Uma leitura da obra de William Shakespeare, King Lear, que coloca a culpa do mau caso das coisas na própria Cordélia, filha do velho rei, espécie de pirralha mimada que se recusa a jogar o jogo da linguagem.
Sobre a obra cinematográfica de Jeff Baena e Allison Brie, Horse Girl, 2020, um dos melhores retratos da história do cinema e possivelmente da ficção sobre a experiência esquizofrénica na primeira pessoa.
Segundo o realizador, o projecto Joker não introduz Joaquin Phoenix, o protagonista, no universo dos super-heróis, mas sim introduz este universo no mundo de Joaquin Phoenix.
Uma análise não muito apreciativa aos aspectos de conteúdo e de forma já muito gastos da linguagem cinematográfica de Tarantino na sua obra de 2019, Once Upon a Time in Hollywood.
Sobre um género musical de consolidação recente, as field recordings ou soundscapes, que propõem o puro registo do som ambiente de determinado espaço e a sua reprodução e interpretação enquanto pura obra musical e unidade composicional de pleno direito.
"Falar de José Régio é falar de Presença": eis um dos muitos lugares-comuns aplicados à literatura portuguesa, criticados justamente por generalizarem e simplificarem demasiado a obra dos autores em questão. Contudo, neste caso específico o truísmo pode tornar-se interessante, se considerarmos as várias dimensões que o conceito de presença abrange na literatura regiana.
Uma análise do movimento feminista na actualidade, com alguma aprofundada descrição e crítica das principais fases do movimento no Ocidente, assim como alguns pontos históricos de distinção entre os sexos e pontos filosóficos sobre os princípios do masculino e o feminino como constituintes basilares.
Sobre a sistematicidade e a robustez do pensamento de Teixeira de Pascoaes, e um aspecto pouco referenciado, por insuspeito, que é o seu mordaz sentido de humor.
Sobre o ciclo comemorativo dedicado ao compositor novaiorquino de música experimental e de vanguarda John Zorn, que ocorreu no Jazz em Agosto na Fundação Calouste Gulbenkian, em 2019.
Written in 1987, at the inaugural peak of its popularity as a real estate tycoon, The Art of the Deal was initially thought of as an autobiography. But early on, ghostwriter Tony Schwartz realized that Donald Trump's mental way is not given to reflections on the past, tending only to the absolutization of the present.