Sugestões de leitura: o conceito de arquitectura aplicado a construções animais e vegetais, a dimensão retórica da prosa de Marx, e um volume sobre colonialismo que originou polémica.
Sobre o relógio Ghibli, um monumento nacional no Japão que é na verdade um castelo de autómatos, reconhecível também na obra cinematográfica do estúdio: um bom exemplo de quando a arte ofusca a utilidade nos relógios.
Uma tentativa de revisão sistemática da literatura sobre os quadros clínicos associados à não-conformidade de género, apontando práticas psicológicas adequadas para lidar com os casos.
Sobre comunicação institucional na internet do século XXI: como as instituições lidam, e como podem lidar melhor, com a selvajaria cognitiva e comunicacional das redes sociais na contemporaneidade.
Onde se esclarece o olhar humorístico como possibilidade humana: estratégia experimental para lidar com o mundo, reagir ao sofrimento e atenuar o medo da morte, transformando a realidade e permitindo distância de si, transitando de situações aporéticas a novas possibilidades.
Convocando Oscar Wilde e Northrop Frye, elabora-se sobre várias maneiras de ver a arte na sua relação com a vida, com a adaptação do conto de H.P. Lovecraft O Gabinete das Curiosidades em pano de fundo.
Reflexão em volta de um filme de Alain Resnais e de um poema de Ruy Belo associados pelo mesmo título e pelo mesmo tópico – a inextricável mistura do amor, da memória, da culpa e da saudade.
Sobre como sociedades modernas, construídas no totalitarismo da ideologia, são formas adaptadas de teocracia, regidas pela obediência cega a uma mundivisão cientista e burocrática.
Sugestões de leitura: quatro obras da história de arte contemporânea, o lendário volume de Alexandre Soljenítsin e a hipótese de na realidade não existir uma comunidade LGBT.
Onde se analisa o conto Os Amantes de David Mourão-Ferreira, expoente da poesia portuguesa do século XX, para demonstrar a presença de uma poética erótica na sua narrativa, marcada por sensibilidade, intuição e sedução da palavra.
Tendo iniciado esta newsletter há seis meses, agregando um resumo das últimas publicações e actividades, verificamos que é aquilo que mais se assemelha a uma “edição” da nossa revista. Doravante passaremos a designá-las desse modo, e aqui deixamos a primeira deste ano.
Várias interessantes reflexões sobre os compromissos médicos e filosóficos que se estabelecem na dicotomia e na interação entre fisioterapia e cirurgia.
Um pequeno lembrete sobre a cultura tablóide em Portugal e o facto da não dependência económica do estado ou de grupos comerciais, ou seja, a independência em si mesma, poder facilitar certo tipo de investigações jornalísticas. O preço a pagar é o do sensacionalismo.
Um divertido sortido de capas geralmente berrantes de um género de menor representação em Portugal mas de monumental sucesso no mundo anglófono: os “romances do coração”.
Uma breve revisão acerca de um dos argumentos mais influentes em favor da tese filosófica do realismo científico, e também sobre três ataques ou desafios que lhe foram dirigidos.
Sobre a histeria bovina das redes sociais e como afirmações comuns — não propriamente inteiramente certas nem inteiramente erradas — acerca de medicina, saúde e bem-estar podem estalar o clamor acéfalo das multidões.
Onde se aplica a dicotomia kantiana entre belo e sublime ao cinema de Andrei Tarkovsky, explorando o sublime como experiência estética que ultrapassa o entendimento, provoca desconforto e prazer negativo, transcendendo os limites do belo.
Um resumo das nossas publicações e actividades durante o período, com rubricas sobre os artigos mais lidos do ano, feminino e feminismo, e desejos de boas festas com "The Greatest Movie Insults of All Time".
Temos um enorme gosto em apresentar os três artigos mais lidos de 2022, cujos autores presenteamos com um vale de 15€ da wook para cada um, a que se seguem também cinco menções honrosas.
Sobre um manifesto de mulheres francesas de 2018 que se solidariza com acusações de abuso sexual mas que censura de forma veemente e eloquente a condenação da sedução erótica, da livre comunicação entre pessoas adultas, e argumenta a favor do “direito a importunar como fundamental à liberdade sexual”.
E se os centros comerciais não imitassem a cidade mas a construíssem? Sobre o futuro do consumo, do comércio a retalho e dos centros comerciais nas cidades em Portugal e na Europa.
Um ensaio sobre as descrições da interacção distópica entre a espécie humana e a natureza em duas obras recentes da literatura norte-americana: The Handmaid’s Tale de Margaret Atwood’s e Splinterlands de John Feffer.
Um longo ensaio sobre paralelos entre a linguagem, o pensamento e a finança, onde se distingue pensamento como produção linguística de informação trocável, explorando tradução vs. troca através de Heidegger, Sartre e Derrida, e se critica a financeirização do pensamento, arte, ciência e filosofia, defendendo a reincrustação da informação no pensamento.
Sobre a falta de critério, preguiça mental ou impulso censório proto-totalitário que existe quando se abarcam todas as posições cépticas acerca das campanhas de vacinação de 2020 como "negacionistas".