Aqui podem encontrar alguns temas sobre os quais estamos particularmente receptivos a receber submissões. A lista destes vai variando conforme o tempo e conforme os mesmos já tenham sido suficientemente abordados ou não, tanto nas nossas edições como na vida pública em geral.
Política
Textos e trabalhos sobre o antigo bloco soviético. Os prós e contras do regime. A sobrevivência de aspectos capitalistas na vida diária das pessoas. A estética visual (arquitectura, propaganda, arte) do regime.
Capitalismo: desenvolvimentos sobre aquilo a que chamamos “capitalismo tardio”/“capitalismo selvagem”. No primeiro caso, é uma descrição sem fundamento? No segundo, é uma contradição em termos?
Compatibilidades entre o comunismo e o anarquismo: a visão histórico-materialista do marxismo e a tradição anarquista; papel da religião em cada um dos sistemas; noção de propriedade e se as categorias marxistas/comunistas para a mesma encontram reflexos no anarquismo.
Ideologia ambientalista e suas problematizações. Ambientalismo como moralismo; ambientalismo como puritanismo; ambientalismo como personalização da natureza/planeta.
Critérios objectivos para estabelecimento de posições num espectro político; são possíveis categorizações absolutas ou são todas relativas umas às outras e às contingências sócio-políticas de determinada época?
Quando se fala, na comunicação social e no discurso público, da China enquanto entidade política, quem é exactamente “a China”? Quais são os nomes, as biografias e as hierarquias das pessoas que a controlam?
Sobre como qualquer disposição, numa democracia liberal, que leve a considerar certas forças políticas como contrárias a essa democracia liberal é, em si mesmo, e sempre uma posição em contradição com o próprio regime da democracia liberal.
Hipótese sobre os três maiores lobbies de emprego em Portugal: colégio militar, lobby gay e pupilos do exército — além da maçonaria, claro, em muito menor escala mas maior importância.
Donald Trump como metaficcional: o político que mais quebra a quarta parede de todos os tempos.
Cultura e Sociedade
Violência doméstica e artes marciais.
Cultura motard.
O mundo da prostituição e a literatura.
Ética na condução de veículos, motorizados ou não, em geral.
Paralelos e diferenças entre a Mocidade Portuguesa, os estudantes católicos que censuraram António Botto, e as hordas de justiceiros sociais no séc. XXI (“cultura do cancelamento“).
A Guerra Civil Americana, o sul segregationista e os partidos políticos: como foi possível (em termos político/psicológicos) ao Partido Democrata ter passado da posição segregationista para o estado actual, e o Partido Republicano ter passado de advogado da libertação dos escravos para ter representação de apenas 10% do voto negro? Estas posições são voltes-face ou evoluções na continuidade?
Se a questão da escravatura poderia ter sido resolvida sem recurso a uma guerra civil; se a secessão dos estados do sul era sancionada pela constituição; se a escravatura existiria como instituição nos dias de hoje nesses estados ou se a evolução normal das democracias parlamentares representativas capitalistas levaria ao seu desaparecimento.
A escravatura, o conflito militar e a tirania, instituições parcial ou totalmente aberrantes, como estágios de evolução no progresso das sociedades, necessários ou contingentes.
As redes sociais e a adequação ou não adequação do registo escrito, que é imperativo, à forma tendencialmente oral e vulgar mais commumente usada.
A série de filmes Jackass e o experimentalismo físico dos adolescentes.
Touradas e ética face aos animais.
Arranha-céus, elevadores e modernismo: modificações categóricas ou contingências?
Sobre fisionomia e personalidade ou comportamento: como estamos neurologicamente programados para estabelecer ligações desse tipo; como nenhum critério científico pode ser encontrado para o mesmo processo; como esses traços se sobrepõem com agrupamentos étnicos; etc.
Mito ou realidade: há ou não uma cultura de mentira no mundo árabe em geral?
