Autor: Miguel Tamen

Crítica

Crítica: Fátima (João Canijo, 2017)

O que torna um filme cómico é certas pessoas (o realizador, os actores) fazerem coisas cómicas; e o que torna um filme azul é certas coisas (objectos filmados, a emulsão da película, a iluminação) serem azuis. Mas um filme religioso não é o resultado de pessoas fazerem coisas religiosas; ou de objectos terem a propriedade de ser religiosos. Fátima, de João Canijo, não é, apesar do título, um filme religioso.