Será que estamos perante uma vaga inédita de emigração de jovens em Portugal, em particular dos mais qualificados? Na verdade, não. Estamos como sempre estivemos. Temos é muito menos jovens.
Pode uma editora em Portugal decidir que só publica autores negros ou mulheres? Em que medida é que isto não configura discriminação à luz da lei? Em princípio, pode, porque o direito de liberdade de criação editorial sobrepõe-se às prevenções de discriminação previstas na lei.
Para colocar em cheque percepções erradas que tenhamos sobre condições minoritárias e ponderar sobre porque é que determinadas forças sociais as podem colocar em inflação — e, nalguns casos, em deflação — em relação ao seu valor numérico e eventual importância real, deixamos aqui uma lista de várias, com respectivo comentário.
Sobre um estudo da FRA, um inquérito sobre direitos, condições de vida e integração de ciganos ou roma e nómadas em permanente deslocação em 13 países europeus, que avalia o progresso face às metas da UE para 2030 em áreas como a discriminação, pobreza, educação, emprego, saúde e habitação.
Cresci na escola a resolver equações e imaginários, mas o mundo real é bruto, sem enunciado, cheio de emoções que nenhum livro ensina. A vida não tem capítulos fechados nem maturidade final — só suspensão permanente e "aperfeiçoamento contínuo". A educação forma máquinas produtivas, mas falha no essencial: lidar com perda, frustração e vazio. Talvez resgatar a ingenuidade infantil nos salve desta formatação sem fim.
Sobre as Novas Cartas Portuguesas, das “três Marias”, obra que dá voz às mulheres, subverte a literatura portuguesa e mistura géneros como poesia, ensaio e cartas.
Formam-se filas durante a noite para comprar um relógio de plástico. Listas de espera prolongam-se durante anos para adquirir um desportivo em aço. Milhares de pessoas, em cidades diferentes e culturas distintas, acabam por desejar exactamente o mesmo objecto. Quem decide isto?