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Crónica

O ano é novo. E nós, quem somos?

Uma caixa de relógios vazia está cheia de possibilidades. Uma caixa de relógios cheia é o sinal claro de que precisamos de uma vazia. De caixa em caixa avançamos, empurrados pelo desejo e puxados pelo acaso. Tornamo-nos coleccionadores e, nesse processo, construímos um estilo pessoal. Num exercício assumidamente teórico, procurámos isolar alguns dos perfis mais recorrentes, como quem escolhe os instrumentos de uma composição musical.

Explicação de um Povoado Medieval pela Imagem

De uma obra, chamada "Livro das Fortalezas", que contém uma quantidade satisfatória de Fortalezas do Reino, desde o Algarve até Viana. Esta publicação tem o intuito particular de analisar um dos exemplos desses desenhos, com uma análise concisa dos seus atributos.

Como D. Pedro I defende os pobres numa carta de 1351

A maneira como hoje se tem a percepção a respeito dos nossos Reis é muito enviesada por um fenómeno erróneo que coloca a sociedade dos governados em um panorama segregado à sociedade fantasiosa dos Reis. Vejam como D. Pedro I defende os pobres nesta carta de 1351, e concluam.

Sobre a androginia de David Bowie

Sobre como a androginia de Bowie não nasce de um gesto progressista, mas de um gesto aristocrático, quase retrógrado — e como se inspirou na moda masculina neo-barroca do estilista Michael Fish.

A Ideologia de Género e o Grande Dragão

A ideologia de género, entendida aqui não como a existência de pessoas com sofrimento real, mas como um sistema normativo que separa linguagem, identidade e lei da realidade, encaixa estruturalmente numa definição de caos que, quando não é enfrentado, cresce e exige sacrifícios humanos.

A Africanização da Guerra

A africanização impulsionada por Spínola consistia no «recrutamento de africanos com algum nível de instrução, aumentando o número de nativos armados a combater ao lado dos portugueses na Força Militar Africana formada a partir do Centro de Instrução de Milícias.»

Inovação ou progresso? O que uma troca de palavra pode revelar sobre a nossa visão do futuro

A palavra “inovação” não substitui inocentemente “progresso”. Enquanto o progresso aponta para um futuro desejado, a inovação nasce da urgência de conservar um presente em crise. A troca revela o cansaço da nossa relação com o futuro.

O Farhud e a falsificação de Avi Shlaim

O Farhud foi um pogrom antijudaico executado em Bagdade a 1 e 2 de Junho de 1941, numa orgia de violência que deixou mais de uma centena de judeus mortos, centenas de feridos, mulheres violadas, crianças mutiladas, casas destruídas e bairros reduzidos a escombros, permitido pelo estado iraquiano aliado com a Alemanha nazi.

Capítulos das Cortes da Era de 1331

Alguns capítulos gerais das cortes da era de 1331, convocadas por D. Afonso IV, na vila de Santarém

Galeria: Ilustrações de Ofícios Medievais num Códice Polaco de 1505

Galeria de gravuras com variados ofícios medievais presentes num códice polaco, o Kodek Baltazar Behem, datado de 1505.

A Trégua de 1914

A trégua da Grande Guerra no Natal de 1914 não mudou o curso do conflito, mas mostrou que, mesmo dentro da lógica do poder, há momentos em que a obediência vacila. E, quando isso acontece, o inimigo deixa de ser um conceito e passa a ser uma pessoa.

O Tempo como Presente: Três Relógios Oferecidos que se Tornaram Lendas

Damos a conhecer três relógios oferecidos em circunstâncias extraordinárias, que se tornaram parte da história pelos melhores motivos. São histórias da relojoaria e dos seus protagonistas que nos fazem admirar as peças não pela utilidade, mas pelo significado e memória que encerram.

Quem financia o transativismo?

Uma descrição muito detalhada sobre quem financia o activismo transgénero: o rasto do dinheiro e as instituições (fundações, corporações, ONGs, departamentos governamentais e indústrias) que este lobby num dos mais bem financiados do mundo ocidental.

Novembro em Abril

Uma crítica a visões simplificadas sobre o 25 de Novembro de 1975, destacando o contexto do “Verão Quente”, a tensão social, o papel das estruturas sindicais e militares e a complexa atuação do PCP, defendendo uma interpretação histórica mais rigorosa e nuançada.

Porque não se Deve Estudar Humanidades: Carta do Pai de Ted Turner 

Carta do pai do magnata da comunicação social Ted Turner em 1957 quando descobriu que o filho pretendia seguir estudos clássicos: "Estas matérias poderão dar-te uma comunidade de interesses com uns poucos sonhadores impraticáveis e com um grupo selecto de professores universitários. Deus nos livre!"