A arte da entrevista na literatura, no jornalismo, na comunicação social e no entretenimento: a sua história e o seu estado na contemporaneidade. Alguns entrevistadores lendários: Larry King, David Frost, Johnny Carson, Joe Rogan, Carlos Cruz, Oprah Winfrey. A arte de ter uma boa conversa acessível e discernível para o público em geral.
Travestis clássicos: Ed wood, Holly Woodward, heliogabalus, divine.
Pedofilia e pop rock: como as energias altamente sexuais da música rock e a sua associação a idades juvenis proporcionam encontros ousados entre diferentes faixas etárias na prática do amor erótico. Exemplos: Baba Baby, de Kelly Key; Lemon Incest, de Serge Gainsbourg; Saw her standing there, de Paul Mcartney; e muita da obra de Marilyn Manson. Ao contrário do que commumente se pensa, estes encontros não representam necessariamente “pedofilia“ tout court — a mesma só se verifica em encontros com pré-púberes.
Gavetas: a história das gavetas.
Propostas para igualdade adicional aos regimes presentes: subsidiar através do orçamento de estado os casais do mesmo sexo para que possam reproduzir-se através de barriga de aluguer.
A história da terminologia de referência a homossexuais, em português, inglês e outras línguas: abundam formas coloridas como is he musical, fruit, coloured, inverted, etc.
Concursos de beleza feminina: como começaram, como foram combatidos por certo feminismo, modificados conforme isso, e hoje.
Ensino obrigatório, idade mínima do trabalho, trabalho infantil, vida adulta iniciada mais tarde, consequências para o casamento e para a filiação.
Biologia
Sexo/género/biologia: quais os fundamentos naturais? É possível abordar o tópico sem um viés que aponte para o dualismo ou para o pluralismo, à partida?
Os ecossistemas dos depósitos de lixo: a interacção entre a matéria orgânica e inorgânica na vida dos microorganismos.
Como é feita a carne em laboratório e o que é.
Os ecossistemas dos depósitos de lixo: a interacção entre a matéria orgânica e inorgânica na vida dos microorganismos.
História
Como seria se os Aliados, na fase final da segunda guerra mundial, tivessem feito o que George Patton achava e confrontado militarmente o Império Soviético.
Século XX português: Estado Novo e o Partido Comunista Português como entidades existindo numa relação simbiótica; um alimentando a existência do outro.
Salazar e Fidel Castro: “Vidas Paralelas”. As semelhanças (longevidade, habilidade política, retórica) e as diferenças (nacionalismo/internacionalismo, personalidade recatada/ extravagante, conservadorismo/revolucionarismo).
A queda dos impérios: há uma definição universal de “império”? Se sim, há alguma teoria universal sobre a sua queda? Se não, discuta-se o que existe em lugar de “império” — e o que passa a existir após a sua “queda”.
A mitomania dos antropólogos: como Margarete mead, James Frazer, entre outros, basearam o seu trabalho em observações até certo ponto inventadas.
Carlos I de Inglaterra, sua decapitação e o período de 11 anos de república, experiência dramática que muito traumatizou os britânicos.
O estado nação como construção social.
Como Cuba, Venezuela e Coreia do Norte são objectivamente pesadelos económicos e sociais. Não se trata de qualquer mito urbano. Todos os dados o indicam. Nomeadamente os de migrações, e é absurdo convocar isto como se fosse alguma anedota.
Arte
Andy Warhol e a serialização: por via da sua herança familiar e cultural, do tipo bizantina.
Cinema
O estado actual da arte visual com a prevalência das plataformas digitais e da TV, por oposição a uma eventual decadência da experiência do grande ecrã.
Birth of a Nation, de Griffith, nos dias de hoje. Narrativas do bem contra o mal e questões raciais.
Magic Mike, Magic Mike XXL, Magic Mike: The Final Dance e a cultura do submundo do strip masculino: relações sociais e humanas.
