Ceifeira.Carga policial. Um disco de José Afonso, ou melhor, a capa de um disco. Uma memória.Uma história, ou melhor, o começo da história.Uma reunião de estudantes, em que se discutiu « como combater o fascismo ». Medo.“A cadeira que fez aquilo que a bomba não fez”Ocupação na reforma agrária.Otelo.Cravo Punho.A fuga dos fascistas: nesse dia, em 1974, uns ministros se esconderam numa sala recôndita de um ministério do Terreiro do Paço. Depois, escavaram um buraco para a rua e fugiram com a ajuda de uma escada. É essa divertida peripécia que eu represento neste desenho em 3D.Um poema visual.Um soldado a retirar uma fotografia da parede . Não está a colocar uma fotografia na parede, não se iludam.Povo na chaimite.Adriano Correia de Oliveira.Ceci n’est pas une pipe.Francisco Sousa Tavares sobe para uma guarita e fala às massas, anunciando a rendição de Marcelo. Não deste Marcelo, do outro, claro. O Sousa Tavares vestia um impecável fato cinza , com um lenço de seda no bolso da frente.O momento em que os revolucionários começaram a ser aplaudidos pela multidão, que devia ter ficado em casa , mas não ficou.Os manifestantes desfraldam uma enorme bandeira vermelha, perante a estupefação dos polícias.“Um pide em cuecas”. Os militares deviam revistar os pides para verificar se levavam armas. Esta cena foi real, mas eu resolvi não retratar o verdadeiro pide, que era gordinho e tinha uma barriguinha . Por razões estéticas, desenhei um tipo mais elegante. Liberdades de artista.José Afonso.O o primeiro telejornal não censurado. O Balsinha e o Fialho Gouveia puderam ler as notícias sem que ninguém lhes dissesse, “isto sim, isto não”.Salgueiro Maia.“O Preso de Caxias”. Entristece-me dizer que ninguém adivinhou quem seria, mas é o Palma Inácio, esse mesmo. Aqui o podem ver no dia da sua libertação. “Ou saem todos, ou não sai nenhum!” disseram os presos.O cravo gigante.É verdade que a partir de determinada ocasião as coisas não corriam tão bem. Os jornalistas inventavam notícias, o militares enervavam-se, os espiões eram mais do que as moscas. Então, um dia, um jovem capitão teve de ler um comunicado, com a sua voz serena, para acalmar os mais agitados.
Luís Moreira é um fotógrafo profissional residente em Vila do Conde. Nesta publicação apresentamos um breve portfólio do seu trabalho, com cenas paisagísticas de viagens em vários pontos do mundo.
Um divertido sortido de capas geralmente berrantes de um género de menor representação em Portugal mas de monumental sucesso no mundo anglófono em geral: os “romances do coração”.