Breve nota editorial sobre a confusão entre assédio moral e assédio sexual na academia hoje: a pouca importância que mediaticamente se dá ao primeiro e a atenção desmedida, inflacionada e sensacionalista que o segundo recebe.
Sobre um relato de uma relação abusiva publicado na imprensa portuguesa em 2023, o padrão de representação da mulher como vítima passiva e sem agência que representa, e os atavismos de algumas elites intelectuais face aos dogmas do momento relacionados com o tópico.
Sobre como a Escola não é um espaço público, nem de debate aberto, nem de construção de novas ideias, e muito menos um espaço de transformação, mas sim um espaço de limitação do indivíduo, de disciplina e vigilância.
Oito inéditos, como cozinhar racismo, coloquialismos equivocados, transgénero como travestismo, a idade do consentimento, "why evolution is true", progressismo/nacionalismo, cinema distópico e Peele.
Num romance de Ondjaki, o rapazinho Ndalu vive uma série de peripécias no seu dia-a-dia, muito vivas, muito pueris, convivendo com a família e com quem lhe é próximo: é com estes preceitos que assim se desenvolve um romance de formação.
As mil e uma maneiras de cozinhar racismo: uma reflexão sobre perspectivas limitadas, mediática e politicamente manipuladas, acerca de um fenómeno vasto, universal e constante: o racismo.
Superação da dor através do esforço do exercício físico. Musculação e natação como as provas mais emblemáticas para a renovação do corpo e da disposição anímica humana, que se transforma com o passar do tempo.
Assistiu-se, durante o ano de 2023, a pequenas manifestações de um certo enfado e até revolta, não só das pessoas em geral mas particularmente de alguma população gay e lésbica, com os tradicionais eventos Pride.
Uma reflexão sobre como algumas pontuais e minoritárias objecções a monumentos que celebrem expansões culturais e militares europeias se alicerçam, de forma encapotada, numa teoria subconsciente de supremacia cultural ocidental.
A Sandra May é uma jovem escritora cujo mais recente livro tem sido um sucesso. Nesta conversa, a escritora falou sobre o seu processo de escrita, a sua mais recente obra e o trabalho de apoiar e incentivar novos escritores.
Palavras mal usadas: expressões de uso corrente no léxico público relacionadas com cultura, política e história das ideias em geral, que calcificaram enquanto meros chavões com significados extintos, anacrónicos ou sem lógica à partida.
2001, ano zero: onde se analisa, pela óptica da cultura visual, cinema e videoclipes pós-11 de setembro de 2001, isolando sintomas implícitos do evento como ponto de mudança em obras de massa que, sem o referir directamente, refletem o seu tempo.
Oito inéditos, revistas para adultos, Bildungsroman, Weil, Wilde, Oxford English Dictionary, o senhor “Hilter”, eat ze bugz, e uma entrevista ao director.
Nesta conversa, a escritora Sandra May falou sobre o seu processo de escrita, a sua mais recente obra e o trabalho de apoiar e incentivar novos escritores.
Sobre o famoso e icónico acessório das campanhas políticas de Donald Trump, o boné MAGA, como signo cultural e mediador social, explorando a história simbólica dos chapéus, teorias de Barthes, Debord e Le Bon, e o seu papel psicológico tribal que acentua divisões políticas nos EUA.
Sobre como o vinho e os relógios podem pertencer a mundos muito distintos, porém encontramos dois pontos principais em comum: o envelhecimento e a personalização.
Sobre a chancela lendária do jazz, a Impulse Records, e a sua história desde as origens, fundação e sucesso inicial da editora, passando pela fase do produtor Bob Thiele, até de 1969 em diante.
Sobre a película 12 Angry Men (1957) e como a justiça e as leis do cinema concorrem juntas para o amadurecimento de uma absolvição silenciosa dentro de uma sala de jurados não necessariamente silenciosos.
Seis inéditos, submissões abertas, uma colecção de frases escritas nas paredes de Lisboa, assédio e romance na academia, colonialismo, desenvolvimento, circuncisão e mutilação, vegetarianos famosos, e filmes sobre comida.