Uma celebração do discurso epidíctico na literatura portuguesa: paronomásias, jogos vocálicos e retórica exuberante como essência literária, contra a preferência nacional por prosa seca minimalista e anti-retórica desde o século XVIII.
Sobre como milhões de pessoas se submetem voluntariamente a um tirano que só tem poder porque elas lho concedem. A liberdade é natural ao homem, mas o hábito da obediência e o costume transformam a servidão em algo aceite: basta recusar obedecer para que o tirano caia por si. Texto de Étienne de la Boétie, de 1549.
O autor fala do seu livro Rebenta a Bolha! Autoajuda para uma esquerda deprimida, diagnosticando a crise do modelo democrático-liberal (fim da centralidade ocidental, do contrato social e das classes médias, ascensão da direita autoritária e oligarquia digital) e defende que a esquerda deve disputar esse espaço através de uma abordagem irónica e experimental.
O conceito de “marca portuguesa” está longe de ser linear. Quando observamos um relógio com um nome português no mostrador, o que estamos verdadeiramente a ver? Um produto concebido em Portugal? Um objecto fabricado cá? Uma marca registada em território nacional? Ou apenas uma ideia portuguesa produzida no estrangeiro?
As Humanidades Digitais têm sido fundamentais no resgate e divulgação de autoras portuguesas esquecidas. Através de digitalizações, bases de dados e projetos online, devolvem visibilidade a vozes femininas do passado, facilitando o acesso a biografias e obras, e contribuindo para a inclusão no cânone literário português.
Metafiction in video games evolved from playful fourth-wall breaks in 1980s titles like Zork and StarTropics to profound self-referential loops in Space Quest III/IV and ontological twists in Monkey Island 2. We explore how interactivity amplifies self-awareness across decades, turning players into co-authors of the deconstruction in classics and modern experiments alike.
A distinção, numa cidade litoral mediterrânea, entre zonas baixas de ruelas e praças e zonas altas de palácios (equivalentes ao ágora e à acrópole gregas) é também observável nas cidades litorais do sul da China? Aqui analisamos as semelhanças e as diferenças.
Galeria com obras de Artur Durão, licenciado em Artes Plásticas - Pintura - pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, com actividade plena na área e galardoado com vários prémios.
Sobre as características do género literário da poesia bucólica na antiguidade, também tendo em vista o contraste da contemporaneidade com o locus amoenus desta poesia.
Uma breve crónica sobre o uso suspeito, discutível, e muitas vezes absolutamente erróneo e perverso da expressão “o lado errado da história”, que pressupõe várias falácias e vários interesses não declarados.
Uma travessia pela obra Ideas y Creencias, de Ortega y Gasset, com a ideia de que o homem está condenado a ser novelista, com o auxílio do pessoano Bernardo Soares.
Sobre palavras mal usadas: mais um capítulo da rubrica que por vezes evocamos como lembrete de correcção geral em relação a alguns vocábulos de uso comum equivocado.
Sobre as novas perspectivas e possibilidades que a introdução da inteligência artificial pode trazer à área dos recursos humanos da gestão de empresas.
Seis romances dos séculos XVIII e XIX que envolveram algum tipo de escândalo, de atentado ao pudor, ou até queixas judiciais, seguidos de alguma bibliografia sobre o dinheiro e dívida do ponto de vista da filosofia, da antropologia e das humanidades em geral.
Aqui para nós, não se joga xadrez sem relógio, e já que usamos um relógio de xadrez, que seja, ao menos, um Heuer Chess Master. Fique a conhecer melhor este desporto, a evolução dos seus relógios e até algumas sugestões de filmes.
A partir de uma questão clássica da comédia de características seinfeldianas, reflecte-se se o humor é por inteiro socialmente determinado ou se existem coisas que têm graça por si só, a partir de quatro exemplos: macacos, bananas, flatulência e homossexuais.
Uma leitura alternativa das obras mais conhecidas do pensador florentino Maquiavel que as descreve enquanto tratados de erros e não repertórios de máximas.
Quatro pontos interessantes, desafiantes e polémicos do pensamento da intelectual Simone Weil, que acompanharam toda a história do seu pensamento mas que se substanciam muito fortemente num ensaio tardio da sua produção, “Human Personality”, escrito em 1943.
Nota editorial sobre quatro mitos urbanos da actualidade com frequência veiculados no trato coloquial, na imprensa, na política, a propósito da expansão ultramarina ocidental, frequentemente descrita com um tom negativo e condenatório.
Sobre os canais de navegação marítima na presente fase da globalização do comércio, tendo em atenção especial o canal do Suez e as consequências económicas de um bloqueio temporário como aquele ocorrido em 2021.
Boas Festas! A maior e melhor edição deste ano, com Tibério Graco, Rei Édipo, Edward Said, Bárbara Virgínia, o Jogo do Pau, Recursos Infinitos, Eugénio e Cesário, Playboy, Filosofia do Corpo, Heliogabalo, e muito mais.
De Nova Orleães para o mundo: onde se recorda o “embaixador da alegria”, um pioneiro cantor e trompetista cujo nome é sinónimo da palavra jazz, Louis Armstrong (1901 – 1971).