Crítica: Sinais de Fogo, Jorge de Sena, 1979
Romance de formação artística, inacabado e vagamente autobiográfico, Sinais de Fogo não é um grande romance nem retrata a formação de um grande artista.
A Narrativa do Silêncio e a Procura da “Palavra Exata” em Eugénio de Andrade: Leitura Crítica de Ostinato Rigore (1964)
Num debruçar atento sobre alguns poemas que compõem Ostinato Rigore (1991), descobre-se a maneira como a “palavra plena”, enquanto ideal de espelho e de imagem da transparência do homem ao homem, é uma exploração constante da perfeição última do silêncio poético.
A Paixão dos Ossos — uma conversa com Urbano Tavares Rodrigues sobre Ferreira de Castro, memórias, a natureza, a escrita e a vida
Possivelmente uma das últimas entrevistas de Urbano Tavares Rodrigues, que abordou Ferreira de Castro e a relação entre ambos, ocorrida em Lisboa, a 6 de Maio de 2013.
Muriel, ou da Poesia – O Reencontro como Desencontro Necessário – Ruy Belo e o Cinema
Reflexão em volta de um filme de Alain Resnais e de um poema de Ruy Belo associados pelo mesmo título e pelo mesmo tópico – a inextricável mistura do amor, da memória, da culpa e da saudade.
Todos os Sentidos: Erotismo em David Mourão-Ferreira
Análise do conto Os Amantes, de David Mourão-Ferreira, elaborando sobre a vasta presença de uma poética erótica na sua narrativa.
O Mandarim (Eça de Queirós): Análise Filosófica
Sobre o paradoxo do mandarim tendo como base a obra de Eça de Queirós: será o homem capaz de se manter fiel à virtude se estiver certo de que o seu crime passará impune aos olhos da humanidade?
A Virtude do Livro: Autobibliografia e Metaficção em O Que Fazem Mulheres, de Camilo Castelo Branco
Um breve estudo acerca do caráter metaliterário da obra O Que Fazem Mulheres da autoria do romancista português Camilo Castelo Branco em 1858.
Gabinete de Curiosidades Literárias: O Piolho Viajante (António Manuel Policarpo da Silva, 1802)
Parte de uma rubrica sobre itens literários exóticos, esta dedicada à esdrúxula obra O Piolho Viajante, de 1802.
Sobre Alves e Cª, de Eça de Queirós: A Ira Aplacada
Um breve ensaio sobre o romance Alves e C.ª, do escritor português Eça de Queirós, obra publicada postumamente.
Lembrar Júlio Dinis
Um prolongado e sentido louvor do romancista novecentista português Júlio Dinis, por vezes imerecidamente visto como escritor menor.