Filmes de super-heróis (2000-2022): conseguem medir-se perante a grande tradição do cinema? Conseguem medir-se com os westerns? Universo Marvel Studios: experimentalismo em Wandavision, What If?… e onde mais?
Filmes — e eventualmente literatura — sobre mulheres fora da lei (emancipadas, portanto): Telma and Louise; a Bonnie de Clyde; Mata Hari; calamity jane.
Como o pior realizador popular do pós anos noventa pode ser Quentin Tarantino. A cópia, a reconstrução barata do cinema que via quando era novo, aliás plenamente assumida tanto pelo que diz como na última película sobre Hollywood — que, por sinal, pode ser lida como a sua melhor. Não há qualquer comentário, apenas cópia.
O cinema de Hollywood na época anterior ao Código de Produção de Filmes de 1934.
Economia
A existência de colónias como vantagem ou desvantagem económica para o país colonizador: argumentos a favor e contra e análises caso a caso.
Falácias e enganos na contabilização de riqueza: a diferença entre tipos como dinheiro vivo, participações voláteis, património mobiliário, perfil de fiabilidade de crédito, etc.
Abordagem do actual estado económico-histórico da globalização não como late stage capitalism mas antes pelo contrário: early stage capitalism, predizendo que o mesmo se estenderá ainda longamente pelo tempo. Vd. Fukuyama, etc.
A economia como área extraordinariamente contra intuitiva.
Filosofia
Os temas da “alienação” e da “fetichização” de acordo com o seu uso nesses termos em Marx e Freud.
Sobre a imitação e arte: como frequentemente em concursos de imitadores de celebridades sucede que a própria celebridade em pessoa, por brincadeira, insurge-se como concorrente e não consegue a vitória.
Sobre como feminismo não é um bloco monolítico e não adianta falar do mesmo como se fosse. É um movimento com varias escolas e várias vagas, algumas delas completamente antagónicas.
Thoreau e Emerson: a anti filosofia, e como pensar e viver são dependentes.
Religião e Teologia
Monoteísmo e politeísmo; porque é que tendemos a considerar o monoteísmo superior?
Ateísmo como prática religiosa.
A religião e as humanidades: a estranheza de alguns estudantes de humanidades quando vêem tópicos da religião nas artes e nas humanidades.
Expressões eróticas no Catolicismo e no Cristianismo em geral.
As música de José Afonso como alegorias teológicas.
A música religiosa e litúrgica contemporânea.
Literatura
Eça de Queirós vs Camilo Castelo Branco: a popularidade quase unânime do primeiro e o relativo esquecimento do segundo, no contexto contemporâneo.
Manga e Hentai em geral.
O pesadelo, em termos de qualidade, de importância e de projecção, que é a poesia contemporânea portuguesa em particular desde o novo milénio.
Cosmologia
Modelos alternativos ao do big bang: há outros, de universo estacionário, sem origem, etc.
Matemática
Matemática e beleza: as provas “belas” ou “elegantes” e as provas “feias”.
Universidade
Um orientador deve por o escritor da tese a escrever as suas próprias ideias (as do orientador) porque naturalmente serão melhores que as ideias do orientando, ou deve antes tornar as ideias do orientando o mais fortes possível?
As origens e a ideia da universidade moderna: Cardeal John Henry Newman e Wilhelm von Humboldt.
E ainda: planos para futuras edições
Aqui serão apresentadas edições temáticas e atemáticas da revista. Para já, planeamos os seguintes conteúdos:

Poesia de vanguarda
(curadoria: João N.S. Almeida e Ana Sérgio).
Dedicada a expressões poéticas contemporâneas, o mais originais e inventivas possíveis.

Dossier temático: CULPA
(curadoria: Ricardo Fortunato)
O fantasma que nos assola a todos, em todas as culturas, com vários nomes, de manifestações misteriosas e inesperadas. Pretendem-se contribuições ensaísticas e artísticas.
TECNOLOGIA E AMOR
(curadoria: Ana Sérgio)
