Um Pesadelo: Sobre o “Guia para a Utilização de Linguagem Inclusiva” da Universidade NOVA de Lisboa e da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género

Trazemos hoje aqui um assunto que pode parecer inofensivo, de uma saloice divertida, mas que, na verdade, é imensamente problemático e preocupante. Trata-se da fantasia ridícula de que é possível orquestrar mudanças em larga escala do uso da língua pelos falantes, de cima para baixo, das elites para o povo, e que isso representará uma possível mudança de mentalidades.

Este delírio, sem significativas provas de efeito, tem aqui a sua encarnação aterradoramente oficial num documento, publicado em outubro de 2024 pela Universidade NOVA de Lisboa em parceria com a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) — um texto oficial da parte de instituições governamentais e universitárias, portanto, e não um mero manifesto de associações tresloucadas, que podem ler aqui. Este não é um mero “guia” inofensivo. É um manifesto ideológico disfarçado de boas intenções, um instrumento de poder tecnocrático que pretende reeducar toda a comunidade universitária — estudantes, docentes, investigadores, administrativos — através da manipulação forçada da língua portuguesa. O texto, com as suas 23 páginas cheias de ilustrações infantis com gente diversa de mão dada, esconde uma agenda totalitária de cima para baixo: substituir a gramática natural, histórica e eficiente do português, por uma linguagem artificial, prolixa, feia e completamente alheia ao modo como as pessoas normais falam, pensam e vivem. 

É o wokismo institucional no seu pior: uma minoria de académicos ativistas, burocratas governamentais e ideólogos de género, empoleirados nas torres de marfim da NOVA e da CIG, decidindo que a língua de Camões, de Pessoa e do povo português é “patriarcar” e precisa de ser “corrigida” por decreto. Apresentam isto como “compromisso com a igualdade”, quando na realidade é uma tentativa descarada de controlar o pensamento através da palavra, exactamente como Orwell descreveu em 1984, com todos os perigos que esse tipo de projecto acarreta. Vamos aqui tentar analisar o documento, página a página, exemplo a exemplo, com a agressividade que ele merece. Esta tentativa manipulação grosseira da linguagem, e subsequentemente do pensamento e das ideias, não é só ridícula — é perigosa, ineficaz e uma ofensa à inteligência colectiva da maioria dos portugueses que não pediram isto, não querem isto e vão continuar a ignorar isto na sua vida real.

Vamos começar pelo princípio. O Preâmbulo e o Enquadramento são um festival de autojustificação ideológica que revela logo o carácter totalitário da coisa. A Universidade NOVA “reconhece a igualdade de género e a não discriminação como princípios centrais” e decide que a solução é policiar a linguagem institucional. Citam o Manual do CES de 2021, o Guia da Abranches de 2009 e recomendações do Conselho da Europa como se fossem mandamentos divinos. Podemos assim começar por perguntar: mas quem pediu isto? Quem votou? Nenhum referendo, nenhuma consulta popular. Apenas uma resolução de reitoria e uma parceria com um organismo estatal, impulsionada por ventos de mudança sem nenhuma base popular, alicerçada apenas em agendas elitistas da moda. É imposição pura, de cima para baixo, típica dos intelectuais woke que acreditam que o povo é demasiado burro para falar correctamente, e precisa de ser reeducado por “especialistas”.

O texto afirma, com ar de descoberta revolucionária, que o masculino genérico “reflete ideais patriarcais enraizados” e contribui para a “invisibilidade conceptual das mulheres”. Uma mentira totalmente idiota. A língua não funciona assim. A linguagem evolui organicamente, através do uso colectivo, não por imposições tecnocráticas de gabinetes de igualdade. O português não é uma ferramenta de engenharia social que se pode reprogramar como um software, mas um sistema vivo, herdado de séculos de evolução, e qualquer tentativa de o “melhorar” por decreto acaba sempre em fracasso patético — veja-se o caso francês com a “écriture inclusive”, ridicularizada até pela Académie Française, ou o “todes” brasileiro que ninguém usa fora das universidades e das redes sociais de activistas.

