A brincadeira algum dia teria de acabar mal. Por brincadeira referimo-nos à recente moda, absolutamente primitiva, animalesca e cultista da ignorância, de danificar obras de arte em protesto. Se frequentemente as mesmas se encontram, em museus, por detrás de vidros protectores, que impedem que os típicos ataques de tinta não as desifgurem irreversivelmente, hoje não foi assim. Hoje, no Trinity College, em Cambridge, Reino Unido, manifestantes pró-palestina destruíram a pintura de Lord Balfour, primeiro-ministro inglês do início do passado século responsável por uma declaração a favor de um estado judaico. Destruíram-na não só com tinta mas também a golpes de faca, parcelando-a e deixando a sua recuperação em tons muito duvidosos. É este o destino das brincadeiras abusivas das “crianças”: deixa-se abusar, e as mesmas esticam a corda até partir e até chegar ao ponto em que o ensaio de dano se torna dano irreversível. Para o “activista” protestante, educado no fanatismo e na neurose, nada mais existe além “da causa”, seja a palestina, o ambiente ou o mundo em geral. E um neurótico sob ameaça existencial é capaz de tudo, até da ameaça à vida humana. Tivemos hoje assim a consequência, resultando em algo que no mundo ocidental é um abuso grave: a destruição de património cultural e artístico. Partilham com outros “activistas” noutras partes do mundo e da história semelhantes comportamentos: os Taliban, incorrigíveis iconoclastas, e o regime nacional-socialista alemão, notórios psicopatas avessos a manifestações de cultura estranha à sua. Pedimos assim a quem deixou que a brincadeira continuasse, entendendo que não era assim tão grave, tenha agora vergonha. Entre esses incluímos o poder político, os apologias do “activismo” extra-legal e extra-moral, a comunicação social e todos os que vêem em adultos de vinte e muito anos uma espécie de crianças rebeldes à descoberta do mundo ao invés dos embriões de psicopatas que realmente são. Fica para reflectirem, em jeito de nota editorial, com sadios e francos desejos de um bom fim-de-semana para todos.
Outros Artigos
Gostava de Construir o seu Relógio? Peça os Planos a Clayton Boyer
Desde 2005 que Clayton Boyer vende planos para construção de relógios de madeira, onde é possível encontrar vários tipos de escapes e até relógios de berlindes. Os planos são baseados em relógios antigos e adaptados para poderem ser cortados manualmente.
Tesouros encontrados em Tempos Passados
Alguns tesouros descobertos nas edições da feira de relojoaria vintage Tempo Passado: peças que o tempo filtrou com rigor, relógios que conquistaram a admiração de todos, exemplos que continuam a brilhar na memória dos coleccionadores.
Há mouros na costa!
O fenómeno da escravatura de brancos e católicos no Norte de África desmente a ideia de que a escravidão moderna foi apenas um fluxo unilateral de africanos para as Américas. A realidade era mais complexa e interligada: enquanto Portugal e Espanha participavam no tráfico negreiro atlântico, comunidades inteiras nas suas próprias costas eram vítimas de uma escravização exercida a partir do Magrebe.
