A Literatura como locus de Liberdade

Ensaio que parte de um excerto da obra L’Entretien Infini (1969) de Maurice Blanchot (1907-2003) e apresenta, a três tempos, aquilo que pretende constituir uma reflexão acerca da literatura como lugar de liberdade.

A Imprensa e o Engodo do Estado Tutor

Sobre o caminho perigoso pelo qual nos guia a imprensa do século XXI na política portuguesa e como é necessário um suporte credível que nos permita defender os interesses da democracia e não um dúbio quarto poder que nos embarace num engodo do estado tutor.

Onde Estou, Sou

Série fotográfica temática com modelo feminino.

Lisboa Oblíqua

Uma viagem por Lisboa, principalmente através da observação oblíqua dos andares cimeiros dos seus prédios, a partir de uma lente de Miranda do Corvo, a de Claudina Diego.

Tableau Vivant: Isabelle, L’innocent Terrible

“They’re not mine”, diz Isabelle, a protagonista do filme Innocents (2003), num misto de entusiasmo e incredulidade por ter encontrado em sua casa um par de luvas femininas extraordinariamente compridas.

Crítica: Pra Cima de Puta e a Poética do Insulto

Uma curiosa análise a uma obra de Cristina Ferreira, sugerindo que qualquer esteta que se preze só poderá apreciar com grande delícia o registo puramente formal e com pouco conteúdo do universo do insulto que lá encontramos.

A Ferida do Anjo Batalhador: Sobre Alguma Poesia, de Carlos Drummond De Andrade (1930)

Sobre a noção de espaço interior e exterior, sujeito e paisagem, narrativa e mundo, no livro Alguma Poesia, o primeiro da obra de Carlos Drummond de Andrade.

Código 101 Mudança de Protocolos – Videojogos nas Humanidades [?]

Uma análise de algumas questões conceptuais e filosóficas em três videojogos em específico: Bioshock (2007), Andrew Ryan Undertale (2015) e NieR: Automata (2017).

Millennials e a Arte Contemporânea: uma Análise Sociológica

Analisa-se o mundo da arte contemporânea de um ponto de vista teórico e sociológico, de modo a compreender a ligação dos millennials ao mundo da arte, analisando as técnicas de marketing dos museus e galerias.

Crítica: Vanguarda e Kitsch (Clement Greenberg, trad. João R. Figueiredo, 2018), Lisboa: Imprensa da Universidade de Lisboa

Recensão crítica a um conjunto de ensaios que captam as teorias da arte de um dos mais famosos críticos do sec. XX, Clement Greenberg, profusamente ilustrada com obras da pintura moderna.

Crítica: Hillbilly Elegy; [Lamento de uma América em Ruínas] (Netflix, 2020)

Nesta adaptação de uma biografia rural norte-americana, vemos Ron Howard, insuspeito autor da tradição hollywoodiana dos melodramas para a família, na sua vocação e costume de privilegiar, em primeiro plano, a lírica cinematográfica, e tendencialmente secundarizar algum comentário social que possa estar presente na narrativa.

Review: Normal People (2020, adapted from Sally Rooney) — Disclosing so Much With Few Words

Adapted from Sally Rooney’s 2018 book, Normal People is a 2020 TV miniseries that tells the story of Connell and Marianne’s relationship through the years. Connell is the popular high school jock with a bookish side, while Marianne is the bullied intelligent rich girl at the bottom of the social hierarchy.

Crítica: Os Últimos Escritos (trad. António Pescada), Lev Tolstoi, 2018

Esta compilação de textos curtos pode justificar-se por serem vestígios da segunda vida de Tolstoi: são, de um ponto de vista unívoco, textos de renúncia.

A Peste de Albert Camus: Reflexões

Ao receber o Prémio Nobel da Literatura no dia 10 de dezembro de 1957, em Estocolmo, Albert Camus profere um discurso no qual expressa várias ideias em relação ao que representam, para si, a escrita e o papel de escritor.

Uma Equiparação Entre a Dignidade da Pessoa Humana e a Soberania do Estado

Um ensaio que propõe o seguinte paralelo: será que a soberania está para o Estado como a dignidade está para a pessoa humana?

Family Romance LLC (Werner Herzog, 2019) – O Papel da Ficção no Novo Real

Onde se analisa Family Romance, LLC de Werner Herzog à luz da sua “verdade extática”, explorando a confusão entre ficção e realidade numa sociedade atomizada, o culto da autenticidade e a erosão do espaço público através de serviços de aluguer de papéis familiares.

A Literatura Como Meio De Luta Aos Totalitarismos. O Combate Ao Extremismo Islamista Através De 2084, De Boualem Sansal

Existem no mundo contemporâneo divergências acerca do que temos vindo a confrontar nos últimos anos, nomeadamente a noção identitária que engloba a sociedade de hoje. No coração da Europa, a França é o palco de ataques aos ideais democráticos através de atentados terroristas ditos de cariz religioso; mais concretamente, islâmico.

Crítica: Tenet (2020), espionagem e Nolan em piloto automático

A melhor obra do realizador mediano Christopher Nolan até agora é aquela em que o género do filme de espiões o ultrapassa e deixa o autor em piloto automático: é a vitória do género sobre o autor, e em particular de um bom género sobre um mau autor.

A vocação poética de Karol Wojtyła

Karol Wojtyła, João Paulo II, deixou um legado significativo de encíclicas e ações, destacando-se na defesa dos direitos humanos e promovendo a relação entre arte, fé e compaixão.

O Primeiro Morango, ou um Pequeno Almoço

Uma pequena crónica sobre exílio e renascimento.

O Silêncio de Cordélia

Uma leitura da obra de William Shakespeare, King Lear, que coloca a culpa do mau caso das coisas na própria Cordélia, filha do velho rei, espécie de pirralha mimada que se recusa a jogar o jogo da linguagem.

Metafiction in Harvey (Mary Chase and Henry Koster, 1950)

An investigation into the metafictional properties of Harvey, a 1950's movie with James Stewart about a best friend who is an imaginary giant rabbit.

Crítica: Horse Girl (2020) e a representação da equizofrenia

Sobre a obra cinematográfica de Jeff Baena e Allison Brie, Horse Girl, 2020, um dos melhores retratos da história do cinema e possivelmente da ficção sobre a experiência esquizofrénica na primeira pessoa.

Crítica: Groundhog Day (Harold Ramis e Danny Rubin, 1993)

Descrição da famosa comédia Groundhog Day, de Harold Ramis e Bill Murray, como uma alegoria de habituação à vida.

Crítica: Joker (2019) e o super-herói no universo Joaquin Phoenix

Segundo o realizador, o projecto Joker não introduz Joaquin Phoenix, o protagonista, no universo dos super-heróis, mas sim introduz este universo no mundo de Joaquin Phoenix.