E aqui entra o ponto central que o guia ignora deliberadamente, porque destruiria toda a sua premissa: o neutro em português é o masculino por razões históricas e gramaticais, não por sexismo. No latim, o neutro fundiu-se foneticamente com o masculino ao longo dos séculos. O masculino tornou-se o género não-marcado, o padrão para grupos mistos ou desconhecidos. “Os alunos” inclui raparigas e rapazes, naturalmente, sem que ninguém se sinta “invisibilizado”. Isto não é patriarcado; é gramática histórica. Qualquer linguista sério (e não os ideólogos citados no guia) sabe disto. Matos 2020, citado pelo documento, é uma tese de mestrado que tenta provar o contrário com estudos frágeis — mas a realidade do uso diário desmente-o. Quando um professor diz “os estudantes aprovados”, ninguém pensa só em homens. O cérebro processa o genérico como genérico. O guia finge que isto é “opressão” porque precisa de um inimigo para justificar não só a sua existência burocrática, mas para perpetuar um estado de infinitamente desdobráveis conflitos entre classes sociais — já não económicas, mas de todos os outros tipos também.

O Enquadramento vai mais fundo no delírio: cita Gusdorf, Yourcenar, Cerqueira e Magalhães para argumentar que “falar é valorizar” e que o masculino genérico “oprime”. Depois invoca a Convenção de Istambul, a ONU, resoluções do Conselho de Ministros e até a Constituição para dar ar de legalidade à imposição. Esta fundamentação patética, largamente feita de académicos poéticos, literatura de categoria discutível e cartas de intenções políticas para agradar a eleitorados sensíveis, representa na verdade o Estado e a academia a aliarem-se para policiar a fala. A Resolução 64/2006 e a Lei 4/2018 são citadas como mandatos para “neutralizar o género”: ou seja, o governo já obriga os actos normativos a esta treta — e agora a NOVA estende-o à comunidade inteira. Isto é totalitarismo suave, mas totalitarismo — e não sabemos o que trará o futuro. O pior é que o guia admite ser “um instrumento vivo” aberto a “modificações”, mas só para ficar mais inclusivo, nunca para recuar. Qualquer dúvida vai para igualdade@unl.pt — como se fosse uma confissão de pecados linguísticos.

Passemos agora à secção de Conceitos Fundamentais (páginas 8-9), onde o wokismo revela a sua cara mais pseudocientífica. Definir “sexo” como biológico e “género” como construção social é o truque clássico para depois dizer que tudo é fluido. Citam a WHO de 2021, mas ignoram que a própria biologia desmente o delírio de que o sexo atribuído “pode não corresponder”. Interseccionalidade é apresentada como facto, quando é uma teoria académica importada dos EUA que divide as pessoas em hierarquias de opressão vitimista. Estereótipos de género? Claro, mas o guia quer substituir estereótipos reais por estereótipos ideológicos novos (a “diversidade” obrigatória). Preocupantemente, discriminação é definida de forma tão ampla que qualquer palavra pode ser “discriminatória”, e este é o terreno fértil para a censura: hoje é “os docentes”, amanhã é qualquer piada ou expressão popular.

O cerne do guia está nas Orientações para Utilização de Linguagem Inclusiva (secção 3), e aqui vamos fazer a análise exaustiva que o documento merece — exemplo por exemplo, para mostrar como cada “sugestão” é ridícula, anti-económica e destruidora da comunicação. A proposta divide-se em neutralização (abstrair o sexo), especificação (duplicar) e diversidade cultural. Todas falham miseravelmente.

3.1. Neutralização ou abstração do sexo (páginas 12-13): A ideia é usar formas colectivas, omitir artigos, voz passiva, infinitivo para “incluir”. Resultado? Textos burocráticos, impessoais, feios e mais longos.

