Séries Visuais sobre Cinema: Espelhos, Bloody Nose, Actors and their Portraits
Primeira entrada de uma nova rubrica mensal dedicada a séries visuais temáticas com frames de cinema, da autora de Mafalda Simão Leal.
O Cinema Inicial como Substituto das Artes Figurativas Tradicionais
Onde se questiona se que o advento do cinema implica uma rotura com tipos de representação mais familiares (i.e. as artes figurativas ditas tradicionais, como a pintura e a escultura) que existiam antes. A resposta é, na verdade, antes pelo contrário.
Patricia Highsmith e a Sobrevalorização da Sexualidade
Sobre o documentário Loving Highsmith, a propósito da escritora Patricia Highsmith, parte de uma tendência documental de foco excessivo na sexualidade e vida amorosa do biografado.
Sugestões de Cinema: Cancel Culture e Submarinos
Sugestões de cinema: filmes sobre cultura de cancelamento e películas cujo enredo é passado a bordo de submarinos.
As Quotas Raciais na Hollywood do séc. XXI
Sobre as mais recentes regras aprovadas pela Academy of Motion Pictures and Sciences em relação a quotas raciais em filmes elegíveis para Oscar.
Crítica: Oppenheimer (Christopher Nolan, Syncopy Inc, 2023)
Sobre as camadas filosóficas e metafísicas da película Oppenheimer, de Christopher Nolan, 2023, dedicada ao físico responsável pelo desenvolvimento da bomba atómica.
Crítica: Barbie (Greta Gerwig, Universal Pictures, 2023)
Sobre a película Barbie, de 2023, e as descontrucções dos papéis femininos e masculinos, num mundo ficcional que explode e materializa os tropos da famosa boneca e do seu parceiro.
Crítica: Indiana Jones e o Marcador do Destino (James Mangold, 2023)
Sobre o último trabalho da série cinematográfica Indiana Jones, um filme de aventuras construído sobre uma estrutura quase irrepreensível que lida com todos os problemas da série e com as expectativas dos espectadores.
Como o cinema reflete o real ou o transpor da vida em Yi-Yi, de Edward Yang
Análise do movimento cinematográfico em Yi-Yi, de Edward Yang: de filme para realidade fílmica e as ferramentas usadas nesse salto simbólico.
Silêncio como Método em 12 Angry Men, Sydney Lumet, 1957
12 Angry Men: como a justiça e as leis do cinema concorrem juntas para o amadurecimento de uma absolvição silenciosa dentro de uma sala de jurados não necessariamente silenciosos.
O “Direito a Olhar” em Não Há Amor Maior, de Masaki Kobayashi
Análise do filme Não Há Amor Maior de Masaki Kobayashi tendo em conta os conceitos de “visualidade” propostos por Nicholas Mirzoeff.
Cinema: Nazis, Argumentistas e Stalkers
Sugestões de cinema: nazis na lua, filmes sobre os tormentos dos argumentistas, e filmes sobre pessoas obcecadas com outras.
Crítica: «O modelo de Pickman», O Gabinete das Curiosidades, Guillermo del Toro (2022)
Convocando Oscar Wilde e Northrop Frye, elabora-se sobre várias maneiras de ver a arte na sua relação com a vida, com a adaptação do conto de H.P. Lovecraft O Gabinete das Curiosidades em pano de fundo.
Crítica: O ciborgue de Donna Haraway e a Poesia
Como a figura do ciborgue de Donna Haraway, em O Manifesto Ciborgue (1985), tem paralelos com certas ideias de teoria literária acerca de poemas.
Crítica: Defesa Freudiana de Aspectos de uma Narrativa em Mulholland Drive (David Lynch, 2001)
Um argumento a favor do impulso da interpretação inteligível aplicado até a obras abstractas ou semi-abstractas como Mulholland Drive.
O Close-Up e o Rosto Feminino na História do Cinema
Breve revisão do uso do plano do close-up do rosto da mulher ao longo da história do cinema, profusamente ilustrado com alguns excelentes exemplos.
The Magician Longs to See: o Enquadramento Literário da Obra Visual em David Lynch
Sobre o papel fundacional da literatura, a par da pintura, na obra do cineasta americano David Lynch e como o uso profundamente simbólico e poético da palavra se emparelha com as imagens.
Mudar as Pré-Condições da Própria Existência em Back to the Future (1985)
Uma abordagem filosófica a uma famosa obra de ficção científica para a família, Back to the Future, onde se analisa uma complexa questão ontológica: como se podem manipular as pré-condições para a própria existência do sujeito?
Crítica: mother!, Darren Aronofsky, 2017
Na película Mother, de Darren Aronofsky, a associação da figura do Artista ao Deus hebraico — o grande criador por excelência — não é uma ideia nova: mas talvez essa comparação nunca tenha sido explorada de forma tão pungente e destemida, em que Deus e Artista são uma só entidade.
O Estranho Caso de Charlie Kaufman
Não há hoje argumentista norte-americano mais conhecido do que Charlie Kaufman. A sua influência é tão notória que alguns filmes cujos argumentos escreveu e não realizou são referidos como se tivessem sido realizados por ele.
Tableau Vivant: Isabelle, L’innocent Terrible
“They’re not mine”, diz Isabelle, a protagonista do filme Innocents (2003), num misto de entusiasmo e incredulidade por ter encontrado em sua casa um par de luvas femininas extraordinariamente compridas.
Crítica: Tenet (2020), espionagem e Nolan em piloto automático
A melhor obra do realizador mediano Christopher Nolan, até agora, é aquela em que o género do filme de espiões o ultrapassa e deixa o autor em piloto automático.
Metafiction in Harvey (Mary Chase and Henry Koster, 1950)
An investigation into the metafictional properties of Harvey, a 1950's movie with James Stewart about an imaginary giant rabbit.
Crítica: Horse Girl (2020) e a representação da equizofrenia
Sobre a obra de Jeff Baena e Allison Brie que retrata a experiência esquizofrénica na primeira pessoa.
Crítica: Groundhog Day (Harold Ramis e Danny Rubin, 1993)
Descrição da famosa comédia Groundhog Day, de Harold Ramis e Bill Murray, como uma alegoria de habituação à vida.
Crítica: Joker (2019) e o super-herói no universo Joaquin Phoenix
Segundo o realizador, o projecto Joker não introduz Joaquin Phoenix, o protagonista, no universo dos super-heróis, mas sim introduz este universo no mundo de Joaquin Phoenix.