.Uma reunião de estudantes, em que se discutiu « como combater o fascismo ». Medo.“A cadeira que fez aquilo que a bomba não fez”Ocupação na reforma agrária.Otelo.Cravo Punho.A fuga dos fascistas: nesse dia, em 1974, uns ministros se esconderam numa sala recôndita de um ministério do Terreiro do Paço. Depois, escavaram um buraco para a rua e fugiram com a ajuda de uma escada. É essa divertida peripécia que eu represento neste desenho em 3D.Um poema visual.Um soldado a retirar uma fotografia da parede . Não está a colocar uma fotografia na parede, não se iludam.Povo na chaimite.Adriano Correia de Oliveira.Ceci n’est pas une pipe.Francisco Sousa Tavares sobe para uma guarita e fala às massas, anunciando a rendição de Marcelo. Não deste Marcelo, do outro, claro. O Sousa Tavares vestia um impecável fato cinza , com um lenço de seda no bolso da frente.O momento em que os revolucionários começaram a ser aplaudidos pela multidão, que devia ter ficado em casa , mas não ficou.Os manifestantes desfraldam uma enorme bandeira vermelha, perante a estupefação dos polícias.“Um pide em cuecas”. Os militares deviam revistar os pides para verificar se levavam armas. Esta cena foi real, mas eu resolvi não retratar o verdadeiro pide, que era gordinho e tinha uma barriguinha . Por razões estéticas, desenhei um tipo mais elegante. Liberdades de artista.José Afonso.O o primeiro telejornal não censurado. O Balsinha e o Fialho Gouveia puderam ler as notícias sem que ninguém lhes dissesse, “isto sim, isto não”.Salgueiro Maia.“O Preso de Caxias”. Entristece-me dizer que ninguém adivinhou quem seria, mas é o Palma Inácio, esse mesmo. Aqui o podem ver no dia da sua libertação. “Ou saem todos, ou não sai nenhum!” disseram os presos.O cravo gigante.É verdade que a partir de determinada ocasião as coisas não corriam tão bem. Os jornalistas inventavam notícias, o militares enervavam-se, os espiões eram mais do que as moscas. Então, um dia, um jovem capitão teve de ler um comunicado, com a sua voz serena, para acalmar os mais agitados.
Galeria com fotografias de Ana Vieira Vicente ilustrando frontispícios da paisagem etnográfica rural, com breves textos romanceados inspirados nas imagens.
Athina Koumparouli apresenta na Manifesta 16 Ruhr (igrejas abandonadas do Ruhr) duas obras: All the Views I Can’t Remember (fragmentos de vidro reorganizados) e Dead Natures / New Entities (escavações e plantas em cobre). Explora memória, matéria e transformação. Até 4 out 2026, Kulturkirche Liebfrauen, Duisburg.
Quatro séries temáticas da autoria do artista André M.C. Correia, com obra inspirada pela arquitectura, cinema, viagens e quotidiano urbano, que explora a atmosfera, a memória e a carga emocional de espaços imaginários através de narrativas visuais de carácter onírico.
Galeria fotográfica com alguns aspectos da vida piscatória chinesa e da paisagística geral na localidade do Porto Interior de Macau, em 1964, captados por uma lente amadora.