– “Os docentes” → “O corpo docente; docentes (sem artigo definido)”. Ridículo. “Docentes” sozinho soa a telegrama ou a título de lei seca. Perde-se a naturalidade. Em português real, “os docentes da NOVA reuniram-se” é claro e inclui todos. A versão “neutra” complica sem ganhar nada.

– “Os docentes e investigadores” → “O corpo académico; o pessoal docente e de investigação”. Mais comprido, mais frio. Parece um relatório da DGES. O povo diz “professores e investigadores” e ninguém se ofende, pois o povo é constituído por pessoas normais e não doentes mentais.

– “Aos alunos” → “A estudantes; à classe estudantil/discente”. Horrível. “A estudantes” é gramaticalmente forçado, soa estrangeiro. “Classe estudantil” cheira a propaganda comunista dos anos 70. Perde-se o calor humano de “alunos”, na verdade um termo muito mais abrangente, aberto e solidário.

– “Os estudantes bolseiros” → “Estudantes com bolsa (sem artigo definido)”. Perde precisão. Em formulários fica muito ambíguo.

– “Os trabalhadores” → “O pessoal não académico; o pessoal administrativo”. Despessoaliza. “Trabalhadores” tem dignidade; “pessoal administrativo” parece um funcionário público sem alma.

– “As funcionárias da limpeza” → “O pessoal da limpeza”. Apaga o feminino real quando existe representativamente maioria dessas nesse ofício! Ironia suprema: para “incluir”, apagam a especificidade feminina, procurando talvez chamar homens para a função, podendo estes nunca chegar.

– “O empregador” → “A entidade empregadora”. Mais uma vez, voz passiva e abstracta. Desumaniza.

– “Os candidatos” → “As pessoas que se candidatam”. Muito mais longo. Em anúncios de emprego fica prolixo e aborrecido.

– “O requerente” → “A pessoa requerente; a pessoa que requer”. Duas palavras onde bastava uma. Economia linguística é zero.

– “Os interessados” → “As pessoas/partes interessadas”. Repetitivo e jurídico.

– “Os participantes” → “As pessoas que participam / quem participa”. Perde força.

Agora os clássicos que mostram o delírio:

– “Filho de” → “Filiação”. Em formulários de matrícula! Isto retira o laço humano. “Filiação” é burocracia; “filho de” é vida.

– “Filhos” → “Descendência”. Frio como gelo.

– “Nascido a” → “Data de nascimento”. Perde o sabor popular.

– “Vive sozinho” → “Vive só”. Pequena mudança, mas multiplica-se em todo o texto. Quem é que se vai lembrar disto?

– “O Homem” → “A Humanidade”. Aqui perdemos a literatura inteira. “O homem é mortal” de Camões ou Sartre perde grandeza. “Humanidade” é abstracto e sem alma.

– “Os meninos” → “As crianças”. Apaga parte do afecto, torna a classificação mais biológica e burocrática.

– “O Diretor” → “A Direção”. Impessoaliza chefias, torna-as menos palpáveis.

– “Bem-vindos” → “Damos as boas-vindas”. Em discursos de abertura de ano lectivo! Em vez de “Bem-vindos à NOVA!”, fica “Damos as boas-vindas…”. Perde calor, perde oratória, perde impacto emocional. Ridículo.

– “Direitos do Homem” → “Direitos Humanos” (obrigado pela Lei 45/2019). Já era padrão internacional, mas o guia celebra como vitória. “Homem” era genérico (do latim *homo*). Perde-se a tradição, ganha-se uma tradição inventada em 2019, anteontem — sendo uma obsessão por género das palavras, não por conceitos.

– “Médicos e Enfermeiros” → “Profissionais de saúde; pessoal médico e de enfermagem”. Perde especificidade profissional.

