Uma breve revisão acerca de um dos argumentos mais influentes em favor da tese filosófica do realismo científico, e também sobre três ataques ou desafios que lhe foram dirigidos.
Sobre a histeria bovina das redes sociais e como afirmações comuns — não propriamente inteiramente certas nem inteiramente erradas — acerca de medicina, saúde e bem-estar podem estalar o clamor acéfalo das multidões.
Onde se aplica a dicotomia kantiana entre belo e sublime ao cinema de Andrei Tarkovsky, explorando o sublime como experiência estética que ultrapassa o entendimento, provoca desconforto e prazer negativo, transcendendo os limites do belo.
Um resumo das nossas publicações e actividades durante o período, com rubricas sobre os artigos mais lidos do ano, feminino e feminismo, e desejos de boas festas com "The Greatest Movie Insults of All Time".
Temos um enorme gosto em apresentar os três artigos mais lidos de 2022, cujos autores presenteamos com um vale de 15€ da wook para cada um, a que se seguem também cinco menções honrosas.
Sobre um manifesto de mulheres francesas de 2018 que se solidariza com acusações de abuso sexual mas que censura de forma veemente e eloquente a condenação da sedução erótica, da livre comunicação entre pessoas adultas, e argumenta a favor do “direito a importunar como fundamental à liberdade sexual”.
E se os centros comerciais não imitassem a cidade mas a construíssem? Sobre o futuro do consumo, do comércio a retalho e dos centros comerciais nas cidades em Portugal e na Europa.
Um ensaio sobre as descrições da interacção distópica entre a espécie humana e a natureza em duas obras recentes da literatura norte-americana: The Handmaid’s Tale de Margaret Atwood’s e Splinterlands de John Feffer.
Um longo ensaio sobre paralelos entre a linguagem, o pensamento e a finança, onde se distingue pensamento como produção linguística de informação trocável, explorando tradução vs. troca através de Heidegger, Sartre e Derrida, e se critica a financeirização do pensamento, arte, ciência e filosofia, defendendo a reincrustação da informação no pensamento.
Sobre a falta de critério, preguiça mental ou impulso censório proto-totalitário que existe quando se abarcam todas as posições cépticas acerca das campanhas de vacinação de 2020 como "negacionistas".
Sobre uma birra de quinze manifestantes na Faculdade de Letras de Lisboa, em 2022, interpretada como uma "manifestação" e amplificada pela comunicação social e pelas redes sociais, na defesa de posições não correspondentes à opinião da maioria dos estudantes.
Sobre o trabalho da universidade moçambicana e dos seus agentes de cooperação no desenvolvimento de iniciativas baseadas no meio local de modo a gerar um impacto global.
Sobre o paradoxo do mandarim tendo como base a obra de Eça de Queirós: será o homem capaz de se manter fiel à virtude se estiver certo de que o seu crime passará impune aos olhos da humanidade?
Uma análise do caso da autogestão da fábrica Sogantal, a partir do Jornal Combate e do Jornal da Sogantal, no contexto do período revolucionário português do final do século XX.
Uma análise à difícil fronteira entre liberdade de expressão legítima e expressões de apelo ao ódio ou à violência que se encontrem na fronteira do crime, de acordo com a jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
Um paralelo entre representações de espaço sexualizado e o que advém desta separação na obra artística de mulheres. Será o espaço nas obras também ele representado como sexualizado, ou a forma como estas são demonstradas servirá como uma crítica a este mesmo conceito?
Sobre a função do teatro de ópera durante a primeira república do Brasil, como se manifesta e dialoga com a sociedade e a organização política cultural e participa do movimento Nacionalista.
Uma abordagem à existência do ritmo musical sem a característica da pulsação, analisando exemplos de Ligeti, Aphex Twin, Burial e outros, que discute como ritmos não-pulsantes desafiam o conceito tradicional, ampliando a experiência auditiva e a criação musical.
Sobre a editora discográfica 4AD, fundada por Ivo Watts-Russell em 1980, casa de inúmeras gravações lendárias de música dark ambient e rock alternativo, entre outros géneros.