O tema da máscara em O Homem Duplicado, de José Saramago, sob três perspectivas: a máscara em relação ao nome, a máscara como disfarce e a máscara social como o sorriso.
Em mais um episódio alarmista sobre "racismo", em 2022, ninguém se entende: os dirigentes do futebol e as associações cívicas, as editoras de livros, e os professores de filosofia. Tudo intermediado pela pouco esclarecedora comunicação social.
Um estudo sobre o sentimento público da população portuguesa relativamente a António de Oliveira Salazar, 50 anos após a sua morte, usando a rede social Twitter.
Três avisos: sobre colar as mãos a obras de arte em protesto, o uso abusivo de epítetos políticos pejorativos, e a distribuição ideológica dos orgãos de comunicação social.
Análise do romance O Que Fazem Mulheres de Camilo Castelo Branco como metaliteratura oitocentista, destacando prólogos, capítulo avulso, interrupções, erratas e suplemento que refletem sobre a escrita, a ficcionalidade e a virtude da obra ligada a Ludovina.
Sobre o papel fundacional da literatura, a par da pintura, na obra do cineasta americano David Lynch e como nela o uso profundamente simbólico e poético da palavra se emparelha exemplarmente com as imagens.
Denúncia de como a leitura do famoso “paradoxo da tolerância” de Karl Popper popularizada por um famoso cartoon que circula na internet é uma distorção grosseira das palavras do filósofo, que nunca advogou cancelamentos nem restrições do discurso.
Uma abordagem que explora as relações intersemióticas entre fotografia e poesia, analisando leituras de texto e imagem e tipologias de textos mistos, híbridos e fusionais, destacando o potencial criativo da sua coexistência em objetos artísticos.
Nesta conversa, Filipe Marques Fernandes, doutorando em História na FLUL, abordou a importância do estudo da História para uma maior valorização do património histórico e como forma de interpretação da sociedade atual.
Poder e agência feminina no hinduísmo em Portugal: estratégias de poder feminino em contexto migratório, ou como a manutenção da fronteira étnica pode favorecer agência e poder no grupo feminino hindu em Portugal.
Uma falácia frequente que observamos no discurso público é afirmar-se que, no contexto português, certos pontos de vista eventualmente aberrantes — p.ex., racismo, homofobia, fascismo, etc. — não são opinião, são crime. Ora tal é, à luz do direito português, absolutamente falso.
Recordamos o mundo fantástico e espampanante das revistas de literatura e arte de vanguarda do início do século XX: o dealbar de novas formas de modernidade, já pós industrial, que existiam numa atmosfera de vigor intelectual único e até agora pouco ou nada reeditado.
Análise do romance Alves & C.ª de Eça de Queirós como crítica à sociedade burguesa, explorando o adultério, a recusa do duelo trágico e o apaziguamento entre o sentimentalismo romântico e o pragmatismo moderno no protagonista Godofredo Alves.
Onde se analisa a retórica de Olavo de Carvalho em duas das suas obras, comparando sua visão da Roma antiga com a literatura especializada e identificando tópicas e técnicas argumentativas à luz de Cícero, Perelman e Aristóteles.
Breve descrição dos conceitos relacionados com os instrumentos lógicos dos mundos possíveis e da modalidade, num breve ensaio destinado a iniciados na matéria.
Sobre exposições sensacionalistas de comportamentos como assédio ou abuso moral ou sexual, recomendamos precaução e cepticismo quanto à denúncia colectiva e à histeria jornalística: as acusações devem ser analisadas ao pormenor e com objectividade, longe do clamor das multidões.
Uma abordagem filosófica a uma famosa obra cinematográfica de ficção científica e de entretenimento familiar, Back to the Future, de 1985, onde se analisa uma complexa questão ontológica: como pode um sujeito manipular as pré-condições materiais de que depende a sua própria existência?