– “Aos utentes” → “Às pessoas que utilizam”. Mais palavras, menos clareza.

– “Os eleitores” → “O eleitorado”. Abstracto.

– “Os candidatos devem enviar o formulário” → “O formulário deve ser enviado”. Voz passiva esconde o agente, e em comunicação oficial fica evasivo.

Cada um destes exemplos mostra dois problemas centrais: primeiro, a linguagem neutra proposta é linguisticamente pouco económica. O português é rico precisamente porque usa o masculino como default eficiente. Forçar colectivização ou passiva torna os textos 20-50% mais longos em média, repetitivos e aborrecidos. Complica a comunicação oral (experimente dizer “damos as boas-vindas” em vez de “bem-vindos” num auditório cheio — soa robótico). E o resultado? Zero. Segundo, é com toda a probabilidade imensamente ineficaz e um desperdício enorme de recursos para pouco ganho. Nenhuma mulher ou pessoa LGBTQ+ se sente mais “incluída” por causa disto. É teatro para os activistas.

3.2. Especificação do sexo (página 14): Quando não é possível neutralizar, tem-se a ideia genial, e nada trabalhosa, de duplicar: “colaboradoras e colaboradores”. 

– “Os colaboradores” → “As colaboradoras e colaboradores”. Duplica tudo. Num relatório de 50 páginas, multiplica-se o tempo de leitura e escrita. Feio, cacofónico.

– “Os cidadãos” → “As cidadãs e cidadãos”. Repetitivo até à náusea.

– “Os estudantes bolseiros” → “As e os estudantes bolseiros”. Nota de rodapé ridícula sobre concordância.

– “Senhores Diretores” → “Senhoras e Senhores Diretores”. OK em discurso formal, mas em texto contínuo irrita.

– “Os interessados devem” → “As interessadas e interessados devem”. Prolixo.

– “Os pais” → “A mãe e o pai; as mães e os pais”. Em formulários de escola fica ridículo.

– “A todos” → “A todas e todos”. O famoso “todas e todos” que já se tornou meme de como o wokismo destrói a elegância.

Alternar ordem (“colaboradoras e colaboradores” ou vice-versa) é mera palhaçada. A barra “a/o” é admitida pelo guia como má para deficientes visuais — mas então porque recomendam? Parênteses e @ são rejeitados (correctamente), mas o dobro é aceite. Hipocrisia. Em português falado, dizer “as colaboradoras e os colaboradores” cansa a boca e o ouvido. Complica a comunicação entre pessoas reais.

3.3. Diversidade cultural e social (páginas 15-16): Aqui o delírio woke atinge o pico.

– “Os idosos” → “A população idosa; as pessoas idosas”. Mais palavras.

– “Deficientes” → “Pessoas com deficiência”. Euphemism treadmill clássico — amanhã será outra coisa.

– “Coxo, deficiente motor” → “Pessoa com mobilidade reduzida”. Clinicamente correcto, mas perde força descritiva.

– “Os ciganos” → “As pessoas de etnia cigana; a comunidade cigana”. Muitos ciganos orgulham-se do termo. Apagar a identidade deles para “não ofender” é colonialismo woke.

– “Sem-abrigo” → “Pessoas em situação de sem-abrigo”. Frase longa e eufemística que esconde a realidade dura.

– “Pessoas de cor; negros” → “Afrodescendentes; Pessoas racializadas”. Termo importado dos EUA, estranho ao contexto português.

– “Os imigrantes” → “As comunidades imigrantes”. Abstracto.

– “Os reformados” → “As pessoas reformadas”. Perde o respeito cultural.

Depois lista expressões a banir: “Fazer judiarias”, “Mulato/a”, “Ovelha negra”, “Maria-Rapaz”, “Mulher ao volante, perigo constante”, “Homem não chora”, “Macho-Alfa”. Algumas são sexistas antigas, sim. Mas banir “ovelha negra” ou “ver-se grego” é censura cultural. A solução não é apagar o património linguístico; é educar. O guia quer substituir por nada — apenas silêncio ou frases burocráticas. Perde-se a riqueza popular, o humor, a expressão viva do povo.

