Onde se analisam ao detalhe alegações de abusos morais e sexuais da parte de figuras de relevo do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e se conclui que têm muito pouca credibilidade.
Sugestões de grandes obras sobre história da civilização: de importância antropológica mas com acessibilidade ao leitor comum, elas permitem também relacionar com e distinguir entre valores locais e valores universais.
Sobre o filme A Ressaca e como o que lá sucede é uma história de detectives, uma geneologia: perceber o que existiu antes – “o início” ex nihilo ou pós narcótico. É um mundo contra a tábua rasa, de um universo sem princípio: esta é a teoria ontológica que o filme sugere.
A indignação algo performativa de uma jornalista brasileira em Portugal aquando de ser caricaturada numa representação visual levou-nos a elencar esta magnífica e celebrativa galeria de caricaturas políticas e não só.
Efetivamente, não é possível dar corda à realidade, nem ela aceita pilhas. Como se isso não bastasse, revela-se imprecisa, pouco fiável e imprevisível. No entanto, rejeitá-la acarreta consequências indesejadas. O jet lag é um exemplo paradigmático dessa rejeição corporal da realidade.
Um texto profusamente ilustrado sobre a azulejaria portuguesa e as suas fases históricas ao longo dos séculos, relacionando-as também com movimentos da história da arte e da cultura.
No início de década de 90, Gilles Deleuze, escrevendo para o L’Autre Journal, avançou as bases para a interpretação de um novo momento organizacional. Esta interpretação brotou do trabalho desenvolvido por Michel Foucault – a sociedade da disciplina.
Como pôr o poema a falar: alguns breves apontamentos sobre interpretação, a história da crítica literária e comunidades intepretativas, com referências a críticos como Stanley Fish.
Uma série temática do artista plástico Rui Cavaleiro dedicada a visões sumárias e criativas sobre os vários tipos de promessas eleitorais que podemos encontrar no mundo da política e na arena da propaganda eleitoral que antecede eleições.
A propósito da canção “Auslander Raus” que se tem popularizado na Europa céptica quanto a imigração, abordamos outras canções de protesto por todo o mundo de movimentos contra estrangeiros, contra imigração em geral ou contra vagas específicas de imigração.
Guerra na Madeira, ciberespaço e Dédalo, Aristóteles e Édipo Rei, Ricardo A. Pereira, hipermodernidade, belo e transgressão, reis e moedas, música tradicional, Smile, a Febre de Maria João, e mais.
Sobre uma editora de música, a Ocora, subsidiária da Radio France: são centenas de registos de tradições locais, eruditas e populares, por todo o mundo, pouco conhecidas do mundo ocidental, como as da África e da Ásia profundas, mas não só.
Sugestões de literatura, em particular de filosofia, em que contamos com os conselhos sábios da Notre Dame Philosophical Review, a partir dos quais recomendamos estas oito obras.
Apresentamos uma marca de T-shirt’s e itens do dia-a-dia com design de autor subordinado à associação de filósofos, artistas e algumas celebridades a uma palavra forte que estabelece um contraste desafiante com a personalidade em causa.
Neste pequeno artigo analisam-se alguns pontos que parecem fundamentais para compreender a ideia de belo enquanto algo transgressor, uma força que brota do negativo, tendo por base o livro A Salvação do Belo, do sul-coreano Byung-Chul Han.
Não é esclarecedor chamar à produção do álbum inacabado Smile, dos Beach Boys, de labiríntica ou inconcebível de ser finalizada. Muitos alinhamentos hipotéticos serviriam como conclusão; não devemos confundir falhanço contingente com a noção de obra impossível, que Smile não é.
Desde o advento do comediante Ricardo A. Pereira no entretenimento nacional que corre a ideia de que, além da comédia, é uma figura de gabarito intelectual superior, conhecedor da alta cultura, e dono de uma inteligência fora do alcance do português comum. É bem provável que isto esteja muito longe da verdade.
A estética sempre foi considerada como é tida hoje: apesar de usar termos diferentes, não alterava o seu significado da contemplação do Belo, uma transformação dos elementos alcançáveis através da intuição, da compreensão do Belo, da arte e depois da intuição do interior.
Um divertidissimo trabalho de Pedro Brito, de 2024, voltando a abordar o primeiro-ministro Luís Montenegro e o carácter simpaticamente rural que alguns lhe atribuem.
A curta-metragem de duração generosa – quase 30 minutos – “A Febre de Maria João” (2023; produção da responsabilidade de Maria & Mayer, Lda.) aponta um caminho curioso para o cinema português: simultaneamente estranho e conhecido, desconfortável e cómodo.
No contexto da Segunda Guerra Mundial, a Madeira, apesar de não possuir recursos naturais extraordinários, seria um local ideal para uma base aeronaval, o que levou a que os respetivos Estados-maiores das potências em conflito desenvolvessem planos de invasão e ocupação da ilha da Madeira.
Leia este texto e divirta-se muito a lê-lo. Leia cada uma das letras como quem observa a mais linda das paramécias ao microscópio. Reflita sobre a nossa intenção na escolha de cada uma das palavras. Encare o conjunto de frases como quem encara um estereograma.