3.4. Comunicação visual (páginas 17-19): O clímax do ridículo. Exigem “representação equilibrada” de homens/mulheres, diversidade étnica, famílias homoafetivas, etc. Ou seja, em cartazes da NOVA não pode haver imagem de uma família tradicional sem um casal gay ou uma pessoa em cadeira de rodas ao lado. É propaganda visual forçada. Os exemplos de “imagens que desafiam estereótipos” são fotos stock de diversidade obrigatória — casal interracial, homem a cuidar de bebé, mulher engenheira, etc. As “más” são as reais (mulher com bebé, homem idoso a ajudar). É tokenismo puro. E a acessibilidade (contraste, legendas) é boa — mas o resto é ideologia.

Agora, o balanço global: esforço titânico para resultado nulo. Universidades gastam tempo, dinheiro e recursos humanos em workshops, revisões de documentos, formação de pessoal — tudo para mudar “os docentes” por “o corpo docente”. Enquanto isso, problemas reais (precarização de docentes, falta de bolsas, evasão estudantil, qualidade do ensino) ficam para trás. A comunicação fica mais complicada, menos clara, menos económica. Textos mais longos, discursos mais aborrecidos, formulários mais impessoais. A oralidade sofre especialmente: imagine uma reunião de departamento onde toda a gente tem de dizer “colaboradoras e colaboradores” dez vezes. Cansaço cognitivo garantido. Para deficientes visuais ou disléxicos, pior ainda.

E o carácter orwelliano desta fantochada? Total. Orwell em “A Política e a Língua Inglesa” e em 1984 avisou: quem controla a linguagem controla o pensamento. Aqui, redefinem “normal” como opressivo. “Direitos do Homem” torna-se crime linguístico por lei. O masculino genérico é declarado “falso neutro”. Criam uma atmosfera de medo: exprime-te da maneira errada e és “problemático”. O guia é “vivo” e pode ser actualizado — ou seja, amanhã proíbem mais palavras. É Newspeak puro: empobrecer a língua para empobrecer o pensamento. Minorias intelectuais (departamentos de estudos de género, ONGs, CIG) impõem à maioria que nunca pediu isto. O povo português — o que trabalha, discute no café, lê Saramago sem “todas e todos” — vê isto como alienígena. É wokismo puro: agenda de uma elite académica e burocrática que vive na sua bolha, alheia à vida real da esmagadora maioria.

É uma tendência profundamente preocupante que pode passar despercebida às massas. Estamos a assistir à captura institucional por uma minoria activista que usa universidades e Estado para impor uma visão do mundo completamente desconectada do senso comum. Não é inclusão; é uniformização ideológica. A língua portuguesa, herança de séculos, está a ser vandalizada em nome de uma utopia que não funciona. O resultado não é mais igualdade — é mais divisão, mais burocracia, mais fealdade linguística e menos liberdade. A maioria das pessoas vai ignorar este guia (como ignora a maioria destas imposições), mas o dano está feito: auto-censura, medo de falar, erosão da cultura comum.

Este guia não merece ser seguido. Merece ser lido atentamente de modo a todos fazermos o esforço titânico, caridoso e tortuoso de imaginar o que vai nas cabeças de pessoas que perdem tempo a congeminar teorias linguísticas neo-marxistas que representam uma monumental falta de respeito pela história de toda a humanidade e pela história da língua portuguesa em particular. A língua pertence ao povo, não aos gabinetes de igualdade, e evolui sozinha, organicamente, como sempre evoluiu. Qualquer imposição tecnocrática está condenada ao fracasso — e este é apenas mais um capítulo patético dessa história. Chamemos, pois, os bois pelos nomes.